Arquivo de 21 de Junho, 2009

21
Jun
09

O paradoxo da mentira politica

Manuela Ferreira Leite cega e fora deste mundo

“Só se eu estivesse cega ou fora deste mundo é que não acharia que há um Sócrates antes e outro depois das eleições”. “Numa coisa, seguramente, o meu programa vai-se distinguir daqueles que é costume apresentar ao país, é que não tenciono fazer nenhuma promessa que não tenciono cumprir, não tenciono mentir aos portugueses”, afirmou Manuela Ferreira Leite.

Todos se lembram daquela famoso paradoxo do Groucho Marx em que afirmava que não podia ser sócio de um clube que o aceitasse como sócio. O mesmo se passa com os políticos que dizem que não vão mentir aos eleitores pois já estão a dizer a primeira mentira. Até pode partir para esta campanha cheia de boas intenções de não mentir, mas ao longo delas será confrontada com situações em que a verdade a irá fazer perder votos e isso é algo a que nenhum político não é vulnerável. Começam com meias verdades e omissões mas mais cedo ou mais tarde não resistirão á pressão para dizerem aquilo que depois não irão fazer. E a Manuela pode dizer o que desejar que já anda pela política portuguesa há muito tempo e nós já a conhecemos bem dos tempos em que foi uma má ministra da Educação e uma péssima ministra das finanças.

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21
Jun
09

A mentira Europeia da Irlanda

durão barroso sarkozy, Brian Cowen tratado

A demonstração da falsa democracia europeia continua. Mesmo depois do receio que mostraram da vontade popular relativamente ao Tratado de Lisboa, recusando fazer referendos em todos os países, no único onde isso não era possível constitucionalmente ele foi recusado. Pelas regras que eles próprios tinham criado, o Tratado deveria estar morto e enterrado, mas não, numa pirueta anti-democrática resolveram que a solução seria fazer a repetição desse referendo. Mas, isso não bastava e tinham de garantir que desta vez o sim irá ganhar. Cedendo às exigências do Primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, foi aceite anexar um protocolo ao tratado que garante que não será colocado em causa a neutralidade da ilha, seu vantajoso regime fiscal, a proibição do aborto ou a protecção dos direitos trabalhistas. O problema estava em que a anexação deste protocolo ao tratado exigiria que todos os países tivessem de o rectificar de novo, coisa que iria fazer lembrar aos cidadãos que tudo estava a ser feito nas suas costas e muito possivelmente contra a sua vontade. A solução encontrada faz com que este protocolo só seja anexado ao tratado quando da adesão de um novo país prevista já para o ano (Croácia ou Islândia), o que não obrigará a nova ratificação.
Pelos vistos teria valido a pena aos países fazer referendos pois conseguiriam com isso ganhar garantias e ficar livres de algumas obrigações.
Democracia? Respeito pela vontade Popular? Certamente não nesta União Europeia e certamente não com esta gente. Não vale a pena continuarmos com tretas e meias palavras e chamar os bois pelos nomes. Quem entrega a soberania de um país a outros países sem consultar a vontade popular é traidor a esse país. Em Portugal alguns já foram defenestrados e se calhar estava na hora de defenestrar alguns outros.





Indignados Lisboa

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