Arquivo de Outubro, 2008

31
Out
08

O Engenheiro de lata

O Menino de lata

O Menino de lata

Neste jardim à beira-mar plantado, há muito transformado na terra do Feiticeiro de Belém, não há personagem que não seja pior do que o original. Da Sinistra Bruxa má, ao medroso e fugitivo leão com cara de cherne sem esquecer o alaranjado e feio espantalho sem cérebro, todos andam por aí. Agora, a polémica em volta do aumento do salário mínimo nuns míseros 24 euros (de 426 para 450 euros) com o presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas da ameaçar que a associação determinará junto dos seus associados a não renovação dos contratos a termo. “A associação não se vai manifestar, mas vai determinar junto dos associados que não renovem os contratos. O que significa que o primeiro-ministro vai ter um aumento do desemprego“, disse Augusto Morais. O dirigente da associação salientou que o “aumento do desemprego vai levar os trabalhadores a recorrerem ao fundo de desemprego, obrigando o Governo a fazer um orçamento rectificativo“, recordando que há em Portugal 43.720 contratos a termo.
Esta chantagem é inqualificável e mostra a mesquinhez desta gente que, para castigar o governo, “obrigando-o a apresentar um Orçamento rectificativo” se estão nas tintas para todos aqueles a quem a perda do emprego será um tragédia e a condenação a uma ainda maior pobreza. Com todas estas atitudes, ainda por cima num ano de eleições em que o Engenheiro tem de lançar algumas beneces e tentar recuperar algum eleitorado que tem vindo a perder na franja esquerda do seu partido, o que estão a conseguir é transformá-lo num “homem de lata” com um coração de ouro. Um coração que também ele é mecanico, mas programado para ganhar eleições e que, mesmo assim, se consegue mostrar mais humano que o de muita cabra e muito filho-da-puta que anda por aí. Ao que nós chegámos.

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31
Out
08

Olha o Magalhães fresquinho

O Vendedor de Magalães

O Vendedor de Magalães

O primeiro-ministro português segue, esta quarta-feira, para El Salvador onde vai realizar-se a cimeira que junta os países ibero-americanos. No início do evento, José Sócrates vai oferecer um computador «Magalhães» a cada chefe de Estado e de Governo.
Quem não vai faltar a esta cimeira é o Presidente da Venezuela Hugo Chavez alegando falta de segurança e de que a sua vida correria perigo, mas corre à boca cheia que só não vai estar presente por já ter um Magalhães.

30
Out
08

A Maça envenenada em reposição

Em Reposição

Em Reposição

Recebi num mail estra transcrição de uma intervenção do António Costa (PS e Presidente da Câmara de Lisboa) na Quadratura do Circulo:

‘Quer o governo quer os sindicatos precisavam deste acordo e dele rapidamente!
Porquê?
Porque o que nós verdadeiramente tivemos aqui foi algo que transcendeu o governo e transcendeu os sindicatos! Quer o governo quer os sindicatos foram apanhados de surpresa em todo este processo. As primeiras manifestações, como todos nos recordamos, foram convocadas espontaneamente. Aquela manifestação excedeu em muito a capacidade de mobilização sindical. Os sindicatos fizeram um esforço colossal para procurar enquadrar rapidamente aquele movimento. Aquele movimento tinha uma natureza espontânea e o mal-estar que existe em muitas escolas e nos professores transcende, em muito, o que está em cima da mesa das negociações! ‘

