Arquivo da categoria 'Controlo'

29
Mai
12

Da transparência à invisibilidade

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje, em Singapura, estar convencido que o caso que envolve o ministro Miguel Relvas e o jornal Público «acabará por ser esclarecido com a devida transparência», escusando-a a fazer mais comentários.

O meu medo é mesmo esse, que haja tanta transparência que nada se descubra e que os culpados se tornem tão invisíveis que ninguém os consiga  apanhar. São tantos os casos de gente que ganhou o poder da invisibilidade, pelo que as nas nossas prisões corruptos e poderosos não se vêem.

28
Mai
12

Um ano de desgraça

Há um ano que este governo tomou posse com o Passos Coelho como Primeiro Ministro e a desculpa do acordo da Troika para poder impor e praticar todos os roubos aos salários e direitos. Depois do Passos Coelho nos informar que o seu objectivo era empobrecer os portugueses rapidamente se percebeu que quem mandava não era o incapaz, mentiroso e impreparado Coelho mas o falinhas mansas Vitor Gaspar. Tecnocrata, ultrapassou a Troika pela direita sem respeitar nada nem ninguém tentando passar uma imagem de honestidade e competência. Honestidade que se desvaneceu logo que se percebeu que andava a cavar falsos buracos no orçamento para impor mais medidas de austeridade  e competência que se mostrou ser falsa quando se começou a ver que as suas previsões económicas estão sempre ultrapassadas mesmo antes das medidas que as procuram justificar entrarem em vigor. Isto sem falar da incompreensível politica de aceitar destruir toda a economia em nome do défice condenando tanto o futuro do país como o próprio cumprimento do défice com mais austeridade sobre a recessão. Os quinze por cento de desemprego, as falências, o crédito mal parado, o aumento da despesa pública e a redução das receitas prova-o.

09
Mai
12

Ladra mas não morde?


Angela Merkel escreveu a Francois Hollande sublinhando as “decisões necessárias” que estão pela frente e que têm de ser coordenadas por ambos. A chanceler alemã enviou a François Hollande uma carta em que o felicita formalmente pela sua eleição como presidente da França. Nela, Angela Merkel sublinha a necessidade de acção e a responsabilidade partilhada dos dois países fundadores do projecto de integração na Europa, referindo ainda querer “continuar com François Hollande o caminho da responsabilidade comum” e “trabalhar para o bem dos dois países (Alemanha e França) e da Europa”. “Temos de tomar as decisões necessárias à União Europeia e à Zona Euro, para preparar as nossas sociedades para o futuro, salvaguardando e avançando no caminho da prosperidade de forma sustentável”, frisa Merkel.

Já a gestora de fundos Schroders de fundos diz que “uma potencial disputa com Merkel” é o resultado que mais se pode recear com a eleições de Hollande. No entanto, é provável que os mercados e as agências de “rating” exerçam pressão para que o francês reduza o défice orçamental e não acredita que François Hollande consiga alterar as políticas de austeridade defendidas por Merkel para a Europa. “Este pode ser um caso em que o ladrar de Hollande é pior do que a mordidela”, conclui a Schroders.

Como já era previsível a primeira forma de tentar fazer o Hollande “baixar a bola” é pela sedução e oferecendo-lhe a partilha da Europa com a Alemanha, enquanto os mercados ameaçam atacar a sua economia se não ceder. Sorrisos e palmadinhas nas costas para o convencer que tem muito a ganhar se aceitar partilhar o poder em troca de esquecer as ideias que defendeu nas eleições, coisa que para os políticos parece muito fácil de fazer. Se resolver que é honesto e não aceitar voltar atrás na palavra dada aos franceses que o elegeram então é bom que se prepare para sofrer o ataque dos cães de fila da Europa. Mas, infelizmente, como diz a Schroders o mais provável é este seja mais um caso em que cão que ladra não morde.

