Arquivo de 5 de Dezembro, 2011

05
Dez
11

Uma Constituição que até (os) queima

«O empresário Joe Berardo diz que o Presidente da República não tem conseguido manter o compromisso de “defender os portugueses”, nem explicar o seu envolvimento em algumas situações polémicas, pelo que deve “pedir a resignação” do cargo.»

Eu normalmente não concordo com aquilo que este Joe diz, e não é por nem saber falar um português minimamente português, mas sim pelas suas opiniões e oportunismo. Mas, neste caso até tenho de concordar com ele que este Sr. Silva devia resignar. O melhor mesmo era que nunca tivesse sido eleito por todo o mal que já tinha feito a este país e, se não resignar todo o que ainda virá a fazer.
As funções do Presidente no nosso regime é quase de figura institucional, mas algumas funções importantíssimas como a obrigação de velar pelo cumprimento da Constituição. Este governo já deu mostras de não ligar nenhuma à lei fundamental da republica Portuguesa e cabe ao Presidente a obrigação de pôr cobro a isto. terá o Sr. Silva coragem para isso? É que ao que parece a Constituição começa a queimar-lhe as mãos.

PS: Já agora Sr. Silva, se fizer um favor ao seu país e antes de resignar, agradecíamos que demitisse o Passos Coelho e toda aquela cambada de Álvaros, Relvas e Gaspares que o acompanham.

05
Dez
11

Autarquias: Uma aventura perigosa

O ministro Miguel Relvas foi fortemente contestado neste sábado, quando foi encerrar o congresso da Associação Nacional de Freguesias. Metade dos 1600 congressistas abandonaram a sala onde decorreram os trabalhos, em Portimão. Uma forma de virar as costas à proposta de extinção de freguesias defendida pelo Governo. No final, Relvas disse que o clima de contestação foi gerado e estimulado propositadamente contra si. Uma acusação sem destinatário, dado que se recusou a identificar os autores.
Interrompido diversas vezes por vaias e palavras de contestação, o ministro garantiu que a reforma administrativa do país irá para a frente. “Vamos ser claros. Esta reforma da Administração Local é uma exigência geracional e o Governo está determinado na sua concretização”.

Este governo acobardou-se quando soube que teria de mexer nas autarquias, onde é o partido com mais Municípios e Freguesias e onde mantêm muita da sua força e satisfaz muita da sua clientela, interna e externa. O cartão do partido é garantia de empregos e tachos e negócios para muitos empresários, empreiteiros e comerciantes. Resolveu por isso poupar os municípios, de onde sabiam vir muito maior contestação, e atacou os mais fracos; as freguesias.
Mas, as freguesias, até mais que as Câmaras Municipais, são a ligação mais próxima das populações ao Estado para a resolução dos problemas locais e, se nas grandes cidades isso não se faz sentir muito, nas pequenas aldeias isoladas do interior é uma necessidade. São também, para todos aqueles que desejam e exigem uma nova forma de democracia, mais participativa e que respeite a opinião dos cidadãos, o local indicado para conseguirem iniciarem a mudança. Movimentos de cidadãos podem concorrer às eleições para criarem uma relação muito mais próxima e directa com os fregueses, levando para as Assembleias de Freguesia as propostas decididas por Assembleias Populares convocadas para discutir os problemas e encontrar as melhores soluções.
Fizeram por isso muito bem todos aqueles que o vaiaram
e lhe viraram as costas. Agora é iniciar a luta para tentar travar mais este ataque do poder à qualidade de vida de todos nós.




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