Arquivo de Outubro, 2010



24
Out
10

Quanto nos custa esta honra?

A Assembleia da República chumbou, com os votos de PS, PSD e CDS-PP, o voto de protesto proposto pelo PEV contra a realização da cimeira da NATO em Lisboa, nos próximos dias 19 e 20 de Novembro.
Pacheco Pereira, mostrou-se «honrado» pelo facto de «ser em Lisboa que se vai realizar uma cimeira muito importante».

É realmente uma honra receber os Senhores da Guerra para decidirem o novo Conceito Estratégico para a guerra e para a  mortes. Uma honra tão grande que ninguém se preocupa com os milhões que custa quando se retiram abonos de familia e salários em nome da crise. Uma honra tão grande como a que sentiu o Durão Barroso a receber os assassinos da guerra do Iraque nos Açores. Uma honra ter uma capital citiada para proteger os Senhores dos cidadãos que dizem proteger quando largam as suas bombas. Uma honra que eu dispensava bem.
23
Out
10

Hoje é dia de Tango

23
Out
10

Olhem para mim,…por favor

Parece que o Paulo Portas resolveu dar agora uma de responsavel e patriótico e já admite viabilizar o orçamento se o PS e o PSD não chegarem a um acordo. Mais lenha para a fogueira e uma maneira de ver se alguém lhe presta alguma atenção. É que cada vez mais os partidos de alterne se “vendem” como únicas alternativas retirando-lhe cada vez mais espaço eleitoral.
Para mim, patriótico mesmo era rasgar este orçamento e correr com toda esta cambada daqui para fora.
22
Out
10

A patroa e os cozinheiros do orçamento

Vai o Passos Coelho tornar a pedir desculpa aos portuguêses?
22
Out
10

A Estátua

 

Segundo o Paulo Rangel, “Manuela Ferreira Leite merece uma estátua”. Posso não concordar com ele, mas aqui lhe deixo uma ideia se deseja tanto fazer-lhe uma.

21
Out
10

Ultimatum

21
Out
10

Os dançarinos

20
Out
10

Uma árvore com muitas bolinhas

“As duas primeiras vezes a intervenção do FMI deu um ‘resultadão’, mas desta vez tenho medo”, afirmou Silva Lopes
Um cenário de intervenção do FMI “acabaria por impor sacrifícios bem mais penosos a todos nossos”, defende Fernando Teixeira dos Santos
Do Cavaco ao Soares, não há quem não nos venha acenar com o papão do FMI. São as inevitabilidades. Inevitabilidade de perdermos direitos e salários. A inevitabilidade do capitalismo e dos mercados. A inevitabilidade de ficarmos mais pobres para que alguns possam ficar muito mais ricos. A inevitabilidade do Teixeira dos Santos tirar as bolinhas da àrvore de Natal.
20
Out
10

O que andam a fumar no Vaticano?

Homer Simpson é “um verdadeiro católico”. Para o jornal diário diário do Vaticano, o “L’Obsservatore Romano“, o boneco amarelo que tem duas grandes paixões (donuts e a cerveja Duff) é um crente que faz de tudo para o esconder.

Nem faço comentários

19
Out
10

Quando o telefone toca – 5

19
Out
10

Quando o telefone toca – 4

19
Out
10

Quando o telefone toca – 3

19
Out
10

Quando o telefone toca – 2

19
Out
10

Quando o telefone toca – 1

Teixeira dos Santos afirmou ainda que está disponível para negociar a aprovação do Orçamento com a oposição mas até agora o telefone ainda não tocou.

Telefonem lá oa homem que já não há paciência para toda esta palhaçada do Orçamento. O coitado está para ali ao pé do telefone, nem dorme e ningém lhe liga.
Mas, se está farto de esperar diga-nos o número que talvez os cidadãos deste país gostassem de dar a sua opinião sobre esse belo documento que este governo defecou.

18
Out
10

A morte do multiculturalism

As declarações de Angela Merkel foram proferidas num momento em que aumenta o sentimento anti-imigrante na Alemanha. «A abordagem multicultural [à questão da imigração] falhou, e falhou profundamente», afirmou Angela Merkel, dias após o líder da CDU, Horst Seehofer, ter declarado que «o multiculturalismo está morto». As palavras de Merkel são as mais fortes alguma vez ditas por um líder alemão da era democrática em relação aos 16 milhões de imigrantes que vivem no país.

Uma das coisas que me deixa triste é saber que vou deixar aos meus filhos um mundo em retrocesso civilizacional, um mundo que se encaminha para mais uma idade média de obscurantismo. Cultura, solidariedade e cooperação estão a ser substituidas pela imposição, autoritarismo e poder. A Europa multicultural, que tanto a enriqueceu, a Europa solidária, a Europa da Democracia é já coisa do passado. Os imigrantes que foram utilizados como mão de obra para o desenvolvimento são agora vistos como inimigos. A extrema-direira fascista e xenofoba ganha terreno, deputados em Parlamentos e até se torna parceira em coligações de governo. A direita que se dizia centrista e democratica começa a copiar o seu discurso, as suas ideias e as suas práticas. A Europa e o mundo caminham rapidamente para a conflitualidade e, como a história mostra, para mais guerras, miséria e desgraça. Sarkosis, Berlusconis e Merkels são gente que colocam os seus interesses imediatos à frente de qualquer ideia de futuro. Vendem a alma, se é que ainda a têm, pisam tudo e todos se isso lhes garantir o poder. Apelam aos piores sentimentos dos seus povos e destroiem todo e qualquer ideal de humanismo. Se há coisa de que me posso orgulhar é de sempre ter tentado criar os meus filhos nos valores da igualdade, da partilha e da solidariedade. Fica contente quando os vejo brincar, falar e conviver com gente de todas as raças e condições sociais. Fico triste quando vejo outros, mais velhos e bem mais responsaveis, apregoarem o racismo, a insensibilidade social e o ódio. Que raio de Europa esta, comandada por gente desta, onde nos fomos meter.




Indignados Lisboa

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