Arquivo de Outubro, 2008



24
Out
08

Aih! que se enganaram … ou não

Grandes Oportunidades

Grandes Oportunidades

“Os partidos políticos vão poder voltar a receber contribuições em dinheiro. Ao contrário da lei que desde 2003 proíbe as forças políticas de receber donativos em dinheiro o novo orçamento omite a expressão «são obrigatoriamente titulados por cheque ou transferência bancária», substituindo-a pela obrigatoriedade de os partidos em apresentarem extractos bancários dos movimentos de conta e do cartão de crédito.
Com as modificações feitas à lei deixam também de ser considerados donativos situações em que bens dos partidos são vendidos por montantes superiores ao valor de mercado.”

O Ministro já veio desmentir mas, tudo isto acontecer no orçamento para um ano em que há três actos eleitorais, deixam ficar muitas dúvidas no ar. O PSD já veio protestar, mas todos nos lembramos do caso Somague, pelo que a moral não é muita e o CDS teve mais vergonha na cara e calou-se, não fosse alguém lembrar-se de lhe pedir que nos apresentem o tal Sr. chamado Jácinto Leite Cápelo Rego. Esperemos que a noticia publica deste caso venha a ser suficiente para os fazer recuar, pelo menos em palavras já o prometeram, agora falta ver se a “necessidade” que três eleições criam não lhes compra a decência, (se é que ainda a têm).

23
Out
08

Não há jantares grátis

Trabalhos para casa

Trabalhos para casa

Deputados socialistas insurgiram-se contra o discurso pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, durante o jantar das Jornadas Parlamentares do PS, considerando-o “paternalista” e “desprestigiante” para os membros da bancada.
O presidente da Assembleia da República usou o humor para advertir os deputados socialistas que, se quiserem ser reeleitos, terão de fazer o trabalho de casa com o partido e com os seus eleitores.
Um membro do Secretariado Nacional do PS classificou o discurso como “desconchavado e desprestigiante para os deputados“.
A deputada do PS Teresa Portugal também criticou o teor do discurso de Jaime Gama.
-“Esse discurso, infelizmente, correspondeu ao ambiente que já se começa a sentir no Grupo Parlamentar do PS. Estão todos a pensar com o seu próprio futuro como deputados“.
Já o vice-presidente da bancada socialista Ricardo Rodrigues disse:
– “Seguramente que o Dr. Jaime Gama não ignora que, se quiser ser reeleito presidente da Assembleia da República na próxima legislatura, tem como primeira condição ser eleito deputado“.
in [Sapo Noticias]

É caso para dizer que não há jantares grátis, sobretudo para quem quer continuar a ser uma marionete e sentar-se nas poltronas de S. Bento para levantar o dedo de acordo com a disciplina de voto. Irá o Manuel Alegre voltar a ser candidato pelo PS?

23
Out
08

Me manuela, you Tarzan

O discurso da tanga onde os dois da tanga estão de tanga

O discurso da tanga onde os dois da tanga estão de tanga

Mais uma imagem do amigo L.Lima que com a sua colaboração me tem possibilitado algum descanso e mais algum tempo livre. Aqui lhe reafirmo o meu muito obrigado.

22
Out
08

Um Deus Diabólico

Deus e o Diabo

Deus e o Diabo

Colin Powell que foi conselheiro para a segurança nacional de Ronald Reagan, comandante do Estado-Maior Conjunto de 1989 a 1993 e secretário de Estado de 2001 a 2005 e que teve um papel activo para justificar a invasão ao Iraque em 2003, estaria entre os assessores de um eventual governo de Barack Obama, depois de ter anunciado publicamente seu apoio à candidatura de Obama.
– “Ele terá um papel como um de meus assessores“, disse Obama em entrevista.

