02
Maio
10

Primeiro de Maio de 2010

Nós somos um povo de respeitinho muito lindo, saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho? … Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acha normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar!
Estratos do poema “FMI” do José Mário Branco

Como sempre, lá fui eu para o 1º de Maio em Lisboa, umas vezes chamado de dia de luta, outras de celebração. Não fui para gritar as mesmas palavras de ordem que se gritam todos os anos nem para ouvir os mesmos discursos recauchutados dos anos anteriores. Fui porque é importante que os trabalhadores e aqueles a quem já nem dão o direito de o serem por não haver trabalho, se unam na defesa dos seus direitos. Fui lá porque é necessário lutar para destruir este sistema capitalista global entes que eles nos destruam a nós. Triste e preocupado fico, quando vejo que toda a luta que nos propõem é descer uma vez mais a avenida lá para o fim do mês e, se as coisas estiverem mesmo muito mal, talvez se repita depois do verão. Isso e umas greves sectoriais em dias marcados que prejudicam mais quem as faz do que aqueles contra quem são feitas. Não está na hora de começarmos a fazer uma luta para ganhar e não só para protestar? Soluções existem, falta é quem tenha coragem de as assumir.


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