Arquivo de 3 de Junho, 2009

03
Jun
09

Outdoors cá do Jardim – Carmelinda Pereira POUS

Carmelinda Pereira POUS outdoor

Hoje o outdoor que imaginei para o POUS foi um pouco mais complicado de fazer. Como já aqui disse, apoio as duas bandeiras que o POUS defende nesta campanha, a ruptura com a União Europeia e a proibição dos despedimentos. Não quero dizer com isto que lhes vá sequer dar o meu voto que, pela primeira vez em 35 anos de democracia, deve passar pela abstenção. Não para ir para a praia ou porque esteja desinteressado da politica, mas porque me parece a melhor forma de mostrar o desejo de romper com esta Europa e com este sistema, retirando-lhes a legitimidade de dizerem ser representantes do povo de Portugal. Nem o próprio POUS tem apelado ao voto, já que não é sua intenção participar num parlamento que não passa de uma farsa democrática. Muitos dizem por aí que o voto é a arma do povo, mas cuidado não vão com ela dar um tiro nos pés.


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03
Jun
09

Os Chico-Espertos

Jeronimo de sousa Durão barroso Chico esperto

O líder do PCP apelidou hoje de “chicos-espertos” aqueles que andam “por aí a questionar o valor do voto” e a dizer “que se calhar não vale a pena ir votar, porque o resultado é ter mais do mesmo”. “Chicos-espertos! Nós não enfiamos a carapuça!”, gritou Jerónimo de Sousa no palco do teatro Garcia de Resende perante cerca de 400 apoiantes da CDU. “Estão a dizer aos trabalhadores para não irem votar para que os seus partidos continuem a mandar neste país”, acrescentou.

No meu caso não é Chico, é João-Esperto porque também eu me vou abster nestas eleições. Se o Jerónimo considera que tem o direito de concluir as razões da minha opção de voto, “para que o meu partido continue a mandar neste país”, também eu posso tirar a conclusão que ao aceitar pactuar com esta Europa neo-liberal ele está a fazer o favor ao cara de Cherne, legitimando este parlamento europeu, esta comissão europeia e as suas politicas. Se aquilo que alguém diz pode ser transformado naquilo que outros querem, tanto direito tem ele como eu de concluir quais as intenções escondidas em cada acto politico. Se decidir não votar estou a utilizar a minha liberdade para não fazer, assim como ele a sua para votar naquilo em que diz acreditar. Ele apela ao voto eu à abstenção. No dia sete vamos ver quantos portugueses pensam como eu e quantos vão seguir as suas indicações. Quantos portugueses não se importam de ser Chico-espertos e quantos legitimam esta União Europeia e a sua falsa democracia.





Indignados Lisboa

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