Desde sempre houve algo que me dizia que por detrás daquele sorriso e daquele “We can”, que o Obama não era o bonzinho que nos queriam vender. Sempre desconfiei dele e já agora bem podia convidar também a Condoleeza Rice, o Dick Cheney para braços direitos e, quem sabe, o próprio Bush para continuar a fazer o papel de bobo da corte.
Pelos vistos nesta escolha entre o Obama e o McCain já veio um diabo que já escolheu.

22
Out
08

A Flauta Mágica

A Flauta Mágica laranja

A Flauta Mágica laranja

Do amigo J.Lima recebi esta imagem e este texto que aqui deixo na integra.

O ARGUMENTO
No princípio da obra vemos Tamino, um Príncipe chegado de longínquas terras, fugindo duma enorme serpente. Três damas que se dão a conhecer como damas de companhia da Rainha da Noite salvam-no. Numa cena posterior a mesma Rainha da Noite apresenta-se e encarrega o Príncipe de salvar sua filha Pamina que havia sido raptada pelo malvado Sarastro. Acompanhará Tamino na sua busca Papageno, um pobre e inocente homem coberto de penas, cuja função é caçar pássaros para a Rainha da Noite, a troco de pão e vinho. Os dois recebem uma flauta e um jogo de campainhas mágicas como presente, e como guias aparecem três jovens “formosos e sábios”.
Papageno é o primeiro a encontrar Pamina após uma disputa com Monostatos, seu carcereiro mouro, e foge com ela. Entretanto, os três jovens levam Tamino até à entrada de três templos, ou seja, o da Sabedoria, o da Razão e o da Natureza. Ouvem-se umas vozes que impedem o Príncipe de entrar nos templos, excepto o do centro que é o da Sabedoria. Tamino encontra depois um sacerdote que lhe explica que foi enganado e que Sarastro não é tão mau como ele pensa. O Príncipe fica então completamente desconcertado e, sentindo-se só, pergunta: “Eterna Noite, quando retrocederás? Quando acharei a luz?” E vozes invisíveis respondem: “Já, ou nunca!”

AS PERSONAGENS
A Rainha da Noite: Soberana da floresta e dos poderes psíquicos. Aparece num trono recamado de estrelas. A sua ambição faz com que ela queira destruir o templo solar e usurpar o poder ao ver Sarastro suceder ao pai de Pamina como sumo-sacerdote do templo.
Sarastro: O sábio perfeito, humilde servidor dos Deuses Ísis e Osíris, como o demonstra em inúmeras passagens da obra ao invocar a Vontade divina.
Tamino: Príncipe chegado de longínquas terras, como acontece em quase todos os contos tradicionais. É puro, valente e sincero, e foi predestinado pelos Deuses para suceder a Sarastro e unir-se a Pamina em matrimónio sagrado.
Pamina: Princesa, filha da Rainha da Noite e do hierofante antecessor de Sarastro. Deve superar a dúvida e transmutar a sua natureza lunar em solar. Representa a passagem entre Vénus Pandemos e Vénus Urania, isto é, a alma dual.
Monostatos: O carcereiro de Pamina, representado como mouro. A sua natureza é tirânica e passional.
Papageno: Lembra-nos a personagem de Sancho Pança. Acompanha Tamino, mas de má vontade. Prefere os prazeres simples aos elevados Mistérios. A sua contraparte é Papagena com quem, por fim, se completa.

21
Out
08

Manifestação dos professores

Manifestação 15 Novembro

Manifestação 15 Novembro

Basta que os professores o desejem e invadam Lisboa no dia 15 Novembro. Está tudo nas vossas mãos.

21
Out
08

Dona Banca à Americana

Dona Banca

Dona Banca

Já devem ter reparado que não ando com grande paciência para escrever, mas tenho de dizer que fiz este desenho depois de ouvir uma noticia que agora não consigo encontrar. Era mais ou menos isto. Os administradores dos grandes Bancos Americanos iam receber este ano em ordenados e prémios a módica quantia de 56 mil milhões de Dolars, quase 10% do dinheiro dos americanos que o governo do Bush resolveu injectar na Banca falida na crise da “Dona Banca” à Americana. É fartar vilanagem.

