06
Dez
11

A subserviencia dos miseráveis

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apelou hoje a um consenso nacional em volta de uma posição portuguesa face à possibilidade, defendida pela Alemanha e por França, de aprovar um novo tratado europeu. A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy debateram formas de “repensar e refundar a Europa”, um plano que prevê um novo tratado europeu que reforce a governação económica na Europa.

A Europa é uma ditadura Germano/Gaulesa, em que os seus lideres põem e dispõem de como os governos, subservientes,  devem governar.
Sei que muitos defendem uma Europa e um país, que muitos defendem o federalismo, que os países deixem de o ser para se tornarem em simples regiões de um país maior e que se abdique da independência. Não vou agora aqui defender um lado ou o outro mas só realçar que com a forma como a Alemanha e a França se têm portado, mandando e impondo as suas opiniões a todos os outros, não podemos ficar descansados de que a Democracia continue a existir, (se é que ainda existe), que a liberdade não passe a ser uma memória e que não passemos a ser considerados cidadãos de segunda às ordens de uma raça ariana armada em raça superior.
Paulo Portas fala em procurar o consenso nacional, abrindo já a porta ao compadrio politico e renegando a possibilidade de dar a voz e a decisão do povo através de um referendo. O poder não gosta de referendo, como se viu na altura do Tratado de Lisboa e até, mais recentemente, na Grécia com a ajuda externa e os pacotes de miséria que a acompanhavam. O poder não gosta de dar a voz aos seus povos pois podem decidir de forma diferente daquela que eles querem e desejam. Não sei qual é a definição que alguns dão à Democracia, mas na minha, mesmo numa democracia minimalista como é aquela que temos, isto é ditadura. Vamos exigir que nos devolvam a democracia que nos estão a roubar e aproveitemos para exigir uma outra democracia, mais participativa e onde a palavra dos cidadãos conte mais que as opiniões de um qualquer politico. Uma democracia em que a Constituição não seja feita palavra rasa.
Esta não é uma luta que nos podemos dar ao luxo de perder porque é todo o futuro, o nosso, o dos nossos filhos e netos que está em causa. Esta é uma luta que cabe a todos, uma luta que não é travada no sofá em frente da televisão, uma luta que tem de ser feita na rua, na ocupação do espaço público e na exigência da mudança. Não é hora de resignação nem de comodismo porque não há outra hora que não esta para o fazer.


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