05
Mai
12

O Nacional-Solidarismo

A discursar em Cascais, numa conferência, o presidente da Comissão Europeu, Durão Barroso, revelou o recado que trazia na bagagem. “Portugal enfrenta desafios que não são fáceis. Contudo, os portugueses sabem que não há alternativas à resposta que se está a dar”, lembrando que não existe um plano b: o único caminho é apoiar as medidas do memorando e pôr travão nas divergências.
Para Durão Barroso, se não houver consenso em Portugal, por parte dos diversos agentes políticos, tendo em vista a aplicação das reformas de que o país necessita, mais difícil será obter solidariedade dos parceiros da União Europeia.
O presidente da Comissão Europeia entende que “quanto maior for o consenso nacional, mais será evidente a solidariedade dos parceiros europeus”. Nesse sentido, defende, o programa de apoio está dependente de união, numa altura em que surgem sinais de ruptura e com o PS a distanciar-se das políticas do Governo.


Resumindo, não há alternativa, não há plano b e ou assinamos os tratados que querem fazemos o que a Troika manda, comemos e calamos e nem mesmo os usuais partidos de alterne do poder podem sequer manifestar desconforto, impondo uma união à força. Este é o discurso de um cara de cherne que fugiu do governo para ocupar um tacho de subserviente marioneta como Presidente da Comissão Europeia. É o discurso de quem dizia que estando no Centro do Poder podia ajudar mais os portugueses. Esta é a Europa, que dizem ser uma União, de que fazemos parte.

21
Abr
12

Es.Col.A – Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha

Há 5 anos que existia uma escola abandonada e degradada no Bairro da Fontinha no Porto que já só era frequentada por ratos. Um grupo de cidadãos ocupou esse espaço, restaurou-o e fez dele uma zona de liberdade e democracia em perfeita colaboração e partilha com as populações desse bairro. Naquilo a que chamam de Es.Col.A, ajudam-se as crianças nos estudos, criam-se actividades para os jovens do bairro e apoio para os mais idosos de uma forma solidária e desprendida. Xadrez, Yoga, Capoeira, Musica, Dança, Bibliotecas, um sem número de actividades que deram vida e criaram esperança num espaço construído em democracia e liberdade. Num só ano o Es.Col.A passou a ser o centro daquele bairro e o único apoio de muitos que passam por dificuldades devido às desumanas políticas de austeridade e roubo a que este país tem sido sujeito. Aí se partilham refeições confeccionadas com produtos das hortas comunitárias que têm surgido na zona e se reforça a solidariedade e a cidadania. Não a solidariedade da esmola ou da caridadezinha, mas uma solidariedade feita da partilha e da união de todos. Isso parece assustar o sistema receoso que os cidadãos compreendam que existem alternativas possíveis ao mercantilismo e à subjugação aos grandes poderes económicos e que as leis só devem ser válidas e obedecidas quando forem justas. Ver nas televisões ministros a saírem sorridentes de carros de alta cilindrada pagos por todos nós, e depois policias a violentarem cidadãos para lhes retirar aquilo que construíram com as suas próprias mãos é uma imagem que só nos pode causar repulsa e indignação.

Exige-se por isso que o poder aceite a soberania dos cidadãos sobre as suas terras, bairros e cidades e que, se não são capazes ou não têm a vontade de os apoiar, pelo menos não envie os seus cães de guerra para impedir a sua auto-organização.

Exige-se que o Es.Col.A da Fontinha seja devolvida ao bairro e aos seus habitantes.
“O Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se pode despejar uma ideia”.

http://indignadoslisboa.net

19
Abr
12

Ir a espanha para libertar o gás.

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, está em Madrid para analisar com o ministro espanhol da Indústria, Energia e Turismo, o dossier da energia. O encontro com José Manuel Soria, marcado para as 17 horas, pretende, analisar «todo o dossier» relativo ao sector da energia. O Governo comprometeu-se a criar condições para o aumento da concorrência no sector do gás, com o objectivo de reduzir o preço, no dia em que de manhã o regulador propôs um aumento das tarifas de 6,9 por cento.