20
Out
08

Eleições nos Açores

O Rei dos Açores

O Rei dos Açores

20
Out
08

Formas exemplares de fazer a Revolução (2)

Post  que coloquei hoje  no “Cheira-me a Revolução

Em 1971 tinha eu 14 anos e Portugal vivia ainda os cinzentos tempos da ditadura. Filho de funcionários públicos pouco sabia de politica e tudo o que se falava era da guerra em África e de como ela se aproximava cada vez mais para meu irmão mais velho e da possibilidade de ele ir para a Suíça se necessário. Lá em casa a musica “ambiente” era a clássica e entre os amigos o “rock” que se ia conseguindo arranjar. Nunca tive nenhuma relação com o Jazz a não ser o pequeno programa “Cinco minutos de jazz” do José Duarte que dava diariamente na rádio (ainda existe e completou 40 anos em 2006). Música estranha, que não entendia, mas que me fascinava. Foi assim que, quando ouvi falar de um Festival de Jazz em Cascais, sozinho e sem dizer nada a ninguém, fugi e me meti no comboio a caminho do pavilhão. Não entendia nada daquela música, não conhecia nenhuma daquela gente, mas ali estava eu a ouvir aqueles sons estranhíssimos, que agora sei eram “Free Jazz”. Para minha grande surpresa, a meio do concerto do Ornette Colleman, (com Dewey Redman e o fantástico baterista Ed Blackwell), um músico, Charlie Haden, se chega ao microfone e dedica o tema «Song for Che» aos movimentos de libertação em Angola e Moçambique. Nessa altura uma grande parte do público levantou-se erguendo o punho enquanto eram pendurados dois panos com as frases “Guiné Livre” e “Abaixo a Guerra Colonial”. Quando terminaram, com Dewey Redman a agradecer ao público com o punho erguido, tudo aquilo tinha sido para mim uma surpresa e uma revelação, transformando o que teria sido um simples concerto num acontecimento que marcou a minha vida. Senti pela primeira vez o terrível peso do silêncio e da falta de liberdade quando tentava falar do assunto e era mandado calar e esquecer. Claro que nunca esqueci e ainda hoje entendo a musica e a arte como uma forma de libertação, de protesto e de revolução.
Quanto ao Charlie Haden, foi transportado para a sede da PIDE e depois expulso do país, mas podem saber mais sobre o que se passou nessa noite neste texto do blog “
Jazz no País do Improviso”.
A introdução ao “Grândola Vila Morena” que coloquei no post faz parte do álbum “The Ballad of the Fallen “, um dos seus três discos que gravou com a “Liberation Music Orchestra” por ele criada, e que recomendo vivamente a audição.

20
Out
08

A Magia laranja

Dividir para existir

Dividir para existir

Um exclusivo oferecido ao WehaveKaosInTheGarden pelo amigo J.Lima

19
Out
08

Os Livros da Legislatura

A montra do pais

A montra do país

Livros para entender a politica em Portugal

19
Out
08

Um Santana para cada ocasião

Ele anda por ai

Ele anda por aí

Mais uma idéia do amigo J.Lima para o WeHaveKaosInTheGarden

18
Out
08

Manelopatra

Cada tiro cada Melro, cada cavadela sua minhoca. Santana Lopes vai ser o candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa. Mais uma guerra para se entreterem no interior do partido e mais uma vitória do Engenheiro que até já vê as sondagens a aproximarem-no de novo da maioria absoluta.

18
Out
08

A Banca pobrezinha

Uma esmolinha para a Banca

Uma esmolinha para a Banca

Roubei este texto do Ricardo Araujo Pereira da  Revista “Visão”

«Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.
A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.»

17
Out
08

Big Sister III

Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite

Mais uma obra do amigo Protesto Gráfico




Indignados Lisboa

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