Arquivo da categoria 'Liberdade'
Mais um Conselho Europeu para chefes de Estado e os seus sabujos de estimação. Os Senhores da Europa vão-se reunir mais uma vez para decidirem a melhor forma de resolverem os seus problemas e dar as suas ordens a outros que também por lá andarão de língua de fora a beijar mãos e engraxar sapatos. Se estamos à espera que dali saia alguma coisa que ajude a resolver os nossos problemas bem podemos perder já a esperança pois tudo o que podemos contar é com um Passos Coelho ainda mais obediente e submisso. Dali só virá mais austeridade, mais cortes e mais problemas. Talvez esteja na altura de se pensar se queremos realmente fazer parte de um clube como este que nos retira soberania, liberdade e democracia. A Grécia está como está e até já existem ordens de a calamidade social que por lá se vive não poder ser noticiada pelos órgãos de informação em toda a Europa. Nós estamos a correr para lá rapidamente.
Em exibição
Grandulando e protestando.
Ainda esta semana
Hoje não há boneco porque o tempo não estica para fazer tudo. No próximo dai dois espero que as ruas deste país e encham de centenas de milhares de pessoas exigindo o fim destas politicas e também deste sistema. É por isso que a partir das 15 horas vamos estar no Marquês de Pombal a exigir uma democracia mais directa e participada, que vamos estar a apresentar alternativas reais ao actual sistema de democracia de alterne. Comecei a fazer umas imagem para a sua divulgação na Internet e quando dei por isso já tinha quase 50. Quem desejar pode ver aqui [AQUI]
Já na próxima 5ª feira vai haver gente a pintar cartazes e faixas para a manifestação de dia 2 e quem sabe para que mais. Uma oportunidade para dizeres aquilo que realmente desejas e sentes e o poderes mostrar aos outros. [AQUI]
E ainda um para um para que no dia 3 de Março não aconteça como aconteceu no 12 de Março ou no 15 de Setembro em que não aconteceu nada. Tudo ficou como estava sem ficar como estava embora não satisfizesse ninguém. Se queremos mais temos de fazer mais. Temos de voltar a sair à rua dispostos a sair muito mais vezes. Temos de compreender que a democracia obriga ao comprometimento, dá trabalho e mais trabalho dá ainda quando ainda só temos o desejo de a ter e temos um sistema com todas os poderes, todas as armas, das leis ao aparelho de justiça, da comunicação social às policias, dos interesses ao grande capital, pela frente. Dia 3 de Março vamos juntar-nos na Praça do Comércio às 16 horas para falar sobre isso e sobre o que realmente desejamos para o nosso futuro.[AQUI]
Acorda Portugal
Tanta tem sido a propaganda para a manifestação do próximo dia 2 de Março que muitos se esqueceram que a vida não pára até lá e que não se pode dar um mês de descanso a estes bandalhos que nos governam. Não podemos adiar a vida nem o protesto e por isso é importante que todos participem e se empenhem em combater o desemprego, a precariedade e a miséria que a ganancia e o saque de alguns está a condenar o país e os portugueses. É importante que cada vez mais a participação cívica dos cidadãos não se limite a desfilar em datas e horas marcadas e que aconteça um pouco por todo o lado, reivindicando a justiça e os direitos que lhes estão a ser roubados todos os dias e exigindo que a sua voz seja escutada. Já nesta quinta-feira os Inquilinos vão protestar junto ao Ministério da Agricultura contra a nova lei do arrendamento urbano http://www.facebook.com/events/131784993657682/ e com os dEficientes.Indignados que e vão concentrar para acordar o Gaspar junto ao Ministério das Finanças http://www.facebook.com/dEficientes.Indignados?ref=ts&fref=ts . Todos os que puderem apareçam e apoiem estas lutas porque elas são de todos nós e é com pequenas batalhas que podemos ganhar esta guerra contra um sistema poderoso e omnipresente e omnipotente em todo o lado, seja na justiça, no poder legislativo, na comunicação social e até no poder da força repressiva cada vez mais evidente. Vamos exigir respeito e dignidade por todos, vamos exigir as nossas vidas de volta.