Ainda me lembro quando se falava do Mercado Ibérico da Electricidade e de como isso iria produzir concorrência e a baixa dos preços. Uma concorrência tão útil que o preço da electricidade aumenta exponencialmente. Ou a famosa concorrência na gasolina que não pára de subir. Agora é a vez do gás ser libertado nas mãos dos mercados pelo nosso Super-Álvaro.
Enquanto não se entender que existem bens essenciais, bens que não podem estar sujeito ao livre arbítrio, à ganancia e à avidez, que têm de servir as pessoas e não os mercados esta espiral de loucura só tende a aumentar. Perceber isto é perceber que o discurso do inevitável deixa de o ser para se tornar no discurso do assim não pode ser para a inevitabilidade passar a ser a busca de outras alternativas e a prática de outras soluções.

06
Abr
12

Das mentiras do Macedo ao beijo de Judas do Filipe

Desculpem lá voltar ao assunto da carga policial que aconteceu no Chiado no dia da Greve Geral, mas fico chateado quando há gente a partir cabeças à minha volta de pessoas que simplesmente estavam ali a exercer o sei direito de cidadania, seja a tomar uma bebida numa esplanada, passear, ver montras ou manifestar pacificamente o seu desagrado contra o vergonhoso sistema que enriquece alguns à custa da pobreza de todos os outros. Agora para comentar a visita do Ministro ao “paralamento”. «Não houve uma intervenção gratuita no Chiado», disse Miguel Macedo aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. «Só depois de estar instalada uma situação de desordem pública» e dos manifestantes terem «provocado» e «praticado agressões aos agentes de autoridade» é que polícia interveio. «Quando foi forçada a intervir fê-lo de forma legítima em reacção às agressões e para repor a ordem pública», «nos termos da lei». «Não é o excesso de um, dois, três ou quatro agentes, que tiveram um comportamento desadequado que deve desmerecer o comportamento da PSP».

Chateia-me que este Ministro, a quem a minha companheira já há muitos anos dizia lembrar-lhe a cara de um nazi, vir fazer afirmações falsas, sabendo eu que são falsas porque estive lá e vi e até pelos vídeos que já correm a net, e atirar com todas as culpas para as costas de dois ou três policias que tiveram o azar de ser filmados em acções de violência gratuita e dois dos atingidos serem jornalistas. Fico sem saber se o castigo é por terem abusado da violência ou se por se terem deixado filmar a praticá-la.
Mas não fica por aqui, Miguel Macedo esclareceu ainda que os acontecimentos no Chiado surgiram numa manifestação que nada teve a ver com o desfile organizado pela central sindical CGTP. Segundo o ministro, a manifestação da CGTP decorreu sem incidentes.
Podia discordar relembrando também as cabeças partidas pelos gorilas da segurança da CGTP entre o grupo dos precários que tiveram a ousadia de tentar entrar na praça de São Bento, mas prefiro as afirmações do Deputado António Filipe que disse que não se poder responsabilizar apenas um agente, considerando que a intervenção no Chiado foi «particularmente» infeliz, porque as imagens percorreram o Mundo. Porém, sublinhou que não punha «as mãos no fogo por alguns manifestantes».
Primeiro não me parece que para um deputado de um partido que viveu a clandestinidade, a perseguição, a falta de liberdade e de democracia, fique bem considerar que aquilo que aconteceu no Chiado só é particularmente infeliz por haver imagens a correr o mundo. Não, isso não foi o mais grave, o mais grave foi o ter acontecido. Talvez para o deputado que não gosta de ver movimentos sociais independentes a desmascararem a inócua contestação social que mais não parece desejar que retirar a pressão à panela para que tudo fique como está. Talvez o deputado não ponha as mãos no fogo por alguns manifestantes, mas eu por si também não ponho as minhas e muito menos o meu voto.

 

30
Mar
12

Têm tudo e afinal não sabem nada

O relatório do Serviço de Informações de Segurança (SIS) a antecipar os riscos e ameaças dos “grupos antiglobalização” para a greve geral de dia 22 previa violência, caos, ruas bloqueadas e explosões. Para os espiões, as forças de segurança deveriam preparar-se para ruas bloqueadas em Lisboa e para o rebentamento de cocktails Molotov. O documento, classificado como “confidencial”, foi distribuído a PJ, GNR, PSP, SE e ministros da Administração Interna e da Justiça e deveria servir de base de planeamento para a PSP – que há um ano se prepara para uma onda de contestação social que previu ser a maior dos últimos 30 anos.

