Arquivo de 27 de Abril, 2009

27
Abr
09

O Santinho casamenteiro do Bloco central

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O próximo governo poderá não ser de maioria absoluta. O cenário foi ontem reconhecido, implicitamente, pelo Presidente da República, que deixou um apelo: “As forças políticas devem ter presente que sobre elas recai a grande responsabilidade de encontrar soluções de governo, e que essa responsabilidade é particularmente acentuada nos tempos difíceis que o País atravessa.”
No discurso na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, no Parlamento, Cavaco Silva aconselhou “consensos entre os partidos estruturantes da nossa Democracia [Bloco Central]” em torno de temas como o emprego, a segurança e o combate à corrupção. E frisou: “Os portugueses estão cansados de querelas político-partidárias que nada resolvem.”

O Sr. Silva parece que continua com a sua velha ideia de fazer um governo do Bloco Central. Criar uma maioria absoluta, garantida por várias legislaturas, e que possa realizar a vontade da Manelinha de colocar a democracia em banho-maria durante esse tempo. Assim poderiam fazer tudo o que desejassem, alterar a Constituição e acabar de aplicar o liberalismo capitalista neste país. O Salazar também começou a sua nefasta obra falando da necessidade de acabar com as querelas político-partidárias. Ainda me lembro bem de qual foi o resultado.


27
Abr
09

O poder dos Poderes

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Em Portugal vivemos naquilo a que se chama uma Democracia Ocidental. Temos direito a votar e a escolher entre dois sósias apresentados pelos poderes. Para muitos o pior de todos os sistemas à excepção de todos os outros. Esta, aquela que temos, pode ser uma democracia, mas é certamente uma democracia gerida por cartéis que possuem o monopólio dos poderes. O poder financeiro que criou e controla o 4º poder, o da informação, o da televisões, que por seu lado nos “convence” que é normal só podermos escolhermos o poder politico nas alternativas que nos impõem, poder politico esse que comanda o poder da força e cada vez mais controla o poder da justiça. É por isso que o poder financeiro acaba a controlar o poder legislativo, a fazer as leis ao seu gosto e ao seu serviço.
A democracia devia ser muito mais que isso, devia possibilitarmos verdadeiras escolhas, sem condicionalismos, uma democracia implacável contra a corrupção e as trafulhices, uma democracia sem nódoas que a conspurquem. Os poderes ao serviço de uma democracia que seja verdadeiramente a escolha livre dos cidadãos, uma democracia em que o governo seriamos todos nós. Uma democracia em que todos tenham direitos iguais e iguais oportunidades.





Indignados Lisboa

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