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Monopolio do crédito

Dinheiro Fantasma

Dinheiro Fantasma

“Aconteça o que acontecer, quero garantir aos portugueses que as suas poupanças depositadas, em qualquer banco que opere em Portugal, estão garantidas”.
Fernando Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças

Aconteça o que acontecer? Como é que é? Aconteça o que acontecer? Não sabem? Estão assim tão apertadinhos, tão incapazes de modificar o rumo dos acontecimentos, de os controlar?
Se mostram uma tal impotência para controlar o jogo do dinheiro de plástico como têm a lata de nos vir pedir confiança. Nada me garante que consigam parar a economia de cair num enorme buraco negro nem tão pouco ter confiança que as minhas poupanças, (no meu caso o ordenado antes de pagar as contas do mês), me serão pagas em caso de falência do banco.
Esta gente, em vez de fazer como o comum dos mortais e jogar com notas a brincar, resolveu jogar o seu “Monopólio” com dinheiro fantasma, com dinheiro que realmente não existe, mas, como perderam, vão ter de pagar com o nosso dinheiro e , mesmo assim, ainda me vêm pedir confiança. Lata não lhes falta.


10 Responses to “Monopolio do crédito”


  1. Outubro 8, 2008 às 14:32

    Verbo mais utilizado nas reuniões do conselho de ministros:
    Eu não sei
    tu não sabes
    ele não sabe
    nós não sabemos
    vós não sabeis
    eles não sabem
    ……………………………
    “Aconteça o que acontecer…”,
    é evidente que eles não sabem
    mas se sobessem (ou já sabem)
    mentirosos como são, não diziam ou não dizem nada.
    Mais do mesmo, já não estranho.
    Este emplastro bem pode meter a confiança no C…

    Foi um prazer inaugurar o teu novo espaço.
    🙂
    abraço

  2. 2 Cirrus
    Outubro 8, 2008 às 15:20

    Até eu sei o que não vai acontecer – as coisas melhorarem para todos nós. Mas vai melhorar para alguns, é bom de ver. Penso que esta crise vai ser alimentada por este governo e pela imprensa até à exaustão, na tentativa, que, receio eu, venha a ser bem sucedida de esconder os insucessos dos sistema.

    Bem vistas as coisas, vai ser um tal de vira o disco e toca o mesmo, que o povinho cá estará nas próximas eleições para escolher entre o capitalismo sem regras e o capitalismo selvagem. Isso do socialismo come criancinhas pela manhã, são canibais perigosos (e autofagia da esquerda continua, para mal dos meus pecados).

    É deixá-los andar…

  3. 3 joaopft
    Outubro 8, 2008 às 19:19

    A linguagem, verbal e gestual, de Teixeira dos Santos, evidencia grande pânico e confusão. Hoje, o BCE baixou finalmente a taxa directora; mas, já não vai a tempo de produzir qualquer efeito benéfico, a Euribor não ligou nenhuma e continuou a trepar, por aí acima.

    Se o mercado de crédito interbancário está disfuncional, por que é que o restante crédito continua debaixo da sua batuta? As taxas de juro são demasiado importantes para continuar a ser alvo de especulação de quem dispõe de liquidez, isto é, dos fundos soberanos dos sultões do petróleo. Os Bilderbergs tardam em perceber que a própria defesa dos seus interesses imperialistas exige a nacionalização da banca e dos petróleos a fixação, pelos governos, do preço do dinheiro e dos combustíveis. E só não o fazem porque os interesses particulares da casta social que representam chocam com esse desígnio. A esses, lhes dou a ler o velho ditado popular: vão-se os aneis, mas ficam os dedos. Não haverá novos caças e bombardeiros, nem misseis, fragatas e submarinos, sem boas mãos para os fazer…

  4. Outubro 8, 2008 às 22:35

    Tão fofinho que o Teixeira dos Santos fica quando se torna a mascote do monopólio, resta saber se o actual Ministro da Fazenda faz a distribuição do dinheirinho dos contribuintes de forma correcta.