Poderá isto justificar a desproporcionada carga policial que aconteceu no Chiado (vídeo)? Será que os policias estavam assim tão alarmados e assustados que confundiram ovos com cocktails Molotov?
Espiões, câmaras, escutas, vigilância, infiltrados por tudo o que é movimento social e no fim o grande temporal anunciado não passou de uma bufa. É verdade que já todos sabem que telefones, mails, e redes sociais são vigiados, bem como conhecem os infiltrados que por aí andam, e que a unica comunicação segura é aquela feita presencialmente, mas os movimentos sociais que existem já provaram, apesar da prática de alguma desobediência civil light para conseguirem alguma visibilidade nos órgãos de informação,  ser pacíficos. Fazem, também eles, parte dos movimentos internacionais que acreditam que é pela ocupação do espaço público, pela presença e pelo protesto pacifico que poderão exigir uma democracia mais participativa e uma mudança neste sistema injusto e canibalizado pelas grandes corporações. Pacifico porque acreditam que só assim todos os que se sintam indignados com o sistema podem sentir-se seguros para ocuparem as ruas e praças conquistando a mudança, não pela força da violência, mas pela força das palavras, das ideias e dos direitos.
O SIS pode fazer os seus relatórios alarmistas, a policia pode tentar provocar o confronto por se sentirem mais à vontade a bater que a pensar e o Ministro pode tentar esconder as suas responsabilidades, que o que realmente ressalta de tudo isto é a sua incapacidade de compreender o que se passa e de encontrar soluções não violentas para calar a indignação. O que ressalta disto é que o poder começa a temer a rua.

05
Mar
12

Pobre Álvaro

Um projecto de decreto lei que pretende reforçar o papel do Ministério das Finanças na coordenação das verbas do QREN abriu um foco de tensão no interior do Governo. Vítor Gaspar quer aproveitar a reprogramação dos fundos comunitários que vai ser lançada para reforçar o seu papel no controlo das verbas gastas pelo Estado. Já Santos Pereira  não quere que a gestão estratégica de onde investir saia do seu ministério, sendo neste momento a única alavanca para estimular o crescimento económico.
Passos Coelho afirmou hoje que o ministro das Finanças terá uma palavra “decisiva” na reprogramação e reafectação estratégica dos fundos comunitários, embora a coordenação destas verbas permaneça no Ministério da Economia.

Pobre Álvaro que uma vez mais se vê relegado para segundo plano e desrespeitado nas suas (in)competências. Pobre Álvaro e pobres de nós que vamos ver o dinheiro que podia ser utilizado numa tentativa de reanimar a economia e combater o desemprego a ser gasto em politicas orçamentais. É que neste governo que na sua politica de empobrecimento do país e do “custe o que custar”, o Vitor Gaspar, mais que todos os outros, é o que considera a vida e a dignidade dos cidadãos como o facto menos importante nas suas opções politicas e orçamentais. O “amor” do Passos Coelho pelo seu Gasparzinho equivale-se ao desprezo e desconsideração como trata o pobre do Álvaro.


04
Fev
12

Quando acabam os tachos, fazem-se mais

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho decidiu nomear António Borges para liderar uma equipa que acompanhará, junto da troika, os processos de privatizações, as renegociações das PPP, a reestruturação do Sector Empresarial do Estado e a situação da banca.

Como o Álvaro parece que não dá uma para a caixa, o Passos lá lhe vai tirando, tarefa a tarefa as atribuições do super-ministério. Primeiro tiraram-lhe  e deram ao Portas os negócios externos e agora ao Borges os negócios internos.
Importante mesmo é que ninguém fique sem emprego  nesta terra de bustos e embustes, de tachos e panelas, de uns e outros. Será que sou eu que estou farto desta gente e daquilo que andam a fazer? Será que me tenho de calar e conformar?

