06
Abr
09

Zonas francas e zonas fracas

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Zonas Francas. A Madeira escapou à lista negra dos paraísos fiscais elaborada pela OCDE a pedido do G20. No ano passado, atraídos pela isenção do imposto sobre lucros – ou por taxas de IRC de 2% – estavam estacionados no ‘offshore’ mais de 4700 empresas com negócios de 4,5 mil milhões de euros.
Os contestação ao offshore da Madeira existe porque os bancos, “transferem”, a partir de Lisboa, parte das operações para a zona franca, fugindo ao IRC cobrado no continente.

Na lista negra, na cinzenta ou na branca a verdade é que todos se acabarão por safar; os offshores e aqueles que lá fazem negócio. De boas intenções está o inferno cheio e um negócio como este não desaparece de um dia para o outro. Seria quase como acabar com as guerras ou a droga e com os seus negociantes. Impossível de imaginar num mundo em que os governos são controlados por traficantes que os sustentam. Podem alguns políticos fazer propaganda no seu combate mas sabem que tudo não passará disso mesmo; propaganda.
A grande maioria dos negócios feitos em offshores nem são sequer feitos em nome do “cliente” mas sim por advogados e empresas intermediárias de gestão. O dinheiro sujo continuará a existir, a ser lavado e a circular por aí. Afinal é isso que representa o sistema e é isso que o sustenta.


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