Arquivo de 26 de Março, 2009

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Mar
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O vendedor de banha-da-cobra

socrates-energie


A ajuda do Estado nas despesas da instalação de painéis solares nas habitações atinge os 50 por cento, disse esta segunda-feira o primeiro-ministro José Sócrates.
O primeiro-ministro apelou à compra de painéis solares pelos portugueses, no âmbito do programa do Governo de incentivo ao uso de energias renováveis, como mais um “contributo para superar a crise”.
Especialistas de energia denunciam “embuste” na visita de Sócrates e Pinho à Energie. “A pretexto de vender energia solar, (a Energie) vende mais electricidade”, afirmou Manuel Ferreira dos Santos, ex-secretário de Estado da Energia e académico que desenhou a política energética do actual Governo. “O site deles diz que o sistema deles funciona com sol, céu nublado, chuva e à noite. Vê-se logo que não é solar. É por isso que tenho vergonha deste país”, comenta Oliveira Fernandes, antigo secretário de Estado do Ambiente e da Economia, presidente da Agência de Energia do Porto e professor da Faculdade de Engenharia do Porto. A bomba dos painéis fotovoltaicos precisa de electricidade para funcionar e produz o dobro da energia que consome, “o que é um valor ridículo”, sustenta.

Resumindo, os painéis da Energie são painéis térmicos, e não solares. Dependem somente da temperatura exterior. O sistema Energie funciona segundo o ciclo da bomba de calor, consumindo energia eléctrica continuamente. Os painéis da Energie não estão contemplados na nova legislação da Certificação Energética, pois não são colectores solares térmicos, são um dissipador energético de uma máquina frigorífica.

Porque será que o homem só nos vende porcarias? Ele foi o Magalhães e agora os tais painéis solares que afinal não são solares. Mas, eu acredito que vai conseguir enganar muita gente, afinal já se vendeu a si próprio há muito tempo.


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26
Mar
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Complicadas convivências

esquerda-confusao-europeia

Vêm aí eleições e eu que quero, e vou certamente votar à esquerda, continuo com uma dúvida. Como é possível governar, como é possível a um partido chamado comunista ou a um gerado na extrema-esquerda, aplicarem as suas politicas económicas num ambiente capitalista e neo-liberal como é a união europeia. A ideia de desejarem uma outra Europa pode ser muito correcta, mas certamente não esperam que aconteça tudo ao mesmo tempo e, como certamente sabem, Portugal pesa pouco na definição das políticas europeias. A Europa que existe é esta, a de marionetas com cara de cherne, dos Sarkozys, dos Berlusconis sem esquecer a do Euro. Será possível aplicar o socialismo num terreno profundamente capitalista? Como será possível a convivência sem ruptura? Desejada ou não, essa ruptura perece-me inevitável e, se não formos nós a sair muito provavelmente são eles que nos põem fora.





Indignados Lisboa

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