Arquivo de Maio, 2009

31
Maio
09

Outdoors cá do Jardim – Frederico Duarte Carvalho PPM

Frederico Duarte Carvalho outdoor PPM
A estas eleições concorrem 13 partidos e, se uns nadam em milhões, outros chapinham em poucos milhares ou mesmo centenas de Euros. (O orçamento do POUS para estas eleições é de 750 euros). Esses sabem que semear outdoors por todo o lado é algo que lhes está proibido. Como neste blog não há filhos da mãe e os filhos da puta, como aqui se tratam todos por igual, resolvi imaginar como poderiam ser os outdoors que nunca vi por aí. Começo pelo PPM porque gostei do rei que apresentaram como candidato. Acho-lhe piada na forma e naquilo que diz. Consegue dizer que vai eleger dois deputados sem se rir, diz que todos os candidatos, do POUS ao PND deviam ser eleitos para o Parlamento Europeu e muitas outras pérolas como esta. Se não estivesse a pensar abster-me nesta eleições, se não pensasse que, mesmo minimalista como está a democracia desta Europa, a temos de defender e não fosse republicano, até votava nele.


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31
Maio
09

A privatização do PREC

socrates Rangel PREC privatizado

Um dia depois de ouvir Sócrates acusá-lo de querer privatizar sectores como saúde e educação, Paulo Rangel respondeu às críticas do líder do PS, acusando-o de falar “como se estivesse no PREC”.
“Ele fala como se estivesse no PREC. Parece que quer que só haja iniciativa pública”, afirmou o candidato europeu do PSD no almoço do American Club, em Lisboa.

O puto do Rangel resolveu falar sobre aquilo que pelos vistos não sabe nada. Para falar do PREC ainda vai ter de comer muita “Papa Maizena”. (Seria talvez engraçado alguém fazer o exercício de imaginar qual seria o estado deste país se aquilo que chamaram de “Processo Revolucionário em Curso” não tivesse sido sabotado e quais os direitos que essa sabotagem nos retirou). Mas, é de privatizações que se fala e é engraçado vir o Rangel tentar empurrar o Engenheiro para a Esquerda (tentativa desesperada para tentar mostrar que há diferenças entre os dois partidos?). Desde o fim do PREC que PS e PSD não fizeram outra coisa que privatizar tudo quanto era público, desde a banca, aos combustíveis, á electricidade, às águas, ás estradas e já pouco falta para privatizarem o próprio estado (se é que ainda não está, porque acaba a servir mais os interesses privados que os públicos).
Está nas nossas mãos travarmos esta gente e as suas pérfidas tarefas de destruir o publica e o social. Temos de correr com eles e exigir uma verdadeira democracia em que a vontade dos cidadãos seja respeitada. Quem está no governo deve estar para servir quem o elege e não o grande capital internacional.

30
Maio
09

Outdoors cá do Jardim – Carlos Gomes

MMS carlos gomes outdoor

Para hoje escolhi o outdoor de um novo Partido, o MMS que segundo li quer dizer Movimento Mérito e Sociedade. Até agora só vi gente que não conheço a dizer coisas que não me dão qualquer tipo de confiança. A ideia que tenho é que são um movimento saído daqueles encontros do Beato e, assim sendo, algo de assustador. Confesso que sei pouco sobre eles, mas um partido que tem a palavra mérito no seu nome não me dá grande confiança. Não sou defensor da meritocracia, tão em voga em Portugal, e tão utilizada para justificar o injustificável. Acredito numa sociedade solidária e em que todos devem dar o seu melhor para o bem de todos. O individualismo, a competitividade a todo o custo, o procurar subir provando ser-se melhor que os outros, é algo que só cria o conflito, a desconfiança. Nestes também não voto.

30
Maio
09

As meninas da TV

Hoje resolvi não fazer um boneco mas montar um pequeno filme com a montagem de algumas das imagens que tenho publicado neste blog. A musica, essa é do José Mário Branco.

29
Maio
09

Outdoors cá do Jardim – Laurinda Alves

Laurinda Alves outdoor

Quem anda pela rua não consegue ir a lado nenhum sem lhe surgirem pela frente outdoors por todo o lado. Os partidos mais ricos não deixam escapar qualquer nesga de paisagem ou estrada para colocar mais um. Mesmo nesta floresta, outros há que também conseguem plantar os seus Outdoors. É o caso do MEP, um partido novo e que tem como cabeça de cartaz a Laurinda Alves (Aquela senhora que andou por aí a dizer horrores quando do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez). Para mim é uma personagem de que não gosto, sempre com aquele ar de santinha, mas que não esconde uma arrogância e um puritanismo obsessivo. Claro que há sempre aquela ideia de que se fosse eleita ia para o Parlamento Europeu e nós ficávamos livre dela por cá, mas por outro lado é a imagem de Portugal que ela transportaria para Bruxelas. Aqui fica a minha versão do seu outdoor.