  5. 5 Cirrus
    Outubro 8, 2008 às 23:03

    Eu, sinceramente, penso que a nacionalização resolve muito pouco. O problema do Estado, quando gere, e não estou a falar do governo, mas sim, do Estado, é a noção do serviço público, que leva a uma gestão virada para evitar prejuízos – é quase como no futebol, quem joga para empatar, perde. Penso que a nacionalização desses serviços poderia gerar uma estagnação nesses sectores.

    Dou como exemplo os combustíveis: se o governo começar a fixar os preços, terá de garantir, às companhias que operam em Portugal, a margem operacional. Ou seja, não pagamos na bomba, passamos a pagar nos impostos. E as companhias petrolíferas são, basicamente, como as restantes, interessa-lhes ganhar dinheiro. E não me venham com a conversa do correr com esses chulos todos, pois muitos portugueses ganham a vida à custa destas empresas, tanto como empregados directos, como revendedores, etc. São muitos milhares de trabalhadores.

    O que, sinceramente, me parece que originou esta crise, tanto em Portugal como, em maior escala, nos EUA, foi a facilidade dada na movimentação de capitais por parte dos bancos. Já toda a gente esperava isto, sempre na perspectiva de que “podemos vir a reformar-nos antes e depois quem vier fecha a porta”.

  6. 6 joaopft
    Outubro 9, 2008 às 01:37

    A nacionalização torna-se a única saída, em certas circunstâncias. Até Vasco Gonçaves hesitou muito, com medo das repercussões políticas de tal decisão. E só avançou, em 11 de Março de 1975, para a nacionalização da banca e de outros sectores básicos da economia devido à fuga precipitada de capitais para o estrangeiro. Lamento ter que dizê-lo mas, nessas circunstâncias, se conhece outra saída viável. É imprescindível manter o capital a circular na economia.

    Não haverá acréscimo ao défice se o objectivo fôr, tão só, manter as escassas reservas de capital para as aplicar não especulativamente onde elas são úteis e impedir a especulação sobre os preços dos combustíveis. De facto, a banca e o sector petrolífero nacionalizados não estagnaram nem nunca deram prejuizo ao estado português, que os vendeu em bolsa, anos mais tarde, por valores reais mais elevados do que tinham quando foram nacionalizados. Porém, quando se fala em injectar dinheiro nos bancos com fracas contrapartidas (Plano Paulson) aí já será de esperar que sobre volumosa conta em impostos para o zé pagante.

    Acabámos agora de ver a Islândia a nacionalizar toda a sua banca, um acto que se tornou necessário para evitar a falência do próprio Estado finlandês. É a primeira Argentina do Ocidente, o que revela bem o estado a que as coisas chegaram.

  7. Outubro 9, 2008 às 08:37

    Eu considero que a nacionalização é a unica saída, mas uma nacionalização a sério e em que o Estado fique com o controlo das mais importantes areas, como seja a banca, os combustiveis a electricidade e a água (pelo menos). Pode haver depois privados a actuar no sector mas o estado terá sempre o direito de por razões publicas não respeitar regras de mercado e utilizar a sua força para manter a ordem e evitar abusos.
    abraço a todos

  8. Outubro 9, 2008 às 08:58

    Por estas e por outras embora tenha ao longa da minha vida experimentado vários bancos privados acabei sempre por manter a fidelização à CGD porque embora não sendo nenhum poço de virtudes em termos de funcionamento pelo menos é a única instituição bancária que me inspira confiança.

  9. 9 Cirrus
    Outubro 10, 2008 às 18:13

    Não posso concordar com nacionalizações, pois penso que isso pode ser pernicioso para a nossa economia, pois pode levar a fechar-nos mais uma vez, e isso até nos poderá proteger destes impactos negativos, mas também afasta o investimento no país, tanto externo como interno.

    Respeito e anoto a vossa opinião.

    Abraço

  10. Outubro 15, 2008 às 00:00

    Esse gajo podia estar a morrer de sede que eu não lhe dava uma bejeca.


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