Depois de um fim de semana a participar no 2º Encontro Nacional de assembleias Populares, longe das noticias e dos problemas que deprimem o do dia a dia de tantos de nós, que boneco podia eu fazer. Depois de dois dias a falar de democracia directa e horizontal o que correu bem e mal durante o último ano e que perspectivas e soluções poderíamos encontrar para ultrapassar as dificuldades havidas que boneco queria eu fazer.
Durante este último ano muitos movimentos sociais que utilizavam uma democracia directa e aberta a todos, pelos problemas reais que todos os dias temos de viver, desemprego, miséria, fome, destruição do SNS, da escola pública, do sistema de segurança social, redução de salários, destruição do património publico, etc. etc. etc. etc., perderam a perspectiva da criação de uma nova democracia mais verdadeira e participativa substituindo-a por uma luta mais tradicional contra o governo e as suas politicas. Embora seja compreensível que essa tenha sido a opção de alguns também sabemos que esse caminho é mais do mesmo, e o pedido da demissão deste governo, como o 12M fez em relação ao governo do aldrabão do Sócrates, só fará prolongar ainda mais a agonia em que vive este país. Sai de lá este e vai para lá outro fazer o mesmo até que de novo se exija a sua queda para tudo recomeçar de novo. É o sistema que tem de mudar e não só um simples governo. Temos de exigir que a nossa voz seja ouvida e respeitada, que quem governa o faça para os cidadãos e não para os mercados e para os patrões a quem servem sentado nas cadeiras do parlamento e do governo.
Este foi um ano difícil para muitas das Assembleias Populares pois o desespero nunca é bom conselheiro e muitas vezes se procura o caminho mais curto não vendo que assim só se ultrapassa um problema para deparar com outro ainda maior. Felizmente o fim-de-semana foi produtivo e para muitos dos problemas apresentados encontraram respostas, umas vezes na partilha de experiências já vividas por outras Assembleias Populares noutras através do debate e da participação de todos. A presença de alguns companheiros espanhóis, com uma experiência assembleária bem mais forte que a nossa foi essencial e todos saímos mais determinados a não ceder, a não desistir, a não deixar de acreditar. Por tudo isto foi um fim-de-semana produtivo e mais ainda se lhe juntarmos o convívio, as refeições comunitárias, os novos amigos que se fizeram, e as trocas de ideias que se foram fazendo.
À Assembleia Popular de Coimbra por todo o trabalho de organização e pela simpatia com que mais uma vez nos recebeu e a todos os que participaram pelo empenho que demonstraram o meu obrigado.
Neste momento, nos meios políticos deste Jardim à beira-mar plantado começa a existir um consenso alargado que está na hora deste governo acabar e de se fazerem novas eleições. É o PS que já se começa a ver à frente nas sondagens e o Seguro a já a ver os galifões do partido a cobiçarem-lhe o lugar, são os partidos ditos mais à esquerda que acreditam ser possível subirem a sua votação ganhando mais uns deputados e, mesmo dentro da coligação, o CDS, sem querer ser o responsabilizado pela crise politica quer lavar as mãos enquanto no PSD há quem pense que o partido corre o perigo de desaparecer eleitoralmente se não puserem um travão a isto. Só o Presidente, que é banana e cobarde, não pensa nada.
Este governo já fez o trabalho sujo, aumentar impostos e destruir direito, tem na forja a “Refundação do Estado” que, resumidamente quer dizer o desbaratar do Estado Social, do SNS, da Escola Pública e dos poucos direitos que ainda resistem. É hora de tentar travar a contestação social que se pode transformar em confrontação se nada for feito e de fingir de novo que algo vai mudar, para que no fim fique tudo na mesma. Nada disto é novo, os partidos do poder vão uma vez mais seguir a política do alterne, o Paulo Portas lá vai ter de usar o boné das feiras para o CDS voltar a ser o partido bonzinho que gosta de pensionistas e agricultores e os partidos à esquerda reclamar das políticas e das maldades da direita. Renegoceia-se a divida, faz-se mais divida, mais concertação social, mais austeridade, mais discursos de ocasião, umas greves e umas manifestações. De novo só a habilidade mais uma vez demonstrada pelo sistema em conseguir absorver e domesticar a contestação social. Em menos de dois anos, o grande movimento cívico e apartidário nascido da Acampada do Rossio é um cordeiro não a contestar o sistema mas só algumas políticas. Se o PCP utiliza a CGTP para a criação das grandes manifestações de rua, o BE tem os movimentos sociais. Basta ver que já para dia 2 de Março o que se pede é a demissão do governo não se falando mais em democracia verdadeira ou em contestar a classe politica. Onde a culpa era de “banqueiros e políticos” ficaram só os banqueiros que afinal os políticos não são todos iguais. Por este andar, mais dia menos dia, até os banqueiros o vão deixar de ser.