Distraiu-se e disse aquilo que me parecia evidente. Os sindicatos assustaram-se com a força que a sua classe lhes dava e ficaram sem saber o que fazer com tanto poder. Sentiram que tinham que rapidamente “enquadrar” aquela luta e a Sinistra logo lhes deu a mão. Não para os salvar a eles, mas a ele própria que se deve ter imaginado a ser recambiada para dar aulas numa escola publica na Musgueira ou na Cova da Moura. (Claro que todos sabemos que haveria sempre uma secretária num ministério para lhe evitar o incomodo, mas dá sempre prazer imaginar estas situações). Estendeu a maça do memorando de entendimento e o sindicato trincou com toda a força. Ganhou folego a Bruxa e descansou o Sindicato.Agora que os professores começam de novo a levantar a sua voz o sindicato tudo faz para desvalorizar esse movimento, esvaziá-lo da sua força e tentar não ser ultrapassado de novo pela vontade e luta daqueles que devia representar. A Sinistra bruxa, essa lá vai envenenando mais uma maça para tentar a Branca de Neve. Cabe aos professores mostrar a sua vontade e recusar que outros assinem aquilo que não desejam. Cabe aos professores mostrarem a sua força e fazerem tremer o poder. É altura de todos encherem Lisboa no dia 15 de Novembro.

30
Out
08

A Bicha do Poder

A Bicha do poder

A Bicha do poder

Manuela Ferreira Leite considerou de “irresponsavel” o anuncio do Engenheiro que o aumento do salário minimo será de 5.6% fazendo com que atinja o valor de 450 Euros mensais. Esta é a personagem que querem perfilar na sequência de primeiro-ministros deste país. Vade retro Manelinha, que tu não sobrevivias dois dias com aquilo que queres negar a quem trabalha todo um mês, muitas vezes sob a batuta prepotente de um patrãos que até lhe controla o tempo que perde para “mictar” (Mijar dito em linguagem fina). Uma personagem sinistra, (e feia), de má memória dos tempos em que foi Ministra das Finanças e que é urgente não deixar sentar , ia dizer bunda mas aquilo é mais um mostroário de ossadas pré históricas que um verdadeiro cú, na cadeira do poder em São Bento.

29
Out
08

O Baile dos Vampiros

Os Vampiros

Os Vampiros

 Que dia este, em que dum lado bailam os sindicatos e no outro dançam os patrões.
Umas fezes chama-se “Compromisso Portugal” outras Fórum para a Competitividade, ou outra coisa qualquer que servem todos para o mesmo; louvar o lucro e as empresas e sempre à custa dos mesmos, de todos nós. Mal o Engenheiro, afinal há eleições para o ano que vem, falou em aumentos de 2,9% para a função publica e de 5,6% para o salário mínimo, não se cansam de aparecer os abutres a levar as mãos á cabeça e, com a justificação da crise, dizer que não pode ser. O Ferraz da Costa até diz que é necessário um ajustamento da economia e isso só se pode fazer com cortes salariais. As televisões, rádios e jornais não tardaram a arrebanhar a manada de comentadores e economistas para virem criticar os aumentos; há uma crise e não há dinheiro. Os mesmos empresários, nababos, comentadores e economistas que aplaudiram os muitos mil milhões colocados à disposição dos Bancos e que defendem que se faça o mesmo às empresas. Nunca abriram o bico quando milhares de empresas faliram por todo este país, lançando para o desemprego e miséria milhares de famílias, mas agora que temem que a crise os arreste também a eles já querem o dinheiro do estado como bóia de salvação. Compreendo que o Belmiro e outros como ele estejam preocupados com o aumento do salário mínimo, tantos são aqueles que exploram com baixos salários.
Criticam as obras públicas projectadas e aí realmente estou-me bem nas tintas para Aeroportos e TGV’s, mas não para pegar nesses milhões e lhos dar a eles, mas sim para produzir e plantar aquilo que faz falta para abastecer os nossos mercados e lojas. Vamos produzir aquilo que consumimos para não termos de comprar lá fora. Vamos fazer este país auto-sustentavel sem dependências do exterior, tanto no nosso abastecimento como nas crises que possam afectar as nossas exportações. Vamos usar o Alqueva para aquilo que tinha sido pensado, para regar os campos de comida e não de golfe nem para fomentar a construção de condomínios de luxo. Vamos ver o que faz falta a este país e vamos produzi-lo. Isto, depois de corrermos com esta cambada de gananciosos que, em troco de mais algum lucro, vendem sem qualquer problema este povo e este país.