28
Jan
12

Corte e costura na liberdade

Todos nos lembramos das acusações do PSD ao governo dos Socretinos  sobre o controlo que estes exerciam sobre a informação. Recentemente alguns jornalistas mais críticos do actual governo e sobretudo os que se atreveram a criticar as suas relações com Angola, o Presidente José Eduardo dos Santos e a sua “real”  família, viram os seus contratos não serem renovados e  as suas colunas e programas terminarem. Também alguns blogs, pelos mesmos motivos foram atacados e destruídos. O blog Braganza Mothers é um bom exemplo disso tendo ele e todas as contas ligadas ao seu mentor o brilhante “Arrebenta” sido vitimas dessa fúria em silenciar as criticas. Felizmente a Internete ainda é um espaço amplo e solidário pelo que  por cada blog ou site que seja atacado e destruído há dois que surgem para continuar a sua luta (reabriu aqui).
Este sistema capitalista está a rebentar pelas costuras e já não olha a meios para tentar retardar aquilo que é inevitável; a sua queda. (Infelizmente a alternativa é uma terrível guerra a nível global que causará muitos milhões de mortos). Silenciar as vozes incomodas começa a não ser só um capricho de um ou outro líder, mas uma necessidade do poder instituído. Num mundo em que a informação corre livre a nível global a liberdade e a democracia são um vírus que os pode destruir e eles sabem disso. A rendição dos países ocidentais ao poderio das novas economias, anti-democráticas, como a China ou Angola acaba também para contribuir para isso, pois se é verdade que de lá chega muito dinheiro também o poder absoluto dessas ditaduras o acompanha.
É por isso que as vozes incomodas começam a ser bloqueadas e se vê um interesse tão grande em os Americanos fazerem aprovar a sua lei de controla da Internet, o SOPA (Stop Online Piracy Act)  e por cá Parlamento Europeu já se antecipou e aprovou o ,АСТА (Anti-Counterfeiting Trade Agreement ). Tudo em nome da pirataria mas a dar ao poder a capacidade de fechar sites a seu belo prazer.
Já vivi tempo de ditadura neste país e não gostei mesmo nada e é por isso que estarei ao lado de todas as lutas pela liberdade de expressão e para derrotar os que a ameaçam. Muitas vezes me perguntam se não receio fazer este blog e não me calar, tanto aqui como na rua. Infelizmente não me posso dar a esse luxo e, como já aqui disse uma vez, só tenho medo de um dia vir a ter e ceder ao medo. Esta é uma luta de todos e a que ninguém se pode pôr de parte. É o futuro, o nosso e o dos nossos filhos que está em jogo.
15
Dez
11

Vem aí mais uma “Noite das Facas Longas”?

O Congresso americano aprovou a Lei Nacional de Autorização de Defesa, que dá poder ao Governo Federal de usar as Forças Armadas contra a sua própria população, de prender por tempo indeterminado americanos em qualquer lugar no mundo, sem nenhuma acusação formal e sem o devido processo legal.

Já aqui falei muitas vezes daquilo que alguns gostam de desprezar com a ideia da Teoria da Conspiração. Já falei dos Bilderberg, dos Iltuminati, da Nova Ordem Mundial e também doa Campos da FEMA. (Federal Emergency Management Agency) e nos autênticos campos de concentração construídos no centros doa EUA e onde guardam milhões de caixões plásticos. Teoria da conspiração ou não, a verdade é que esses  Campos de Concentração FEMA   existem e foram recentemente activados. Agora cada um que tire as suas conclusões, que olhe para os factos, pesquise na internet sobre estes assuntos, que se assuste com o que vai descobrir. Depois há que agir, há que fazer alguma coisa. É a liberdade e a vida, nossa e dos nossos filhos, que está em causa.
Porque nada disto é notícia na nossa comunicação social?

06
Dez
11

A subserviencia dos miseráveis

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apelou hoje a um consenso nacional em volta de uma posição portuguesa face à possibilidade, defendida pela Alemanha e por França, de aprovar um novo tratado europeu. A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy debateram formas de “repensar e refundar a Europa”, um plano que prevê um novo tratado europeu que reforce a governação económica na Europa.