O que sobra então? Uma franja de gente que se mantêm fiel ao espírito das acampadas, que acredita que o mal não está neste ou naquele governo mas no próprio sistema. Gente que exige mais democracia, mais directa e mais participativa. Gente que acredita que quem governa serve o país e não se serve dele, gente que acredita que quem governa tem de prestar contas sempre e a qualquer momento, que a legitimidade num cargo não é um direito com um limite temporal definido à prior mas um dever escrutinado dia a dia. Gente que acredita que quem governa o faz para servir os homens e não os Mercados e os banqueiros. Gente que sabe que esta dívida não é nossa e é um embuste criado para assaltar os nossos direitos, o património e os dinheiros públicos. Gente que acredita em pessoas e não em números, que acredita no trabalho comunitário e não no escravo, que acredita na solidariedade e não na repressão. Felizmente gente que não se vende nem se cala.PS: Sei que isto que escrevi não vai agradar a muita gente de partidos e movimentos sociais, nomeadamente àqueles que continuam honestamente a convictamente a acreditar que é ali que está a mudança. Talvez tenham razão, mas convém sempre ir fazendo algumas reflexões e perguntas a nós próprios ao longo de cada caminho que trilhamos. Porque às vezes também não temos razão.
Contra o Gang dos Gangsters
Já não sei que bonecos fazer, já não sei o que escrever, quase já não sei o que pensar. Já retratei esta canalha que nos governa de todas as maneiras que me lembrei, de palhaços a gatunos, de vampiros a animais, já lhes chamei tudo, de gananciosos a vendidos,de traidores a bandalhos, já pensei o pior deles e isso continuo a pensar. Já falta imaginação, já faltam palavras, já faltam ideias. Já só me falta tornar crente em Deuses e rogar que nos livre desta maldição. Os que governam, roubam e espoliam direitos todos os dias, os que fazem oposição acabam a participar na palhaçada garantindo que a democracia de alterne mantêm a sua fachada. Uns querem manter o poder, os outros não perder o que têm. Um pouco como as pessoas, os que se estão a encher à nossa custa querem garantir que se vão encher ainda mais e os que já perderam quase tudo têm medo de perder o pouco que ainda lhes resta. Para ajudar à festa o sistema rodeou-se de uma comunicação social que garante que tudo ficará como está na democracia de alterne, da força para garantir a sua segurança e a imposição das suas injustiças e de uma justiça que é tudo menos cega e que funciona a três velocidades, parada e a passo de caracol para os ricos e a passo para os outros.
Não sei até onde isto pode continuar, se estes ladrões da nossa esperança vão poder continuar a reinar impunemente durante muito tempo, se os que se dizem oposição um dia tomarão alguma posição ou se um dia tudo isto implode ou explode. Será que podemos ficar parados à espera? Não será depois muito tarde para salvar dos restos ainda alguma coisa? Acredito que sim e por isso só posso ter a esperança que a indignação supere o medo e a voz dos tais 99% seja finalmente respeitada. Se dependesse só de mim há muito que tinha acontecido, assim só tenho que tentar continuar a acreditar e esperar que todos os que estão a ser espoliados nos seus direitos e nas suas vidas se juntem.
O Rei Coelho
Passos Coelho disse no debate quinzenal que “este governo só não concluirá o seu mandato se os partidos que apoiam o governo, ou o próprio governo, não quiserem”.
