Arquivo de 28 de Abril, 2009

28
Abr
09

Ruptura

carmelinda-pereira
A partir de hoje e até à véspera das próximas eleições este blog, ou seja eu, deixará de ser desalinhado e vai apoiar a campanha do POUS às Europeias. Revejo-me na ideia da proibição dos despedimentos. Acredito que o Estado deve assumir a nacionalização e a viabilização das empresas em defesa do emprego. Quantos despedimentos poderiam ter sido evitados se os milhares de milhões enterrados na Banca, nos BPN, no BPB, estivessem a ser utilizados na defesa do emprego? Utilizados, para evitar o desespero da pobreza para mais de meio milhão de Portugueses, para evitar o desmantelamento do que ainda resta do sistema produtivo do país.
Revejo-me também no darem voz a um grupo de cidadãos (a RUE), que defende a Ruptura com a União Europeia. Mais de 70% da nossa legislação já se apoia em directivas comunitárias. É a instituição política em que menos os cidadãos têm direito de escolha e é aquela que define a ideologia pela qual nos regemos. Que nos diz que temos de viver num estado com uma política económica capitalista e liberal. Por tornar impossível a um partido que não defenda essas políticas aplicar as suas idéias económicas e sociais. Não nos é possibilitado o direito de escolhermos o nosso caminho. Só a ruptura com esta UE nos devolverá a liberdade de escolha. Apoio o POUS nestas eleições porque propõe uma efectiva ruptura com o sistema.

Quanto ao dia das eleições ainda me balanço sobre o voto no POUS, ou apostar na abstenção. Em nenhum caso farei grande dano ao poder, mas algum fará certamente. Com que legitimidade ética, poderiam defender a legitimidade representativa de um parlamento europeu, se oitenta ou noventa por cento dos cidadãos não votarem nestas eleições? O medo que mostraram dos referendos para a Constituição Europeia e a chantagem tremenda que estão a fazer sobre o povo Irlandês por a ter chumbado, no único caso em que não puderam evitar que se fizesse, mostra que não é a democracia nem a vontade dos cidadãos aquilo que mais os move. Depois direi aqui qual será a minha opção de voto.

28
Abr
09

As mordaças do PSD

paulo-rangel-manuela-ferreira-leite-cala-te
“O PS, pela terceira vez, tenta pôr uma mordaça em opiniões diferentes: foi a mordaça do candidato Vital Moreira, a mordaça do ministro Santos Silva e a mordaça do ministro Mário Lino. Curiosamente os três têm um passado de cultura democrática ligado ao comunismo e ao trostkismo, consoante os casos, que fala por si.
Paulo Rangel responde assim ao ministro Mário Lino que hoje o acusou de ter uma visão salazarenta dos investimentos públicos.

De cada vez que a Manuela Ferreira Leite abre a boca, (normalmente não entra mosca), já todos sabemos que perde votos. Agora é a vez do Paulo Rangel mostrar que também ele fazia melhor em estar calado. Um partido que pouco mais tem feito que criticar o governo não pode acusar de o quererem amordaçar de cada vez que esse governo o critica a ele. Não lhe fica bem e é assustador pensar que se ele chegasse ao poder muito provavelmente acabaria por ter uma relação ainda mais difícil com a critica que aquele que têm os Socretinos. Também o bolorento Salazar considerava que a critica só podia ser resolvida com mordaças e esta resposta do líder parlamentar do PSD é triste. Tão triste como a figura que o seu partido anda a fazer.
Com gente desta, a que nos governa e a que nos quer convencer que são alternativas estamos bem tramados. Está na hora de mudar, não só na cor do partido do governo, mas sim também nas políticas. Há que devolver este país aos cidadãos e acabar com a pouca vergonha desta politica de compadrios, em que os ricos cada vez ficam mais ricos e todos nós cada vez mais pobres. Há que recusar as políticas europeias que nos condenam a obedecer a um liberalismo que nos conduziu a esta crise e ao desespero das filas de desempregados. Há que mudar, mas mudar realmente de opções para este país.




Indignados Lisboa

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