Arquivo de 11 de Janeiro, 2009

11
Jan
09

Memória de Rafael Bordalo Pinheiro

O PSD de Rafael

O PSD de Rafael

Continuando a relembrar como é importante salvar a memória viva de Rafael Bordalo Pinheiro, aqui fica mais uma adaptação das suas caricaturas, agora em versão PSD.

11
Jan
09

A morte do Zé-povinho

Querias, Toma!

Querias, Toma!

«A maior cerâmica caldense – as Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, Lda – pediu aos trabalhadores para suspenderem o seu contrato de trabalho por já não ter “uma única encomenda para o mês de Janeiro”.

A empresa vai cessar a produção da fábrica que possui na zona industrial das Caldas da Rainha e que dá emprego a 150 trabalhadores, mantendo por enquanto a funcionar o espaço fabril secular que já vem do tempo do artista Rafael Bordalo Pinheiro, na zona histórica da cidade. Aqui, porém, só trabalham 17 pessoas e o seu administrador diz que os encargos são tantos que também esta parte da empresa não deverá sobreviver ao mês de Janeiro.
As Faianças Bordalo Pinheiro são a última indústria deste sector, que ainda sobrevivia, e, curiosamente, foi também a primeira, dado que a empresa é herdeira da fábrica criada em 1884 pelo artista que lhe dá o nome.»
in “Publico

São mais 150 trabalhadores atirados para a tragédia do desemprego, mas neste caso é ainda o ruir de mais um pedaço da cultura, não só deste país, mas do imaginário do seu povo. O Zé-povinho do Bordalo, o “toma”, uma das formas negativas mais afirmativas da nossa língua. Um bom “Querias, toma”, acompanhado seu inseparável companheiro manguito evita muita discussão. Tivesse o Mário Nogueira dito um “Toma” na altura do Memorando de entendimento e talvez esta Ministra já não o fosse.
As caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro são a forma mais simples e perceptiva de hoje conhecermos o ambiente e a realidade desses tempos. Deixar morrer esta cerâmica é deixar morrer um pouco de nós todos. Não seria possível, ao estado ou à autarquia, pelo menos considerar o espaço fabril original, e onde trabalham 17 pessoas, como um Museu vivo? (que até poderia ser lucrativo com a venda das obras produzidas). Salvem esta memória do Zé-povinho que fomos e ainda continuamos a ser.

PS: Antes de escrever o texto tinha feito este outro “Zé-povinho”. Para não ir para o lixo aqui fica ele também.

A primeira versão

A primeira versão




Indignados Lisboa

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