Este personagem saído dos quintus dos infernos deve pensar que é Deus ou coisa do género. pensa que por ganhar umas eleições dizendo mentiras e aldrabices isso lhe dá um poder absoluto para governar como quer e bem lhe apetece durante 4 anos. O programa eleitoral que foi a eleições nata tem a ver com a sua governação e em nenhum lado estava escrito que ia destruir o Estado Social. É claro que toda esta confiança vem da incapacidade de um Presidente da Republica sem qualidade ou qualquer moral para fazer qualquer coisa. Mas esquece que há mais variáveis no sistema, o aprofundar da crise vai transformar o desagrado popular em fúria e talvez ainda se venha a arrepender quando ela lhe bater à porta.
Há uma outra alternativa que já aqui defendi por mais de uma vez, o abandono da Assembleia da Republica dos deputados da esquerda para impedir a destruição do que ainda resta do país e do estado social, mas para isso era necessário que tivessem a coragem e mostrassem ser diferentes dos outros, não pactuando com o sistema. Será que estar sentados naquelas cadeiras é assim tão importante que aceitem ser cúmplices do que está para vir? Se saíssem algo teria de acontecer. Seria uma pedrada no charco e muito provavelmente o Presidente ver-se-ia forçado a fazer alguma coisa.Todos dizem que os partidos são todos igual e que só querem poder e mordomias. Está na hora de mostrarem que assim não é e de oferecerem aos cidadãos uma nova esperança. Terão coragem e vontade para isso?
O Bastão da Ordem Pública
A polícia usou gás pimenta, esta manhã, para dispersar uma manifestação de estudantes que estava a decorrer à porta da secundária Alberto Sampaio, em Braga. Seis alunos tiveram que receber tratamento hospitalar.Os estudantes estavam a protestar contra a integração da escola num mega-agrupamento, fecharam as portas da escola a cadeado.
A comissária Ana Margarida, da PSP de Braga, diz que foi preciso usar pimenta «para abrir caminho por entre os estudantes e para conseguir chegar ao portão, permitindo que os bombeiros cortar a cadeado». Segundo a comissária esta atitude foi tomada para evitar uma postura mais musculada como o uso do bastão de ordem pública.O Sr. Ministro pode andar a enganar as pessoas quando envia infiltrados para as manifestações dos movimentos sociais para criar incidentes e justificar a violência da acção policial, pode deixar policias a serem apedrejados durante duas horas para depois poder justificar cargas cegas e brutais sobre gente pacifica, pode fazer o que desejar e abrir averiguações sobre inquéritos e inquéritos sobre averiguações ou inquéritos sobre inquéritos que já ninguém está para o aturar. Pode ter feito tudo e tudo justificado com a violência dos manifestantes e a manutenção da ordem pública. Pode ter inventado grupos terroristas e grupos violentos onde não os há. Pode e fez mesmo quando essa violência não existiu ou foi provocada pela própria policia. O que não pode justificar é o uso de gás pimenta sobre jovens do secundário, miúdos de 12 anos que protestavam em frente da sua escola e que acabaram alguns no hospital. Pior ainda fica quando se justifica o uso desse gás pimenta como justificação para evitar uma postura mais musculada como o uso do bastão de ordem pública. E porque não de tiros de shotgun?
Quem ordenou esta violência policial devia ser demitido e o ministro que tutela a policia tinha a obrigação de se demitir ou ser demitido. Uma vergonha, uma afronta à liberdade e ao direito de protestar. Não estamos a falar de terroristas, de grupos violentos e organizados, de gangs de bandidos, estamos a falar de miúdos de uma escola secundária. Tenha vergonha na cara e demita-se em nome da decência e em respeito pela democracia e pela liberdade. Se é que a tem.
