Arquivo de 21 de Janeiro, 2009

21
Jan
09

Coragem, um dia vais acertar

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«A Comissão Europeia prevê uma contracção de 1,6 por cento para a economia portuguesa este ano. O valor é o dobro do previsto pelo Governo (-0,8%). A incerteza é tanta, que a evolução se torna quase imprevisível. Por isso mesmo, todos os cenários são possíveis, incluindo uma nova revisão do Orçamento. Questionado sobre a possibilidade de o Governo ter que apresentar novo orçamento suplementar, Teixeira dos Santos admitiu estar “preparado para tudo“. “Temos que estar atentos ao evoluir da situação internacional e preparados para permanentemente revermos as nossas projecções se formos confrontados com uma evolução da economia mundial que aponte para cenários ainda mais gravosos“, disse.»

No dia 15 de Janeiro já apresentou um Orçamento Rectificativo e já aponta para a possibilidade de apresentar outro. Parece-me que este ano, vamos bater todos os recordes de orçamentos, o que isto quer dizer é que andam todos “a apanhar bonés” e ninguém tem alguma ideia da profundidade do buraco para onde estamos a cair. Avisos de que íamos a caminho de um precipício foram feitos muitos e, enquanto insistirem que é pela produtividade, pela concorrência, pela globalização liberalista que de lá vão sair, acredito que isso só nos levará a cair ainda mais depressa. Mas não desista Sr. Ministro, força, continue a tentar que vai ver que, com sorte, ainda um dia acerta com num orçamento

21
Jan
09

Oh Almeida vai …

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«O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) , Albino Almeida, ameaçou esta segunda-feira recorrer aos tribunais para que sejam convocados serviços mínimos em futuras greves de professores, de forma a evitar que as escolas encerrem.

A Confap tomará medidas para que serviços como o refeitório e a guarda das crianças continuem a funcionar em futuras greves de professores, nem que para isso tenha de recorrer ao Tribunal Constitucional“. As greves de professores tornam-se “atentatórias dos interesses dos alunos e até dos seus direitos mais elementares, como comer”no refeitório. “O direito dos professores à greve não pode colidir com o direito dos alunos e das suas famílias. Espero que as organizações sindicais tenham a lucidez de não marcar mais nenhuma greve para este ano lectivo porque a escola pública fica seriamente ameaçada se se continuar por este caminho, de realizar uma greve por mês“, afirmou.»

Sou pai e juro que este Sr. não me representa. Nunca lhe concedi esse direito nem nunca o faria. Só o andar a lambuzar-se e a babar-se para a Sinistra seria mais que suficiente para justificar esta recusa, mas ainda por cima afirma alarvidades sem qualquer sentido. Já todos compreendemos que aquilo que o está a preocupar não é a existência de uma escola onde as crianças vão aprender, mas sim um armazém para encafuar os filhos durante as horas de trabalho. Culpar os professores em greve, não por os seus filhos não terem aulas pode, mas não deve porque eles só estão a exercer um seu direito, mas culpa-los por a escola estar fechada é ridículo. Não são os professores que abrem ou fecham uma escola. Não são eles que servem refeições nem são vigilantes nem auxiliares nas escolas. Eles dão aulas, ensinam. É essa a sua função e não a de manter escolas abertas, … por enquanto.




Indignados Lisboa

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