Arquivo de 22 de Janeiro, 2009

22
Jan
09

jl-mundial-2018
Enviou-me mais esta imagem do amigo J. Lima acompanhada deste texto de António Boronha.
Para ele o meu muito obrigado.

Em relação à possibilidade de virmos a organizar, conjuntamente com a Espanha, o ‘mundial’ de futebol em 2018, como já o disse noutro lado, tendo começado por ser adepto da ideia, o entusiasmo rapidamente se esfumou, ao longo destes últimos meses, por duas distintas ordens de razões mais uma preocupação militante ‘anti-tachos’:
A primeira, desde logo económica, por entender que os próximos anos, e não só 2009 e 10 – vidé relatório hoje divulgado – serão muito difíceis para os portugueses.
O argumento de que está tudo praticamente feito é falacioso.
Em nove anos, neste século 21, muita coisa se torna obsoleta e terá que ser substituída e reformatada. Não falo dos ‘relvados’ mas arriscaria dizer que tudo o que lhe é periférico terá que ser revisto e melhorado.
Novos aeroportos e ‘tgv’s exigirão novas acessibilidades aos estádios; novas tecnologias, sejam elas ao serviço da arbitragem ou das transmissões televisivas, requerem novos suportes de captação e transmissão de dados; e a segurança?…como estarão as coisas daqui a nove anos?… (numa de Bush filho) não se tornarão necessários Abrigos nucleares perto dos locais de grande concentração de pessoas?…
Dirão que todos esses custos são ‘peanuts’ comparado com os ganhos que de um tal evento poderão advir…
Respondo-lhes que nesta fase do campeonato, que para os portugueses será o da sobrevivência, qualquer desvio de fundos do que é verdadeiramente essencial, além de não ser desprezível,…é crime!
Segundo, parece-me evidente, de meter pelos olhos adentro, que nesta sociedade cada vez é mais notório o nosso estatuto de parceiro…menor!
Basta atentar nestas palavras, hoje, de Gilberto Madail: (questionado pelo ‘público‘, acrescentou que) ‘entre esses princípios não estava a repartição igual de responsabilidades na organização.’
Alguma dúvida, do que digo?…
Por último, um interessante elemento que na minha eterna ingenuidade não me tinha ocorrido antes.
Esta organização conjunta é, antes de tudo e do mais, um excelente seguro, não de vida mas dos ‘tachos’ em vida, dos senhores presidentes das duas federações ibéricas…
Madail, por decoro omitiu o que lhe vai na alma, mas Angel Villar não teve qualquer vergonha em o dizer alto e em bom som.
Ainda segundo o mesmo jornal, “além disso, (Villar) defendeu que a candidatura luso-espanhola assenta no bom entendimento existentes entre os dois dirigentes, concluindo, por isso, que seria importante não haver alterações na estrutura directiva. “Seria um erro” se houvesse mudanças“.
Texto António Boronha http://www.antonioboronha.blogspot.com/

22
Jan
09

O egocêntrico e o concêntrico

vitor-constancio-vinganca
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, acusou hoje o ex-presidente do Banco Português de Negócios (BPN), Miguel Cadilhe, de ter uma “visão egocêntrica” do seu papel no processo que envolve o BPN. Miguel Cadilhe “pôs a defesa do interesse à frente da objectividade com uma visão egocêntrica do seu papel no processo“, afirmou Vítor Constâncio, comentando as declarações feitas na semana passada pelo ex-presidente do BPN, que esteve na comissão de inquérito que levou à nacionalização do banco. “
As declarações foram lamentáveis e desprestigiantes“, disse ainda o governador, que criticou Miguel Cadilhe por “distorcer factos e fazer acusações sem elementos de facto“.

Ui! Zangam-se as comadres o que quer dizer que talvez venhamos a saber um bocadinho da verdade. Bom mesmo era que se zangassem tanto que começassem a esgatanhar-se em publico e, sabendo eles aquilo que sabem uns dos outros e, quem sabe, talvez se descaíssem. Façam figas.

22
Jan
09

Vender a alma ao diabo. Qual alma?

pinto-balsemao-nosso-padrinho
«Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa, pediu benefícios fiscais, em matéria de IRC, para as empresas que aumentem o seu investimento publicitário ao longo de 2009. “Não se trata de mais um subsídio, mas de um incentivo às empresas que, em vez de se deixarem mergulhar na crise e começar a cortar pelo mais fácil [a publicidade] façam um esforço de investimento no sector“, disse durante a conferência ‘A Libertação da Sociedade Civil – O Papel dos Media’.

Em sintonia com os responsáveis da indústria publicitária, que defendem o mesmo apoio por parte do Governo, o líder da Impresa frisou que qualquer incentivo ao consumo através da publicidade “tem repercussão indirecta na Comunicação Social séria, que está em crise, mas prefere morrer de pé, a vender a alma ao diabo“.
No mesmo evento, Pinto Balsemão voltou a frisar a necessidade de retirar a publicidade comercial à RTP, tal como aconteceu em França. “O Estado, a quem compete criar as condições para o livre funcionamento do mercado, acaba por o condicionar ao entrar nele como concorrente.”
Pinto Balsemão também criticou o arranque do concurso para o quinto canal e alertou para o facto do mercado não suportar mais operadores ‘free to air’ (que transmitem em sinal aberto).»

O único comentário que posso fazer é: mais um mamão das tetas do estado. Agora não deixa de ser engraçado que vá pedir ao estado que financie a publicidade, logo numa conferência que falava do papel dos média e a libertação da sociedade civil. Peço menos é esclarecedor do papel que desempenham na estrutura do sistema.
Custa-me ver a lata desta gente que, tanto defende o mercado aberto, a concorrência, mas que no fim receiam o canal do estado e que possam surgir outras alternativas em novos canais. Esta gente realmente não necessita de vender a alma ao diabo, já há muito que o fizeram.




Indignados Lisboa

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