Arquivo da categoria 'Tretas'
Um anjinho
Espiões coscuvilheiros
«Num email enviado de Silva Carvalho para Paulo Félix (à data funcionário da Ongoing e ex-PJ), a 4 de Setembro de 2011, Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, aparece com um nome de código: Balsinhas. Nele, Silva Carvalho pede que vejam “em fontes abertas” tudo o que há “sobre o Balsinhas”, em particular sobre os empréstimos que tinha, em que bancos, quando venciam. Silva Carvalho argumenta que essa informação interessava à estrutura financeira e económica da Ongoing. Tempos depois, recebe um relatório detalhado de 31 páginas sobre Balsemão, que incluía uma cronologia com dados importantes da sua biografia, uma colectânea de recortes de jornais, listas de amigos, inimigos e aliados e até considerações sobre a sua performance sexual.
Economia de cartomante
O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje que calcula que a recessão em Portugal possa ficar entre os 2,5 e os 3%, previsões mais optimistas que a de instituições internacionais e, no limiar inferior, do próprio Governo.
Este outro dia já previa que o crescimento fosse já para o fim do ano e agora já calcula que calcula que a recessão em Portugal possa ficar entre os 2,5 e os 3%, Em que números se baseia para fazer as previsões que anuncia dão certo? Tanto que se falou da importância de que ocupasse o cargo de Presidente da Republica pelos seus conhecimentos podia dar ao governo. Pessoalmente parece-me que afinal melhor teria sido eleger uma qualquer cartomante que muito certamente acertaria mais naquilo que diz que o Sr. Silva.
Outro que anda desaparecido é o “Grande Líder” Mário Nogueira. Quem não se lembra da feroz luta contra a avaliação da “Sinistra Ministra” Maria de Lurdes Rodrigues em que não havia um dia em que não aparecesse nas televisões e uma semana em que não fizesse um protesto. Agora, com milhares de professores a irem para a rua, com salários e direitos a serem cortados os discursos são quase silenciosos e os protestos invisíveis. Se no tempo da Sinistra Ministra mordeu a maça envenenada do “memorando de entendimento” agora parece ter-se engasgado com esta laranja podre e amarga.
Desaparecidos I – Paulo Portas
Onde pára o Paulo Portas? Este personagem que não saída das nossas televisões, que andava de feira em feira a falar dos pensionistas e dos agricultores parece ter-se desvanecido no ar. Escolheu gente do seu partido para ministro da Segurança social e os pensionistas cada vez estão pior e também para Ministro da Agricultura cada vez mais aflita e nas mãos dos grandes merceeiros. Das politicas do governo prefere nada dizer e esconde-se viajando por todo o lado sem que disso se vejam quaisquer resultados práticos.
Acreditem que quando sentir que estas politicas prejudicam a sua imagem ainda virá dizer que não concordava com elas, que só as aceitou porque o país necessitava de um governo com maioria e que todo o mal feito é da culpa dos ministros do PSD. É que este para se fazer de santinho só lhe falta a aura.
José Sócrates foi ontem acusado por Alan Perkins, administrador do Freeport entre Julho de 2005 e Dezembro de 2006, de ter recebido “pagamentos ilícitos” – cerca de 200 ou 220 mil euros – enquanto ministro do Ambiente para viabilizar o outlet em Alcochete. Segundo a testemunha, “Pinóquio” era o seu nome de código.
“Foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos que” lá fiz mais um Pínóquio filósofo e a falar francês. Quanto ao caso em si já pouco mais tenho a dizer que aquilo que já foi dito pois com a justiça que temos nada de muito relevante se pode esperar, mesmo sendo o Sócrates uma personagem que fez muitos inimigos. Será mais um caso a juntar a tantos outros que mais cedo ou mais tarde será arquivado por erros processuais ou que prescreverá.
De volta às cavernas?
O Governo apresenta esta semana a revisão do ensino profissional e vai privilegiar Pesca, caça e agricultura. Os cursos fora desta lista prioritária podem ser os primeiros a perder financiamento.
