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Jun
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O Povoador

Não ouvi o discurso do 10 de Junho do Cavaco em direto porque, quando liguei o rádio, tinha ficado enjoado com o do António Barreto. Ver um “funcionário” que trabalha para o merceeiro do Pingo Doce, arrogar-se no direito de transformar em urgente desígnio nacional o seu pensamento pessoal sem que ninguém lhe tenha passado uma procuração para isso. Ai a maldita da Constituição que é necessário atirar para o lixo e colocar lá outra bem mais amiga do poder de impor, do poder do dinheiro e do poder de silenciar. Desliguei o rádio enjoado.
Ouvi mais tarde um pouco daquilo que o Sr. Silva tinha dito e, surpreendentemente até concordei com algumas coisas. Estranhei que de o discurso de “não se podem pedir mais sacrifícios aos Portugueses” quando da tomada de posse, tenha passado para um de “os portugueses precisam de aceitar mais sacrifícios”, mas concordei quando falou da necessidade de repovoar o país e de refazer a nossa agricultura. Há muito que o defendo mas, há sempre um mas, custa-me ouvir este discurso de quem foi um dos principais responsáveis pelo fim da nossa agricultura quando foi Primeiro-Ministro. Nunca se pagou tanto para arrancar tantas culturas e nunca se desertificou tanto o interior. Estou farto desta política de hipocrisias. Uma nova forma de democracia participativa é urgente.

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