Arquivo de 12 de Novembro, 2011

12
Nov
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O inevitável eventual fracasso

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, acusou o PCP e ao BE de serem os promotores de um eventual fracasso do programa de resgate financeiro. “Permitam-me aqui notar, com desgosto, que são aqueles que repetidamente referem a inevitabilidade do fracasso do programa que mais dividem os portugueses e favorecem, por acções e atitudes, tal desfecho”.

Se eu fosse do PCP ou do BE certamente que me sentiria muito orgulhoso com estas palavras do Ministro. Ser acusado de contribuir para o fracasso deste programa de resgate é injusto porque ele fracassará por si próprio sem ser necessário fazer nada por isso. O pior é que de fracasso em fracasso quem se vai lixar sempre são os mesmos. É por isso importante não se ficar só com a fama de ser o responsável pelo fracasso é preciso evitá-lo evitando que se siga esse desastroso caminho. O PSD e o CDS têm a maioria absoluta ainda mais com a estranha “abstenção violenta” do PS, mas sabendo que a legitimidade deste governo há muito foi desbaratada nas mentiras do Passos Coelho, há que fazer na rua aquilo que esta democracia podre não deixa fazer no Parlamento. Impedir este Orçamento de ser aprovado e este governo de conduzir este país de austeridade em recessão obrigando a mais austeridade que só pode agravar ainda mais a recessão, numa espiral de miséria e pobreza, é essencial. É na rua que o podemos fazer, exigindo uma nova forma de democracia mais directa e mais participativa em que os metirosos sejam corridos e os corruptos castigados.

12
Nov
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Otelo, os militares e os seus limites


Otelo Saraiva de Carvalho defende que “se forem ultrapassados os limites” a resposta deve ser um “golpe militar para derrubar o governo” e não em manifestações como a que está marcada para sábado próximo. Esse golpe, acrescenta Otelo que até seria “mais fácil” de levar a cabo actualmente do que o de 1974.
O presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS) manifestou-se hoje contra as declarações de Otelo Saraiva de Carvalho, considerando que as revoluções “não se anunciam na comunicação social”.

Tem razão o Presidente da ANS quando diz que as revoluções não se anunciam, elas fazem-se. Já o Otelo, não anunciou nada, o que fez foi dizer de sua justiça com a experiência de quem já uma vez participou no derrube de um governo anti-democrático. Agora é legal fazerem o desfile faltando saber se o que procuram é ajudar os cidadãos deste país ou só procuram ajudar-se a si mesmos. Quanto ao mentiroso do Passos Coelho e a sua camarilha talvez ainda venham a descobrir que mais valia uns tumultos. Como diz o Otelo há limites para tudo.




Indignados Lisboa
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