Arquivo de 5 de Dezembro, 2008

05
Dez
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O Fardo das responsabilidades

Adaptado do quadro “The Burden of the Responsible Man” de James Christensen

Adaptado do quadro “The Burden of the Responsible Man” de James Christensen

«O primeiro-ministro português, José Sócrates, pediu para que se ponham “o populismo e a demagogia de lado” e se considere que a primeira prioridade de qualquer governo é a estabilização do sistema financeiro.”Qualquer governante responsável tem de ter uma hierarquia de prioridades, e a primeira prioridade é estabilizar o sistema financeiro. Não é para proteger os banqueiros, mas a economia portuguesa, as suas empresas, os seus empregos e as famílias”, declarou Sócrates.»
In “Agencia Lusa

Claro que há que estabilizar o sistema financeiro, mas não obriguem a que em nome dessa prioridade se tenha de aceitar tudo sem explicações nem responsabilização. Queremos bem explicado como estão a ser utilizados os milhões e ter a certeza que não estão simplesmente a tapar buracos e esconder responsabilidades. Queremos os nomes dados aos bois e queremos saber porque andamos a salvar bancos que só eram utilizados para gerir fortunas. Um banco privado só para privados.
Já repararam que sempre que se tem hipótese de olhar para dentro dos bancos, (BCP, BPN e BPP até agora), se encontram sempre trafulhices e crimes. Isto, olhando só de fora, imaginem o que seria se espreitássemos para dentro de todos os Bancos deste país. Sabendo da promiscuidade existente entre os poderes politica, económico e o financeiro, se houvesse justiça (no sentido mitológico do conceito) este país seria decapitado de todas as lideranças, politicas, económicas e financeiras.

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05
Dez
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Contas à Merceeiro

O Merceeiro do Ministério

O Merceeiro do Ministério

As contas, como tem sido hábito, não batem certo. De acordo com o Ministério da Educação, 61% dos professores participaram no protesto de ontem, parando 30% das escolas. Os sindicatos falam em 94%. Mas a conclusão não muda: a greve de ontem foi mesmo a maior de sempre, geral ou sectorial. Isto porque, se os dados da “plataforma” são recordistas, também não há registo de um governo ter admitido mais de dois terços de adesão a uma greve.
Estas são, no entanto, contas que o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, não terá considerado antes da conferência de imprensa que deu na 5 de Outubro, onde defendeu que apesar da “significativa” mobilização, “os objectivos traçados pelos sindicatos de professores falharam”. De resto, a avaliar pelo discurso ministerial, nada do que se passou ontem justifica ponderar novos recuos.
Confrontado com o facto de, pela terceira vez num ano, mais de 60% dos professores se terem associado a essa “posição” sindical e de a suspensão já ter sido exigida em mais de 300 escolas e agrupamentos, o governante não desarmou: a lei “é para cumprir” e o Governo “não cede a ultimatos”.

É o que dá meterem “Merceeiros” em pastas ministeriais. Acabam sempre a roubar no peso.




Indignados Lisboa

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