Arquivo de 1 de Fevereiro, 2009

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Divórcios de Fátima

cavaco-socrates-divorcio
O Presidente da República abriu hoje os trabalhos do IV Congresso da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), em Fátima, deixando alertas para a falta de recursos destas instituições e duras críticas à nova lei do divórcio. “Dos contactos que tenho mantido com dirigentes de instituições de solidariedade, recolho a informação de que a maioria dos casos de ‘novos pobres’ está associada a situações de divórcio”, revelou, na sua intervenção.

Porra! Com mais de cem portugueses a serem despedidos diariamente só neste mês de Janeiro são os divórcios que criam mais casos de novos pobres. Isso só pode acontecer porque muitos dos que foram agora despedidos já eram pobres mesmo quando trabalhavam. Isto, claro, para que um qualquer grupo económico pudesse atingir as suas metas de crescimento nos lucros. Milhões, milhares de milhões de lucros, mas agora quando a crise os aperta, estendem a mão ao governo e atiram para uma miséria ainda maior aqueles que lhes permitiram lucros fabulosos, seja esse alguém, um país ou um pai de família. Talvez o Sr. Silva, em vez de nos estar a falar de divórcios, nos pudesse explicar como grande economista que dizem ser, como vamos resolver os problemas deste e dos muitos outros que por aí vêm. Não precisa de nos vir falar de desenvolvimento e do futuro, mas de hoje, como resolver o problema hoje para termos a solução já amanhã. Ou será que a solução é a solidariedadezinha? O Sr. Silva, como todos os que têm governado, foram arautos, executores e são agora guardiões do sistema capitalista global. São por isso responsáveis pela situação a que chegámos. São culpados por cada novo desempregado, por cada novo caso de pobreza. São culpados e por isso responsáveis. Cabe a nós exigir-lhes a assunção dessas responsabilidades.

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Que raio de CITIUS este

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A juíza Solange Hasse considera que a independência dos tribunais está ameaçada pelo poder político e denuncia que o programa informático Citius, que está sob a alçada do Ministério da Justiça, onde os magistrados passam a emitir os despachos é vulnerável a intromissões do poder político, que podem consultar e alterar os processos. «Permite a intromissão do poder político nas duas magistraturas».«O poder político, através do Ministério da Justiça, tem a possibilidade de ler em cada momento o que um juiz escreve em determinado processo».

Solange Hasse denuncia ainda que qualquer funcionário com perfil de administrador do sistema pode alterar uma decisão judicial.

Com a ideia de corrupção que percorre toda a nossa sociedade e onde o poder politico não está inocentado, só o ser possível imaginar-se que pode meter as mãos nos processos é inaceitável. Já muitos suspeitam de alguma promiscuidade entre as leis que o poder politica aprova e a incapacidade da justiça em acusar e quando o consegue condenar a corrupção neste país. A oposição feita à criação de leis que a combatam, como aconteceu com o pacote João Cravinho, mostra que há muita gente que gosta de ver a lei ser permissiva e que os mecanismos que poderiam combater efectivamente a corrupção são tabus. Ver essa mesma gente a ter uma ferramenta que possa mexer nos processos e alterar dados seria transformar este “CITIUS” num autêntico paraíso para os corruptos.




Indignados Lisboa
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