Mais uma manha paralamentar
Hoje de manha passei em frente a uma televisão que transmitia em directo mais um debate parlamentar com a presença de Sua Exª o Aldrabão Passos Coelho. Nada disto é novo, 230 deputados, alguns membros do governo, um monte de funcionários, jornalistas, técnicos, policias e sei lá que mais numa perda de tempo para saloio ver. Não seio o que disseram, imagino que o PCP e o BE criticaram fortemente o governo e ouviram como resposta que o que dizem não serve para nada, o PS criticou e pôs-se em bicos dos pés afirmando-se como possível alternativa, o PSD e o CDS criticaram o PS por não apresentar propostas e o Passos Coelho fez o seu auto-elogio, acenando com a inevitabilidade das medidas e pintando o futuro deste país com as mais lindas cores do mundo. Nada de novo, nada de construtivo e certamente que ao fim de todas aquelas horas o que dali saiu não criou um emprego, nem impediu a perda de muitos, não melhorou as condições de vida de ninguém, não impediu nenhum disparate do governo nem mudou nada de nada. Nada, zero, um exercício de retórica inócuo, um teatro paralamentar sem interesse algum.
Este governo continua a governar como quer e lhe apetece não respeitando nada nem ninguém, sejam as oposições, a Constituição, as leis ou os cidadãos, cria miséria, fome, desemprego, destruição da economia, perda de direitos e até a morte de alguns sem uma hesitação ou um qualquer sinal de preocupação. Perante isto as oposições nada mais fazem que alguns protestos de ocasião, mais preocupadas com as próximas eleições que com o país real. Mas podem fazer mais e por isso reitero aqui a minha proposta a todos os deputados que não queiram pactuar com o que está a acontecer, que queiram evitar a tragédia, a que já vivemos e a que se aproxima com a destruição do Estado Social, a de que abandonem o Parlamento, saiam, recusem-se a colaborar ou dar cobertura “democrática” ao que está a acontecer. Saiam do Parlamento, não participem e atirem com uma pedra ao charco politico em que vivemos. Algo teria de acontecer, a democracia teria de dar uma resposta e este governo perderia toda a legitimidade (que há muito não tem mas que o jogo politico vai disfarçando). Abandonem o Parlamento e juntem-se àqueles que cá fora protestam e exigem mais democracia, mais directa, mais participativa e mais justa. Não aceitem ser parte do sistema dando-lhe cobertura, saiam do parlamento e façam parte da mudança. Os cidadãos estarão na rua à vossa espera de braços abertos se o fizerem.
Palhaço ou parvo?
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que o debate sobre a reforma do Estado começou bem, elogiando a conferência organizada pela advogada Sofia Galvão, mas pediu a mobilização de todos os cidadãos para futuras iniciativas.
De realçar que os jornalistas não foram autorizados a fazer registos de imagem nem de som e foi comunicado que o seu conteúdo poderia ser reproduzido, mas sem citações que não fossem autorizadas pelos intervenientes. No entanto, uma colaboradora da organização disse aos jornalistas que lhes poderia ser posteriormente enviado um “clip” com alguns excertos dos painéis de debate produzido pelo Portal do Governo, que filmou a conferência.
Começou realmente bem o debate sob a reforma do Estado com os cidadãos a não poderem saber o que foi dito e quem o disse. Mobilizem-se os cidadãos para futuras iniciativas que nesta é tudo em segredo. Em segredo não, que há depois o clip filmado e recortado pelo Governo para propaganda nas televisões. Primeiro encomendam um relatório ao FMI que já se sabe não ter passado de um repositório das ideias que o governo pediu para lá serem colocadas, agora vem a OCDE e não se pode saber o que foi dito e ainda pede a mobilização dos cidadãos. Um palhaço que tanto coloca o nariz vermelho como se arma em parvo. Não sei em que papel fica melhor porque em ambos encaixa na perfeição.