A Europa é uma ditadura Germano/Gaulesa, em que os seus lideres põem e dispõem de como os governos, subservientes,  devem governar.
Sei que muitos defendem uma Europa e um país, que muitos defendem o federalismo, que os países deixem de o ser para se tornarem em simples regiões de um país maior e que se abdique da independência. Não vou agora aqui defender um lado ou o outro mas só realçar que com a forma como a Alemanha e a França se têm portado, mandando e impondo as suas opiniões a todos os outros, não podemos ficar descansados de que a Democracia continue a existir, (se é que ainda existe), que a liberdade não passe a ser uma memória e que não passemos a ser considerados cidadãos de segunda às ordens de uma raça ariana armada em raça superior.
Paulo Portas fala em procurar o consenso nacional, abrindo já a porta ao compadrio politico e renegando a possibilidade de dar a voz e a decisão do povo através de um referendo. O poder não gosta de referendo, como se viu na altura do Tratado de Lisboa e até, mais recentemente, na Grécia com a ajuda externa e os pacotes de miséria que a acompanhavam. O poder não gosta de dar a voz aos seus povos pois podem decidir de forma diferente daquela que eles querem e desejam. Não sei qual é a definição que alguns dão à Democracia, mas na minha, mesmo numa democracia minimalista como é aquela que temos, isto é ditadura. Vamos exigir que nos devolvam a democracia que nos estão a roubar e aproveitemos para exigir uma outra democracia, mais participativa e onde a palavra dos cidadãos conte mais que as opiniões de um qualquer politico. Uma democracia em que a Constituição não seja feita palavra rasa.
Esta não é uma luta que nos podemos dar ao luxo de perder porque é todo o futuro, o nosso, o dos nossos filhos e netos que está em causa. Esta é uma luta que cabe a todos, uma luta que não é travada no sofá em frente da televisão, uma luta que tem de ser feita na rua, na ocupação do espaço público e na exigência da mudança. Não é hora de resignação nem de comodismo porque não há outra hora que não esta para o fazer.

17
Nov
11

Não questionável a bem da nação

“A bem da Nação”, a informação emitida pela RTP Internacional deve ser “filtrada” e “trabalhada” pelo Governo, defendeu João Duque. Um tratamento que, acrescentou, “não deve ser questionado”. ‘Se [o Governo] quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade, porque estamos convencidos [de] que o faz a bem da Nação, porque foi sufragado e foi eleito para isso.
Controlo e filtragem sobre a informação não é nada de novo e há muito que é feito. Agora, esse controlo não deve ser questionado, ao som do velho chavão salazarento do “a bem da nação”. A justificação é, a promoção de Portugal através da imagem ou do som deve ser enquadrada numa visão de política externa e portanto quase que sob a orientação ou em contrato de programa com o Ministério dos Negócios Estrangeiros”. Como imagino que também devia gostar de colocar os blogs e o Facebook sob  orientação do Ministro, o melhor é não questionar, a bem da nação.
18
Mai
11

Medo de ter medo.

Setúbal (no fim da Manifestação do 1º de Maio), Porto, (Desocupação da Escola da Fontinha) e agora Lisboa (no fim do Festival Académico), são três casos em quinze dias em que a Policia é acusada de excesso de violência e até de provocadora dessa mesma violência. Em todas estas ocasiões a desculpa é sempre a da manutenção da ordem pública, Em Setúbal o argumento foi a de queixas de barulho….às quatro da tarde numa manifestação, no Porto a desocupação de uma escola onde se tinha criado um centro Cultural e com agrado dos habitantes da zona e agora em Lisboa, por alguém ter atirado uma garrafa, indiscriminadamente, levaram todos os que estavam presentes.
Quem está com medo? Quem lança violentos avisos sobre quem pense questionar o sistema. Os blindados que não chegaram a tempo para a Cimeira da Nato, já chegaram e já estão operacionais. A resposta violenta está garantida. Transferem o seu medo da contestação e do protesto para os cidadãos. Quando o poder começa a temer os seu próprio povo a ditadura ganha terreno. Cabe-nos a nós protestar ainda mais e sobretudo não aceitar o medo. Só devemos temer ter medo.



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