Arquivo de 14 de Setembro, 2011

14
Set
11

Educação às escuras

Ainda me lembro de há pouco tempo não haver inverno em que não passassem nas nossas televisões reportagens em que se viam crianças e professores enrejelados em velhas escolas, um por todo este país, sem condições nem aquecimento. As criticas eram muitas e justificadas.
Não sou um fã da governação dos Socretinos, tenho muitas dúvidas sobre a forma como muitos dos negócios foram adjudicados e feitos, questiono a opção das mega-escolas,  mas tem de se reconhecer que ao nivel das condições e equipamentos muito foi feito. Há hoje mais escolas bem equipadas e com melhor material pedagógico. (Pena que não se tenha apostado também ao nivel do número de professores e auxiliares).
Fomos agora confrontados com a informação de que muitas escolas não têm condições para pagar a luz devido ao aumento do IVA sobre a electricidade. Passos Coelho, na abertura do ano lectivo, sobre o aumento do IVA na luz e no gás natural, reiterou não haver excepções. «O desafio que as escolas têm não é muito diferente que a maior parte das famílias tem também, que o país vai ter de enfrentar, que é o de conseguir poupanças energéticas que permitam, com o aumento da factura, que os nossos orçamentos possam abarcar esse tipo de despesas». “Por erros de concepção, houve várias escolas, sobretudo desta nova vaga, que foram reabilitadas ou feitas de novo ao nível da Parque Escolar”, que levaram ao “aumento dos encargos com consumos eléctricos muito para além daquilo que é normal” nas escolas. “Elas já estavam com dificuldades, o que significa que alguns desses projectos terão de ser revistos de modo a que as escolas possam fazer face, nos seus orçamentos, a esse tipo de despesas”, afirmou.
Será que vamos voltar aos tempos em que os alunos estavam mais preocupados em aquecer os pés e as mãos que em ouvir o professor?
Será que era possivel haver escolas tecnologicamente mais evoluidas, melhor equipadas e com melhores condições sem que isso representasse um aumento de consumo de electricidade?
Não é o IVA um imposto cobrado pelo Estado pelo que facilmente poderia esse mesmo estado redericionar uma verba idêntica à recebida para as escola que são da responsabilidade do próprio Esatado?
Será que vamos ter de continuar a ouvir o  Miguel Sousa Tavares comentar nos telejornais que também ele estudou em escolas frias e isso não o impediu de aprender? (Grande besta).
Será que não é possível criar um pequeno imposto sobre os lucros de milhares de milhões da monopolista EDP para cobrir o custo da electricidade das escolas?
Será que não é mais importante oferecermos aos nossos filhos uma escola de qualidade e com boas condições de aprendisagem?
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14
Set
11

A Lamentavel história da Branca de Neve

Esta história da Branca de Neve é infelizmente pouco educativa embora nos ensine bastante sobre a forma como os sindicatos dos professores nunca deveriam ter actuado.
Os professores e os seus sindicatos pareciam finalmente ter percebido a forma como as lutas por aquilo que consideram ser justo devem ser feitas. Uniram-se os sindicatos e os professores esqueceram a cor partidária e todos se uniram contra a bruxa Maria de Lurdes Rodrigues. Uma união que desaguou em duas enormes manifestações em Lisboa e que seriam suficientes par o fim do processo de avaliação e para o adeus da Sinistra Ministra. Pela primeira vez em muitos anos uma luta de trabalhadores estava a sair vitoriosa, mas surprendentemente o Mário Noguerira resolveu morder a maça envenenada e assinar o famoso “Memorando de entendimento” que desuniu os professores, manteve tudo na mesma e salvou a Ministra de ir para a rua. A partir dai nada foi o mesmo e, mesmo depois do Sócrates ganhar as eleições e ter substituido a Sinistra pela “Aventura” Isabel Alçada, uma versão light da anterior, nem os sindicatos tiveram as respostas que desejavam nem aceitaram as propostas de avaliação que lhe apresentaram. A luta dos professores deixou de ter um objectivo concreto e mais parecia servir as agendas politicas do Mário Nogueira. A luta deixou de ser contra a Ministra e sobre educação para passar a ter como objectivo o derrube do próprio Sócrates. Compreendo que correr com os Sócretinos fosse uma necessidade, mas já custa a entender que isso seja feito à custa de o substituir por um governo mais de direita e que só veio agravar o que já estava mal. Um governo de direita que o Mário Nogueira parece gostar pois toda a agressividade de mostrou antes foi substituida por uma estranha complacencia. Milhares de professores foram “despedidos” e o sindicato só esboçou um protesto, continuam a fechar escolas e a encafuar mais alunos em cada sala de aulas e isso não parece icomudar muito e finalmente é aprovado uma Avaliação de Professores com muito daquilo que antes era considerado inaceitavel e, embora sem o acordo oficial do Mário Nogueira que se ficou pelo aceitar colocar a assinatura numa estranha acta e que aconselhou os professores esquecerem o assunto, sugerindo-lhes “virem a página para outros problemas maiores que têm pela frente”. Simplesmente lamentavel.




Indignados Lisboa
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