O que está a ser discutido é algo de muito sério e que pode colocar em causa todo o estado social, desde o SNS, à Escola Pública ou aos sistema de pensões e segurança social. Também o emprego deverá sofrer um autentico massacre e já se fala em números da ordem das muitas dezenas de milhares de funcionários públicos a ir para a rua. Para este governo a miséria nunca é suficiente e gostam sempre de arranjar maneira de criar mais e mais. Isto é gente com uma agenda liberal, que nem entendeu bem o livro onde a aprendeu e que a quer aplicar a todo o custo, mesmo não tendo mandato dos portugueses para o fazer. Não tivéssemos um Presidente da Republica da qualidade que temos e não haveria problema porque punha logo um travão nisto demitindo-o já. Assim não podemos contar com ele. Há a oposição, mas em minoria na Assembleia e com o PS com um pé dentro e outro fora acabarão a fazer lindos discursos enquanto vêm a banda passar. Já dei a ideia de abandonarem a Assembleia da Republica mas não acredito que resolvam afrontar o sistema. Restamos nós, cidadãos para fazermos alguma coisa, mas para isso é necessário tirar o rabo do sofá, assumir responsabilidades e ir para a rua dizer não e ficar lá até que isto pare. Se acredito que vai acontecer é outra coisa, mas sei que um dia terá de acontecer. Se vai a tempo ou não para travar isso já não sei. Resta-me só a esperança que este povo acorde deste longo sono.
Um proposta para a esquerda
Uma dos programas mais famosos da televisão há alguns anos era a série dos Marretas, e duas das personagens mais conhecidas eram os dois velhos que do seu camarote atiravam “bocas” aos actores em palco criticando o seu desempenho. Vem isto a propósito das nossas esquerdas parlamentares que, talvez por alguns traumas e estigmas do passado pós 25 de Abril e do famoso PREC, acabam a fazer um papel muito idêntico aos dos dois velhos marretas. Criticam muito mas pouco fazem para mudar e para criar alternativas que permitam imaginar que o amanha será diferente daquilo que temos hoje. No fundo acabam mesmo a servir o sistema pois são o escape e a contestação que possibilita que se diga que vivemos numa democracia quando afinal nada disto passa de uma ditadura de alterne. Ambos apostam em criticar muito, discursos inflamados na Assembleia da Republica e em alguma contestação nas ruas, com muitas bandeiras, bem comportada e com hora marcada de início e fim, muitas vezes ao som do Hino Nacional. Hoje os professores, amanhã os enfermeiros, depois a função pública, umas greves sectoriais, uma greve geral por ano e um desfile no 25 de Abril. Nas eleições o apelo ao voto para haver mais um ou outro deputado na Assembleia mas que em nada muda o sentido da governação sempre a cargo do PS/PSD/CDS.
Parece-me que perante o descalabro a que chegou o país, perante a destruição iminente do Estado social é preciso fazer mais, muito mais. Se realmente os partidos de esquerda querem travar isto porque não abandonam a Assembleia da Republica recusando-se a participar nesta fantochada desta falsa democracia e se juntam aos cidadãos que exigem a mudança. Saiam de dentro daquela antro de podridão e venham para a rua juntar-se a que exige a mudança.Façam-no e obriguem o PS a escolher de que lado da barricada quer estar. Se junto das pessoas se junto dos gatunos.
A proposta é simples, Abandono da Assembleia da Republica por parte de todos os deputados que não querem pactuar com o que está a acontecer, criando uma crise que derrube o governo impedindo a continuação do saque do país e dos direitos dos portugueses. Aqui se separariam as águas e se veria quem está com quem e quem defende o quê.
Vem ai temporal
Hoje, uma amiga minha, daqueles amigos que no tempo do botas se dizia que andavam lá por fora a lutar pela vida e a que agora chama de oportunidades criadas pela crise, enviou-me uma mensagem para saber como está a situação, como correm as coisas por cá e o que se tem feito para as mudar. Infelizmente tive de lhe responder que anda tudo meio parado enquanto o gatunos e aldrabões do governo andam acelaradíssimos para aproveitar o pouco tempo que lhes resta para destruir o que ainda resta do estado Social, do SNS e da Escola Pública. Mas, para ela não ficar muito desanimada rematei com a ideia de que é a acalmia antes da tempestade que se avizinha. Talvez não tenha dito com tanta convicção como gostaria, mas a ideia agrada-me e anima-me para os tempos difíceis que se aproximam. Quem sabe, ama enorme tempestade esteja prestes a abater-se sobre os Coelhos, Gaspares e Relvas desta terra?






