29
Out
08

UGT 30 anos

O Bailinho

O Bailinho

Ontem, nos 30 anos da UGT, muito se falou da crise, da importancia que os sindicatos têm e da necessidade de se adaptarem aos novos desafios da globalização. Todos conhecemos a história da UGT, dos fundos europeus e de como esta tem sido o principal arma deste e de outros governos contra todos nós. Esta tem sido o avalista, a central que tem possibilitado aos governos afirmar que os direitos que nos roubam têm o acordo dos sindicatos.
A função dos sindicatos deveria ser somente a defesa dos trabalhadores, a ancora de união das lutas por novos direitos e não os que os vão entregando um a um. Foram 30 anos muito feios e por isso não admira que por lá estivesse o Presidente da Comissão Europeia, o da Républica Portuguesa, o Ministro do Trabalho e muitos outros, todos eles para dar os parabéns à UGT pelas tarefas bem cumpridas. Pena é que em tudo isso tenhamos sido nós quem vemos agravar as condições de vida, a segurança no trabalho e os direitos que tanto custaram a criar ao longo da longa história do capitalismo.
Precisamos de sindicatos que lutem por nós e não que sejam a barreira que controla a nossa luta. Querem lutar, juntem-se a nós mas não se metam no nosso caminho.

28
Out
08

A Luta dos professores

Medo

Medo

Num post no wehavekaosinthegarden do blogspot estava este comentário que aqui trago para a “face” do blog
Blogger Luta Social disse…
ESCOLA PÚBLICA: O QUE ESTÁ EM CAUSA

O QUE ESTÁ EM CAUSA É SABERMOS LUTAR E NÃO REPRESENTAR QUE SE LUTA.
O FOLCLORE DAS MANIFS ASSENTA COMO UMA LUVA, QUER A AUTORITÁRIOS DOS SINDICATOS, QUER A AUTORITÁRIOS DOS MOVIMENTOS QUE QUEREM CAVALGAR AS MASSAS… Nós não devemos deixar que eles se apoderem da iniciativa, são ambos ruins para a nossa luta, como está a ser precisamente demonstrado por eles próprios (vejam o comportamento de uns e de outros e digam se não é gato escondido com rabo de fora!) POR ISSO, A MINHA PROPOSTA DE REALIZAR COMISSÕES DE LUTA EM TODO O SÍTIO PARA CRIAR A DINÂMICA LOCAL QUE PERMITA PÔR EM CHEQUE A POLÍTICA LIQUIDADORA DA ESCOLA PÚBLICA, SURGE CADA VEZ COM MAIOR PERTINÊNCIA. ESPERO QUE AS PESSOAS TENHAM O BOM SENSO DE FAZER AQUILO QUE VERDADEIRAMENTE PODE CAUSAR DORES DE CABEÇA AO PODER. UMA MANIF, MESMO COM 1 MILHÃO DE PESSOAS, NÃO SERÁ SUFICIENTE PARA FAZER RECUAR O GOVERNO.MAS UM MILHAR DE COMISSÕES DE LUTA A FAZEREM PLENÁRIOS NUM MILHAR DE ESCOLAS, IMPONDO QUE OS ÓRGÃOS DESSAS ESCOLAS RASGUEM O DECRETO DEMENCIAL DA ADD, ISSO É QUE ERA!!!
Manuel Baptista

Não posso deixar de estar de acordo com o Manuel e é realmente na organização dos professores em cada escola, que está a melhor arma que possuem, mas isso não invalida que mostrem esse descontentamento também ao país. Se 100 mil desfilarem de novo em Lisboa, se mostrarem o seu desacordo com o memorando de entendimento, se, com a sua presença, inavlidarem aquelas assinaturas por nelas não se sentirem representados, estarão a dar um grande passo. Esta luta é dificil e a besta poderosa, mas se por dentro, nas escolas se unirem e lhe minarem as entrenhas e nas ruas lhe atacarem a cabeça, pode ser ganha.




Indignados Lisboa

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