Arquivo de 19 de Dezembro, 2008

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Dez
08

Crise? Qual crise?

Supertrampa

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Crise. Nós já estamos tão habituados a estar em crise que nem estranhamos. Estranhamos é que nesta, baixem os preços, a gasolina, os juros no banco, os impostos, estranhamos que, quando nas outras não havia dinheiro para pagar a um vigilante de museu ou a uma auxiliar numa escola, agora surjam, não milhões, mas muitos mil milhões a jorrar por aí. É o plano anti-crise do Sócrates. Um plano que diz ele próprio, é semelhante ao aplicado por todos os outros países da Europa á América. Um plano “global”, tão global como a globalização capitalista. Combate-se o fogo com o fogo, fecham-se os olhos e marra-se em frente.
O que criou esta crise? Foi o crédito mal parado e a ganância da especulação, e é exactamente com os mesmos venenos que criaram os “produtos tóxicos” que procuramos curar a economia. Não entendo nada de economia, mas não compreendo que o discurso seja o de aumentar o endividamento dos portugueses. O Engenheiro diz que o mais importante é o acesso ao crédito das famílias. Quem já está com a corda no pescoço, o que faz bem é apertar mais o nó, para quem não têm dividas deve arranja-las. A solução é criar mais divida, nós e o país. Todos, estes milhões têm de vir de algum lugar e só pode ser do endividamento do país ao estrangeiro. Crédito que vai ter de ser pago um dia por todos nós. Claro que nessa altura já não vai ser o Engenheiro a estar no governo, já terá um lugar na elite europeia, já terá recebido os seus trinta dinheiros dos Senhores dos Bilderberg, e quem cá estiver que se safe.

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Dez
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Um Alegre Lar o do Manuel

Lar doce lar

Lar doce lar

O Partido Socialista, preocupado com a sua maioria absoluta em 2009, não se cansa de mandar os seus arautos relembrar ao Manuel Alegre que o PS é a sua casa. o seu lar Falam-lhe ao coração e ao seu quixotesco romantismo. Isso e a reclamarem o seu lugar na esquerda, esquecendo que para isso não basta a propaganda em torno de algumas medidas sociais avulsas. Esquecem que ser de esquerda é estar ao lado dos trabalhadores, garantir-lhes melhores condições de vida e mais direitos, laborais e sociais. Ser de esquerda pressupõe a defesa de valores e princípios que este PS não tem. Para ser de esquerda não basta proclamar-se , tem de agir-se como tal. Quem é de esquerda nunca apresentaria uma lei laboral como a que este governo nos quer impor.




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