Arquivo de 18 de Setembro, 2011

18
Set
11

Professores a dias


A nova medida do ministério da Educação e Ciência, que obriga as escolas que contratarem professores a avançarem com vínculos de renovação mensal, surpreendeu os diretores de escola, que pensaram que se tratava de um erro informático.

Os professores têm sido uma classe profissional sob fogo cerrado do poder. Lembro-me de em tempos ter lido um estudo em que os professores eram uma das profissões mais consideradas pelos portugueses e os políticos a classe que menos lhes merecia confiança. Será uma vingança? Porque andam a humilhar desta forma aquela que devia seruma das profissões mais nobres da nossa sociedade?
Há certamente razões económicas para tudo o que tem acontecido no ensino em Portugal, mas também devia haver mais consideração por aqueles que ensinam os nossos filhos e não podem ser tratados como tarefeiros. Ensinar é uma tarefa demorada e que obriga a um plano de trabalho e a muita paciência. Infelizmente tudo isso parece estar a ser esquecido pelo poder e os seus sindicatos mais preocupados em cumprir as suas agendas politicas de interesses. Dividir para reinar tem sido a políca e é cada vez mais difícil voltar a ocupar as ruas de Lisboa sobretudo após o triste caso do Memorando de Entendimento. Aos professores o que lhes resta é a sua dignidade e era em seu nome que deviam unir-se e voltar às ruas. Os professores não são “Mulheres a Dias” nem podem  são descartaveis. Unam-se, não em nome de interessezinhos pessoais mas em nome da dignidade do trabalho que fazem. Mobilizem-se para as Manifestações de 15 de Outubro e vamos correr com toda esta escomalha que se banqueteia nas mesas do poder. Mobilizem-se não só os que hoje estão a ser prejudicados, (não o estamos a ser todos em nome dos sacrificios para salvar o sistema capitalista?), mas também aqueles que exigem que o ensino seja um trabalho feito com dignidade em nome dos nossos filhos.

18
Set
11

Na Madeira o Natal é quando o Jardim quiser


Depois de esta manhã se ter ficado a saber através do INE e do Banco de Portugal que a Madeira escondeu mais de 1100 milhões de euros em ‘novas’ despesas entre 2008 e 2010 as Finanças confirmam agora que o exercício deste ano tem “riscos” que ainda vão ser avaliados (actualmente o desvio é de 568 milhões de euros). Os próximos anos também são uma incógnita.»
Afinal a metade do meu 13ª mês que me vai ser retirado já era para o colossal buraco da Madeira e hoje podemos já imaginar para onde irá a outra metade; para o buraco sem fundo em que está transformada a Madeira do Jardim. Para ele o Natal chega  cedo.




Indignados Lisboa
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