Arquivo de 15 de Novembro, 2011

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Sie sind ein Esel

Uma cena do Conselho de Ministros relatada por Maria João Avillez
Numa intervenção do ministro da Economia submeteu ao Conselho de Ministros as suas medidas para intervenção na economia. Terminada a exposição, o ministro Vítor Gaspar afirmou seca e cortantemente: “Não há dinheiro”. Mas Santos Pereira insistiu; e então o ministro das Finanças retorquiu-lhe apenas: “Qual das três palavras é que não percebeu?”

Se o Primeiro-Ministro não estava preparado e é incompetente para governar um país a sua única aposta é colocar todo o poder num tecnocrata como o Vitor Gaspar que se comporta, ou melhor, é um pequeno ditador. Ditador para o simplesmente atarantado Álvaro. Ditador para o próprio Passos Coelho que dança à sua música. Ditador para um povo que não respeita com a sua total falta de sentido social e não se importando de o mandar para a miséria em troca da opinião dos seus mercados. Ditador ainda para um país que condena ao empobrecimento e, ainda por cima, Gaspar rima com Salazar.

15
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A Nova De(s)mocracia Europeia

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, sobre a nomeação de Mario Monti para substituir Silvio Berlusconi na liderança do governo, afirmou que a Itália «precisa de reformas e não de eleições»

Depois de proibirem o ex-Primeiro-ministro grego Papandreus de fazer um referendo ao povo grego sobre se queriam aceitar as novas medidas de austeridade que lhes eram impostas, de o substituírem por um homem de confiança do BCE, Lucas Papademos, chegou agora a vez de em Itália nomearem outro burocrata de confiança da UE para liderar a Itália e afastarem a necessidade de haver eleições antes de 2013. A democracia é coisa que esta Europa desdenha e cada vez mais repudia vivamente. Como se não bastasse que esta democracia representativa em que vivemso já pouco tenha de democrático, como provou a recusa em questionar os povos sobre os tratados que nos impuseram e possibilitar que quem é leito possa fazer o que quer, mesmo tendo sido eleito com base em mentiras e aldrabices, durante quatro anos sem haver um mecanismo que permita aos cidadãos correr com ele, chegou agora a hora de já nem quererem que os governos sejam eleitos pelos seus povos.
Os partidos mais à esquerda, os sindicatos e muitos cidadãos têm protestado nas ruas contra o aumento de impostos, pela redução de salários e roubo dos subsídios de férias e Natal, pela privatização daquilo que é publico e de todos nós, pelo aumento dos preços e destruição do estado social. é uma luta justa e que merece ser travada, mas mais importante, aquilo que realmente nos devia levar a todos a protestar e a ocupar as ruas era a exigência de uma verdadeira democracia em que todos tivéssemos o direito e o dever de participar nas decisões que condicionarão o nosso futuro. Um democracia mais participativa em que pudéssemos correr com os “Migueis de Vasconselos” da actualidade, onde pudéssemos exigir mais respeito e dignidade para todos recusando sermos tratados como mercadorias nas mãos de banqueiros e políticos corruptos. É numa nova forma de democracia que se encontra a resposta para um melhor futuro e não neste fascismo liberal escondido sob a mascara de democracia. Esta é a luta essencial e que permitirá a mudança.




Indignados Lisboa
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