03
Out
08

Formas exemplares de fazer a Revolução

Este foi o post que coloquei no blog “Cheira-me a Revi«olução!” em que colaborao. Foi também a minha primeira experiência a fazer um pequeno filme.

Depois de na “primeira volta” dos posts aqui colocados no “Cheira-me a revolução!”, finda a “catarse” da nossa frustração de um Abril não totalmente concretizado, será talvez altura de pensarmos este espaço e qual a melhor maneira de o realizarmos, de forma a não nos tornarmos numa voz de iniquidades, num espaço de lamentos pela revolução que ansiamos e vemos sempre adiada. Uns falam em acção, outros em reflexão, outros ainda de memória. Para outros será uma forma de exortação ou divulgação de ideias partidárias ou ainda para outros só de preocupações e dúvidas. Penso que este espaço pode ser tudo isso, mas sobretudo um espaço de intervenção cívica, em que um poema, uma canção, uma pintura, pode ter tanta força como uma análise a uma actualidade ou um texto de Marx, Lenine, Trotsky ou mesmo do Bakunine, aqui tão bem relembrado pelo amigo “Ferroadas”. Tão importante é dar contributos no caminho para a revolução como na forma de organizar a sociedade que dela emergirá mas, certamente não será aqui que a revolução se fará. Podemos contribuir para o enriquecimento das mentalidades, para o relembrar as lições de erros passados, das conquistas, das vozes e dos actos, para mostrar que sempre houve e sempre haverá quem não se cale contra a injustiça, quem reclame um mundo melhor. Aqui pode-se teorizar, pode-se cantar aqueles que fizeram da sua vida e da sua obra exemplos de luta, pode-se construir a revolução, mas essa, essa só acontecerá nas ruas, nos locais de trabalho, na raiva da luta do dia a dia. A revolução não se decreta, não tem dono nem tem data marcada para acontecer. A revolução acontece quando as razões para a sua realização assim o ditarem, quando os povos decidirem que chegou a hora. A nós só nos cabe a tarefa de tentar congregar mais vozes em torno desse desejo e estar preparados para sair na sua luta e em sua defesa quando ela surgir.

Este foi, na altura que se decidiu criar este blog e ainda o é o meu compromisso para com este espaço e com todos aqueles que nele colaboram, nele comentam e trocam ideias ou que simplesmente o visitem. Este continuará a ser o meu compromisso e aqui continuarei enquanto em consciência o puder cumprir, porque independentemente das ideias e das formas que cada um escolher para expressar as suas aspirações, acredito que todos lutamos por uma revolução que criará por um país mais justo, mais livre e sobretudo mais solidário


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