Já quando o Passos Coelho veio falar de que não iria permitir tumultos e quando o único ministério a ver aumentada a sua verba no Orçamento de Estado foi o da Administração Interna se percebeu que este Governo tem medo dos cidadãos que supostamente devia servir, coisa pouco normal naquilo que, supostamente, deveria ser uma democracia. Mesmo com um povo que tem surpreendido o Mundo com a sua paciência e passividade perante os roubos e a violência a que tem sido sujeito esta gente não deixa de se precaver não vá o diabo um dia tecê-las. Mas, quem as vai tecer não é o diabo e no dia que este povo resolver correr com eles até a policia que tão diligentemente vão preparando para os defender será a primeira a juntar a sua força aos cidadãos deste país. E, se as coisas não mudam, se continuarem a ter dinheiro para aumentar o número de policias mas o cortam na saúde, educação e segurança social já não deve faltar muito. Se este Verão só está está a ser quente pela força do Sol, o Outono promete vir a aquecer muito mais pela força das pessoas.
Arquivo de Agosto 7th, 2012
À força do cecetete
O peso das coisas
Este segundo “reinado” como Presidente da Republica do Sr. Silva de Boliqueime tem conseguido ser, por difícil que pudesse parecer ser possível, ainda pior que o anterior. E, se à Rainha de Inglaterra na basta ser honesta, também tem de parece-lo, o Presidente devia seguir a mesma regra. Se na altura em que havia alguns diplomas importantes na sua secretária para promulgar, o governo vende ao marido da sua filha do Presidente o Pavilhão Atlântico pelo preço da uva mijona, este deveria ter exigido algum decoro e bom senso. É que comprar o Pavilhão por 21 milhões, um terço do preço do custo da sua construção há 14 anos fora o valor do próprio terreno, não se pode considerar um mau negócio, sobretudo sabendo que no ano passado apresentou mais de setecentos mil euros de lucros.
Depois da venda do BPN este é mais um negócio em que ficam muitas dúvidas do valor porque foram vendidos. Este governo está a saldar tudo o que é público entregando a privados e amigos aquilo que é nosso por valores muito abaixo do valor real. Quando um dia corrermos com este governo estaremos todos mais pobres e o dinheiro daquilo que era de todos nós já estará nos bolsos de alguns, com o beneplácito de outros.







