Arquivo de 30 de Dezembro, 2011

30
Dez
11

O ano velho e o novo que vão fiando

O ano velho está a acabar sem deixar grandes saudades e o novo que aí vem já padece dos mesmos males mas agravados pelas politicas de empobrecimento que este Gaspar insiste em impor. Do velho sobra o acordar de muita gente para a necessidade de intervirem na vida deles e dos outros e  para o novo que decisões posso eu tomar?
A primeira é evidente e obrigatória; a de continuar a lutar contra este governo e estas politicas, defendendo a liberdade e a necessidade de uma nova democracia. Depois há o deixar de fumar, (uma vez mais), o libertar-me mais do comodismo, passar mais tempo útil com a família, voltar a pintar, fazer uma horta e também continuar a partilhar com os outros, mais ou menos jovens, a aprendizagem, minha e deles,  desta nova forma de  estar em sociedade e tomada de decisões.
Não é muito, mas já não era mau.

30
Dez
11

A morte do Sistema Nacional de saúde

Em Setembro, o tempo médio de espera por um exame era de 105,7 dias, mais de três meses, quando em Agosto não passava de 96,4 dias. “Há situações variáveis, depende não só das solicitações como da capacidade de resposta das unidades, mas a proibição de os hospitais recorrerem às unidades com convenção com o SNS veio piorar os tempos de espera. E é provável que ainda subam mais”.»
«”Um doente que esteja em estudo pela primeira vez, e para o qual ainda não haja diagnóstico, não pode esperar três meses para fazer um exame. No máximo um mês, e mesmo assim é variável”, afirmou José Manuel Silva, o bastonário da Ordem dos Médicos. “E se se descobre que o doente tem um cancro?”, questiona, em forma de alerta.

Se tem um cancro a culpa deve ser do doente porque resolveu adoecer de ser produtivo. Acredito que haja quem considere mesmo que só adoeceu para não ter de trabalhar e viver à custa da Assistência social.
É o respeito pela própria vida que estas politicas e estes ataques ao SNS perpetrados por este Ministro e este governo colocam em causa. Quem não se lembra de ver os mesmos senhores a reclamarem das listas de espera para consultas e cirurgias defendendo o recurso ao privado se o serviço público não conseguisse atender os beneficiários em tempo útil. Hoje, que é na sua mesa que caiem as contas para pagar fazem exactamente o contrario daquilo que defendias. Até os Bombeiros já começam a recusar-se a fazer o transporte de doentes não urgentes por considerarem insuficiente o pagamento feito pelo serviço. É o próprio serviço e a saúde dos cidadãos que é colocado em causa. Aumentam as taxas moderadoras para mais do dobro e cortam na qualidade dos serviços e a Troika ainda vem exigir que se corte mais metade do orçamento destinado à saúde. Este é o caminho que vemos seguir se nada fizermos. Indignemo-nos.




Indignados Lisboa
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