Arquivo de 7 de Dezembro, 2011

07
Dez
11

Anda por aí um travo salazarento

«Agora é tempo de acabar com os direitos adquiridos e encontrar uma carta dos deveres atribuídos a todos os portugueses, de alto a baixo. Agora é tempo de acabar com utopias e ilusões, soberanias e independências. Agora não é tempo para o exercício de democracias directas ou indirectas. Agora já não há tempo para hesitações ou referendos sobre o que se vai passar na Europa e em Portugal. Se Vítor Gaspar tem razão quando diz que “não há dinheiro”, não é menos verdade que Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica. A ordem está falida e os frades famintos. »
(Editorial do i de António Ribeiro Ferreira)

A falta de decoro, de vergonha e dos mais básicos princípios democráticos que começam a surgir na nossa sociedade é preocupante e mostra a importância de todos nos unirmos na defesa de um valor fundamental que é a liberdade. Sem ela somos escravos de um qualquer Senhor que imporá a sua lei à força da perseguição e da violência. Este texto deste tal António Ribeiro Ferreira é um atentado à própria liberdade que lhe permite escrevê-lo e dar a sua opinião. Mas, o que se torna mais grave é que este texto reflecte em grande parte a postura e a forma como este governo se tem comportado. Como muito bem escreveu o “amigo” do blog o Jumento, “Este artigo é a melhor opinião que já se escreveu em apoio dos valores ideológicos de Vítor Gaspar”.

07
Dez
11

2.000 milhões de euros. Querias? Toma!

O primeiro-ministro revelou numa entrevista a existência de um excedente de 2 mil milhões de euros, mas reforçou, no Porto, que não há almofadas.

Não há almofadas mas há dois mil milhões que lhe caíram do céu e que nós ainda iremos ter de pagar. Isto vem dos 6 mil milhões conseguidos com a transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado. Quatro ficam já com os bancos e sobram dois para poder gastar neste Natal em prendas para os amigos. Com este dinheiro, se o desejasse, podia dispensar o corte no subsidio de Natal, podia aliviar um pouco a violência com que está a sobrecarregar os portugueses e a miséria e pobreza que está a criar. Podia mas não quer.
Seis mil milhões que todos nós acabaremos por pagar pois a segurança social vai passar a ter de pagar as pensões da banca que segundo parece são mais de 500 milhões de euros por ano. Depois lá virá a velha conversa da necessidade de mais anos de trabalho e menores reformas para a sustentabilidade da Segurança Social.




Indignados Lisboa
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