29
Maio
09

Ódio obscurantista

Joao Cesar das neves pudica BE
Um amigo deste blog teve a simpatia de me chamar a atenção para um texto do João César das Neves publicado no DN. Deixo aqui o texto e nem me parece necessário fazer comentários, tal a,….nem sei como lhe chamar. Um regresso das ideias do obscurantismo, do puritanismo, do anti-comunismo primário, (só faltou dizer que comem criancinhas ao pequeno-almoço) e da mais negra e bolorenta mentalidade. Custa imaginar que haja quem pense como este César vomita palavras.

Aqui fica o texto para que todos o possam ler.

A educação sexual é indispensável na formação de todos. Por isso, as escolas devem interessar-se pelo tema e dar aulas sérias e formativas. Há anos que a questão é discutida nos meios didácticos e políticos e o Parlamento tem analisado sucessivos projectos de lei. Apesar disso, a educação sexual não melhorou nem se prevê que melhore nas próximas décadas em Portugal. Os responsáveis só complicam um assunto que não precisa de ajuda para ser difícil.
A educação política também é essencial e as escolas devem incluí-la. Mas que pensaria se esses programas lectivos fossem baseados nos projectos de um partido minoritário e extremista, por exemplo o Bloco de Esquerda? Que acharia se na escola as crianças e jovens aprendessem que “a energia deve ser pública” (porque não o pão?), que no meio da crise se deve adoptar a semana de 35 horas e palermices semelhantes? Para não falar na ditadura do proletariado e revolução permanente, escondidas nas suas raízes maoístas e trotskistas. Seria um terrível abuso do sistema educativo.
É exactamente essa infâmia que tem sido cometida nos últimos anos no campo da educação sexual escolar. Um grupo de iluminados, defendendo fanaticamente posições extremistas que assumem como únicas razoáveis, tem capturado o ensino impondo essas ideias como “educação sexual”. Ideias que, por acaso, são opostas às da maioria das famílias portuguesas, que esses especialistas desprezam como conservadora e tacanha, pretendendo iluminá-la do alto da sua ciência.
De forma sub-reptícia nos corredores do ministério ou abertamente nos debates políticos, tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, auto denominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava “porcalhões”. As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança, e há perfeita equivalência entre todas as opções sexuais. Pudor, castidade e matrimónio são disparates.
Já deve ter reparado que no nosso tempo existe uma intensa controvérsia acerca das questões da família e do sexo. Aspectos consensuais há milénios são momentaneamente polémicos e vivemos enorme confusão de valores e critérios. Isso não nos deve escandalizar, porque todas as gerações têm os seus debates fundamentais. Se vivêssemos há uns séculos, ver-nos-íamos envolvidos em discussões, hoje abstrusas, acerca do sistema político, empresarial ou religioso. Aliás são os mesmos activistas revolucionários que, órfãos dessas antigas lutas político-económicas, vêm agora atacar a instituição familiar com a fúria dos velhos combates laborais. A alcova substituiu a empresa e o direito à greve foi trocado pelo direito ao deboche. Os esquerdistas andam agora paradoxalmente aliados a marialvas e proxenetas.
Em consequência, o Governo, incapaz de resolver desemprego e falências, preocupa-se com a facilitação do divórcio dos casais e a promoção do casamento de homossexuais. Os ministros, que fizeram explodir o défice, subsidiam abortos e querem distribuir preservativos gratuitos nas escolas. O mais incrível é não se darem conta do ridículo. As gerações futuras vão rir à grande com a tolice dos nossos políticos que pateticamente se encarniçam a regular o baixo-ventre.
Devemos terçar armas nas lutas do momento mas sem temer pelos valores vitais. Em breve, as posições extremistas contra o matrimónio e a castidade, hoje julgadas indiscutíveis e gritadas com fúria, serão tão cómicas e obsoletas como são as ideias económicas do Bloco de Esquerda, tão respeitadas há 50 anos (altura em que também o PS as defendia). As tolices acabam sempre vencidas. O mal são as vítimas que criam entretanto.
Felizmente, não são os partidos, deputados e especialistas em educação que dão aulas, mas os professores. Professores que em geral têm filhos e amam a família. O mundo é sempre melhor que a caricatura legal.

28
Maio
09

Outdoors deste Jardim – Ilda Figueiredo

Ilda Figueiredo outdoor

O que disse ontem para o BE posso dizer para o PCP. Acreditam que podem mudar por dentro as políticas de Portugal e da Europa. Sabem que o sistema está viciado, sabem que nunca os deixarão ser poder, mas continuam lá sentados a dizer que lá querem estar sentados e que é bom que haja lá cadeiras para se sentarem. Podem trabalhar mais, podem contestar muito daquilo que o Neoliberalismo deseja fazer, mas sempre sem a força para impedir que o façam. Ao fazerem-no acabam por legitimar essas instituições e a falsa democracia em que vivemos, ao aceitarem fazer parte da elite que nos diz o que devemos pensar e como devemos pensar. Revolução ou involução na companhia dos senhores do poder?




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