As orientações estão a ser transmitidas às escolas pelos diretores-regionais de educação e entre elas estão o aumento do número de alunos por turma e a não sobreposição a nível concelhio. Estas estratégias, somadas à perda de verbas do POPH (Programa Operacional Potencial Humano), justificam a redução da rede de ensino.Engenheiros? Médicos? Professores? Nada disso. Depois de décadas a afirmar que o mal de Portugal passava pela falta de qualificação da nossa mão de obra, de um esforço que custou milhares de milhões na educação, eis que este governo resolve que afinal o nosso futuro está em voltar aos tempos em que o homem sobrevivia da caça e da pesca. Como também falam de agricultura acredito que o regresso não seja ao tempo em que o homem era nómada e recolector, mas com o Primeiro-ministro a falar das oportunidades que o desemprego representa pela mobilidade que dá e a aconselhar à emigração já nem sei o que pensar.
Há no entanto um aviso que quero deixar aqui ao Primeiro-ministro é que tenha cuidado com isso da caça, é que gente ignorante, com fome e com uma arma na mão pode começar a disparar quando lhe disserem que anda por ali a passar um Coelho.
Do parque à triste realidade
Depois de quatro dias de ocupação do Parque Eduardo VII de novo em casa e de novo na vida chamada de “real”. Li alguns comentários que por aqui foram colocados desvalorizando aquilo que aconteceu, mas para quem lá esteve foram momentos enriquecedores e a demonstração que é possível outro mundo e outra forma de relacionamento sem o peso da propriedade privada e da posse. Ver gente que vive com quase nada a partilhar o pouco que tem e a trabalhar em conjunto para o bem de todos é uma lição de vida e que juntamente com os debates, workshops e assembleias fez daquele espaço um laboratório de alternativas e uma demonstração de que a inevitabilidade da miséria e pobreza não é real. Real são as pessoas e real é a possibilidade de todos vivermos com dignidade respeitando-nos uns aos outros.
Foram quatro dias em que não li jornais, não vi televisão e não fui bombardeado pelas noticias e comentadores do regime. Hoje já sei que o desemprego bateu novos recordes e que o novo Presidente Francês ia levando com um raio em cima quando viajava de avião para se encontrar com a Fuhrer Merkel.
O desemprego só mostra o falhanço desta sociedade e mais não é que o reflexo do mercantilismo em que transformaram a politica e as nossas vidas e o “raio que quase partiu” o Hollande só me fez lembrar tanto líder, sobretudo Sul-americanos, que morreram em “trágicos acidentes” que hoje todos sabem terem sido perpetrados pelos “chacais” CIA. Claro que neste caso não me parece que o Hollande seja um caso semelhante até porque é farinha do mesmo saco do poder estabelecido, mas era uma boa oportunidade para fazer um boneco.
Os Espremidos
A tempestade está aí, mas este país, qual Titanic, continua em frente na direcção do seu trágico destino. Hoje soube-se que em Março o desemprego já ia nos 15,3%, a terceira maior taxa da Zona Euro. Em quanto já irá hoje e até onde irá chegar, se até o Primeiro Ministro, no dia dos trabalhadores, nos veio dizer que o aumento do desemprego irá continuar.
Vais deixar ou vais finalmente assumir a tua indignação e exigir a mudança? Está na hora de Portugal ter uma Primavera que lhe renove a esperança e construa o futuro.
Loucura financeira
Ouvir o Vitor Gaspar começa já a ser um exercício à lógica de irracionalidade. Dos profundos buracos que só ele encontrou para nos roubar os subsídios de férias e Natal às previsões já ultrapassadas pela realidade quando as anunciava e mesmo com os números da execução orçamental a derraparem por todos os lados e o desemprego e a recessão a aprofundarem-se, vem-nos dizer que as coisas estão acorrer melhor que o previsto. Até já vê crescimento no fim do túnel. Das duas uma, ou enlouqueceu ou está a gozar connosco.
O Filme da Semana
In PECs
O principio do fim do governo dos socretinos foi a acusação de falta de solidariedade institucional por ter apresentado o PEC IV aos seus donos da União Europeia sem ter dado cavaco ao Sr.Silva nem ao parlamento. Agora era o Passos Coelho que se preparava para fazer a mesma coisa não fosse a chamada de atenção que o Zé Seguro lhe fez durante o debate paralamentar. Será isto um bom presságio que já não falta muito para nos livrarmos também do Coelho?
O Nero portugues
Abraço de pedra
De os portugueses não aguentarem mais austeridade há um ano, neste mesmo dia 25 de Abril, para o discurso da esperança no futuro mesmo quando mais e brutais medidas de austeridade foram aplicadas e os números até agora conhecidos das contas do Estado, do desemprego e da recessão são muito piores que o previsto. Este é o Presidente da Republica que temos. Infelizmente.




















