Arquivo de 10 de Julho, 2009

10
Jul
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Ela nunca disse o que disse

Manuela Ferreira Leite duas caras

Numa intervenção feita a 25 de Junho durante um jantar com os deputados sociais-democratas na Assembleia da República: a líder da Oposição propunha-se, então, “repudiar todas as receitas que o PS tem estado a adoptar para o país” e prometia “rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social”.
Ontem, numa sessão do Fórum Portugal de Verdade afirmou: “Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou tenha sequer criticado. Mas há uma coisa que eu critico: é que a maioria delas não tenha passado de anúncio. Isso sim. Se o Eng. Sócrates anunciasse e se elas tivessem em execução, na prática, o país não estava como está”, afirmou.

Já se está a tornar um hábito que a Manelinha tenha de vir num dia dizer que não disse o que disse na véspera. Para quem fala de uma politica de verdade não lhe fica muito bem.
Antes das eleições europeias todos diziam que o Sócrates tinha as legislativas já ganhas, depois todos já lhe encomendavam o funeral, mas cada vez que a Manelinha fala é ela que se enterra um pouco mais.


10
Jul
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O Layoff governamental

Cavaco Férias legislativas

O Governo de José Sócrates está, definitivamente, em gestão corrente, assim como a própria Assembleia da República, a fonte de poder do executivo.
Cavaco Silva pediu aos partidos e ao Governo para ponderarem devidamente todas as leis que querem aprovar tendo em conta o período pré-eleitoral do país. E baliza as suas intenções: diplomas que sejam objecto de forte divisão partidária, que provoquem fracturas ou que dêem lugar a fortes encargos orçamentais no futuro, não passarão na análise do Presidente. Cavaco Silva poderia dizer de forma mais simples: o Governo está em gestão corrente.

O Sr. Silva decretou que o governo entrou de férias e que já não governa neste país. É uma espécie de layoff político. O homem vem dizer-nos que temos de trabalhar mais, de ser mais produtivos e depois dá férias antecipadas aos governantes. Pensando bem, como ninguém tem solução para a crise, estarem lá ou não estarem não muda nada, mas é pena que impeçam os governos de governar exactamente nesta altura, antes das eleições, que é a única altura em que podemos ter esperança de, em busca de uns votos, nos darem qualquer coisinha. É que depois são mais quatro anos de apertar o cinto para uns enquanto nos indignamos com a ostentação e impunidade de outros.





Indignados Lisboa

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