Arquivo de 10 de Setembro, 2011

10
Set
11

Sessão parlamentar para lamentar


O Parlamento rejeitou, com os votos do PSD, PS e CDS-PPdois diplomas apresentados pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda (BE) relativos ao exercício dos poderes de controlo e fiscalização pelo Parlamento sobre os serviços de informações e o segredo de Estado e onde se pretendia criar um “período de nojo” de três anos para impedir o”salto dos serviços de informações para o setor empresarial”.  O argumento para os chumbos dos diplomas foi de onsiderarem existir uma “ténue a fronteira entre oportunidade política e oportunismo político”, adiando para outra data posterior a apresentação de diplomas alternativos sobre o assunto.

Não é a não aprovação destes diplomas, é a própria recusa à apresentação de argumentos válidos que façam destes diplomas maus diplomas. É ser o “Dejá vú” de tantas outras leis chumbadas da mesma forma, como por exemplo o enriquecimento ilícito ou a corrupção. Promete-se uma lei para mais tarde, para melhor oportunidade que nunca chega. Para eles a lei está é optima porque garante uma abrangencia larga suficiente para permitir que há espaço para escapar em caso de necessidade. Por isso, e não por não os haver, é que as prisões não estão cheias de corruptos, que o enriquecimento ilícito, por isso ilegal não é penalizado e que, de vez em quando, lá apareçam “trapalhadas” nas nossas secretas. Os culpados estão também nas bancadas do parlamento por nada fazerem para o impedir.

Anúncios
10
Set
11

A morte da saúde

Um terço dos hospitais-empresa chegou a uma situação limite e não há solução à vista. Ontem o ministro da Saúde alertou para a situação dos hospitais EPE, que representam mais de metade do parque hospitalar nacional, e que precisam de aumentar o capital 3 mil milhões de euros, depois de um défice que chegou aos 322 milhões de euros em 2010.
Os cortes na área da saúde podem também afetar a colheita de orgãos para transplante. O Ministério da Saúde não ficou surpreendido com os pedidos de demissão dos responsáveis da Autoridade do Sangue e Transplantação, tendo garantido que a qualidade e acesso aos transplantes se vão manter apesar dos cortes anunciados.
Com o objetivo de reduzir o défice na Saúde e poupar 19 milhões de euros, a partir de outubro o Governo deixa de comparticipar três vacinas e as pílulas contracetivas. O porta-voz do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos considera a medida “desumana”.
O Ministro Paulo Macedo diz que não quer ser o coveiro do Serviço Nacional de Saúde mas corre o perigo de se tornar o coveiro de muitos portugueses. Não pode ser na qualidade da saúde dos cidadãos que se vai resolver o problema do défice público. Iam cortar nas gorduras do estado e afinal cortam é na vida dos cidadãos. Todos gostam muito de louvar o Paulo Macedo pelo seu trabalho nas Finanças, (embora me pareça que foi mais propaganda que realidade pois a fuga aos impostos continua em alta), mas cortar em impostos é diferente de cortar na saúde dos portugueses. Não se resolvem os problemas da economia cortando na esperança de vida.
A maior parte da divida da saúde é causada por algo que muitos criticaram quando transformaram alguns hospitais em empresas e outros em parcerias publico-privadas. Transformar a saúde num negócio é uma vergonha civilizacional.
Sempre paguei os meus impostos e se há área onde considero que são bem gastos é na saúde. Se morrer alguém devido às políticas deste ou de qualquer outro governo os responsaveis deveriam ser acusados de homicidio.




Indignados Lisboa
Setembro 2011
S T Q Q S S D
« Ago   Out »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Blog Stats

  • 711.096 hits

Anúncios

%d bloggers like this: