Arquivo de 29 de Maio, 2009

29
Maio
09

Outdoors cá do Jardim – Laurinda Alves

Laurinda Alves outdoor

Quem anda pela rua não consegue ir a lado nenhum sem lhe surgirem pela frente outdoors por todo o lado. Os partidos mais ricos não deixam escapar qualquer nesga de paisagem ou estrada para colocar mais um. Mesmo nesta floresta, outros há que também conseguem plantar os seus Outdoors. É o caso do MEP, um partido novo e que tem como cabeça de cartaz a Laurinda Alves (Aquela senhora que andou por aí a dizer horrores quando do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez). Para mim é uma personagem de que não gosto, sempre com aquele ar de santinha, mas que não esconde uma arrogância e um puritanismo obsessivo. Claro que há sempre aquela ideia de que se fosse eleita ia para o Parlamento Europeu e nós ficávamos livre dela por cá, mas por outro lado é a imagem de Portugal que ela transportaria para Bruxelas. Aqui fica a minha versão do seu outdoor.


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Ódio obscurantista

Joao Cesar das neves pudica BE
Um amigo deste blog teve a simpatia de me chamar a atenção para um texto do João César das Neves publicado no DN. Deixo aqui o texto e nem me parece necessário fazer comentários, tal a,….nem sei como lhe chamar. Um regresso das ideias do obscurantismo, do puritanismo, do anti-comunismo primário, (só faltou dizer que comem criancinhas ao pequeno-almoço) e da mais negra e bolorenta mentalidade. Custa imaginar que haja quem pense como este César vomita palavras.

Aqui fica o texto para que todos o possam ler.

A educação sexual é indispensável na formação de todos. Por isso, as escolas devem interessar-se pelo tema e dar aulas sérias e formativas. Há anos que a questão é discutida nos meios didácticos e políticos e o Parlamento tem analisado sucessivos projectos de lei. Apesar disso, a educação sexual não melhorou nem se prevê que melhore nas próximas décadas em Portugal. Os responsáveis só complicam um assunto que não precisa de ajuda para ser difícil.
A educação política também é essencial e as escolas devem incluí-la. Mas que pensaria se esses programas lectivos fossem baseados nos projectos de um partido minoritário e extremista, por exemplo o Bloco de Esquerda? Que acharia se na escola as crianças e jovens aprendessem que “a energia deve ser pública” (porque não o pão?), que no meio da crise se deve adoptar a semana de 35 horas e palermices semelhantes? Para não falar na ditadura do proletariado e revolução permanente, escondidas nas suas raízes maoístas e trotskistas. Seria um terrível abuso do sistema educativo.
É exactamente essa infâmia que tem sido cometida nos últimos anos no campo da educação sexual escolar. Um grupo de iluminados, defendendo fanaticamente posições extremistas que assumem como únicas razoáveis, tem capturado o ensino impondo essas ideias como “educação sexual”. Ideias que, por acaso, são opostas às da maioria das famílias portuguesas, que esses especialistas desprezam como conservadora e tacanha, pretendendo iluminá-la do alto da sua ciência.
De forma sub-reptícia nos corredores do ministério ou abertamente nos debates políticos, tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, auto denominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava “porcalhões”. As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança, e há perfeita equivalência entre todas as opções sexuais. Pudor, castidade e matrimónio são disparates.
Já deve ter reparado que no nosso tempo existe uma intensa controvérsia acerca das questões da família e do sexo. Aspectos consensuais há milénios são momentaneamente polémicos e vivemos enorme confusão de valores e critérios. Isso não nos deve escandalizar, porque todas as gerações têm os seus debates fundamentais. Se vivêssemos há uns séculos, ver-nos-íamos envolvidos em discussões, hoje abstrusas, acerca do sistema político, empresarial ou religioso. Aliás são os mesmos activistas revolucionários que, órfãos dessas antigas lutas político-económicas, vêm agora atacar a instituição familiar com a fúria dos velhos combates laborais. A alcova substituiu a empresa e o direito à greve foi trocado pelo direito ao deboche. Os esquerdistas andam agora paradoxalmente aliados a marialvas e proxenetas.
Em consequência, o Governo, incapaz de resolver desemprego e falências, preocupa-se com a facilitação do divórcio dos casais e a promoção do casamento de homossexuais. Os ministros, que fizeram explodir o défice, subsidiam abortos e querem distribuir preservativos gratuitos nas escolas. O mais incrível é não se darem conta do ridículo. As gerações futuras vão rir à grande com a tolice dos nossos políticos que pateticamente se encarniçam a regular o baixo-ventre.
Devemos terçar armas nas lutas do momento mas sem temer pelos valores vitais. Em breve, as posições extremistas contra o matrimónio e a castidade, hoje julgadas indiscutíveis e gritadas com fúria, serão tão cómicas e obsoletas como são as ideias económicas do Bloco de Esquerda, tão respeitadas há 50 anos (altura em que também o PS as defendia). As tolices acabam sempre vencidas. O mal são as vítimas que criam entretanto.
Felizmente, não são os partidos, deputados e especialistas em educação que dão aulas, mas os professores. Professores que em geral têm filhos e amam a família. O mundo é sempre melhor que a caricatura legal.




Indignados Lisboa

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