Arquivo de 19 de Julho, 2011

19
Jul
11

O valor do Euro

Muito gosta este país de discussões estéreis só pelo prazer da discussão. O Cavaco, que não tem nada de útil para dizer, lembrou-se de defender a desvalorização do Euro como uma boa solução para os problemas do país. Claro que houve quem viesse logo dizer que era um tremendo disparate que bom é haver um Euro forte para logo outros saírem em apoio à ideia. Partidos, candidatos a líderes, economistas, políticos e comentadores já todos têm uma opinião. A questão é para quê discutir um assunto quando não está, nem vai estar, nas nossas mãos o valorizar ou desvalorizar o Euro. Quem manda no Euro são o donos da Europa, o BCE e os mercados e nós não temos sequer voz no assunto. Podemos discutir se Portugal deve estar dentro ou fora do Euro, se devemos pagar, renegociar, auditar ou não pagar a divida, se queremos ou não fazer parte desta União Europeia e, mesmo isso tenho dúvidas que nos permitam escolher. É que  há muito que a nossa soberania tem vindo a ser desbaratada e já pouco resta.

PS: Se o Sr.Silva quer desvalorizar alguma coisa, “desvalorize” o orçamento de 17 milhões de Euros do Palácio de Belém. Afinal é ele que defende que sacrifícios têm de ser para todos.

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19
Jul
11

Fenomenologia do ser Passos Coelho

Numa entrevista a uma revista francesa Passos Coelho tentou vender a imagem de um grande gestor de enorme cultura, tão culto, tão filosofo que até leu Kafka muito depois da ‘Fenomenologia do Ser”, de Sartre. E Voltaire mais cedo do que Eça”. Só que, se há coisa em que não se deve fazer é querer mostrar cultura que não se tem. Rapidamente foge o pé e cai-se no ridículo. Mas, honra que seja feita que conseguiu ler um livro do Sartre que este nunca escreveu. O Pacheco Pereira já o desancou escrevendo que Não existe nenhuma ‘Fenomenologia do Ser’ de Sartre. Passos Coelho, em mais uma entrevista do nada, resolveu atribuir-se uma biografia do nada”. “Fenomenologias só conheço as de Hegel e de Husserl”. “A mania para mostrar cultura dá como resultado o ‘Concerto para Violino’ de Chopin e as mesas de cabeceira cheias de Eça”. “Esta mania de querer parecer culto traduz um problema de carácter”. Passos “é um produto de marketing, como Sócrates”, concluiu. 
Os defeitos estão lá todos só que menos inteligente que o seu antecessor, digo eu.



Indignados Lisboa

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