Arquivo de Dezembro, 2011



24
Dez
11

Feliz Natal de 2011

Sem saber como será o amanhã, se a esperança vai renascer numa nova forma de democracia mais participativa e justa ou se uma longa noite de fascismo e ditadura vai cair sobre todos nós, preparo-me para passar mais um Natal na companhia da minha família e daqueles que amo acima de tudo, da minha companheira, dos meus filhos e todos os que não me deixam desistir de lutar por um mundo melhor. Estou por isso longe da Internet rápida, do PC com capacidade gráfica e das noticias deprimentes das televisões, rádios e jornais. Como sempre tenho tentado fazer nestes casos vou tentar continuar a alimentar este blog, mesmo sabendo das limitações técnicas que me limitam. Peço por isso desculpa se a qualidade das imagens sofrerem com isso ou os horários das postagens forem alterados e aproveito para desejar a todos um Bom Natal e a esperança de que juntos vamos conseguir fazer deste país uma terra mais justa e livre. 2012 é tempo de luta, de mudança e de vitória se todos o desejarmos.
Um abraço a todos.

Kaos

23
Dez
11

O nosso Cabo da Tormentas

Passos Coelho afirmou que se 2012 será “um ano muito difícil”, 2013 será diferente: “Tenho a convicção e a certeza de que atingiremos as metas de 2012 e a partir de 2013 estamos confiantes de que Portugal terá dobrado o cabo das tormentas”.

Mas, a nossa maior tormenta actualmente não é ele próprio?

23
Dez
11

Está na hora de partirem

O eurodeputado Paulo Rangel, do PSD, propôs a criação de uma agência nacional para ajudar os portugueses que queiram emigrar. «Até devemos pensar, se houver essas oportunidades, em gerir esse processo. Talvez fosse uma forma de controlar os danos». A ideia de criar um sistema de apoio à emigração, seria uma mais-valia vocacionada essencialmente para as camadas mais jovens e qualificadas da população portuguesa.

O mais grave de tudo isto é que esta gente acredita mesmo naquilo que está a dizer sem sequer pensar no que afinal aquilo que dizem quer dizer. Propor aos professores e aos jovem licenciados que emigrem é negar o futuro ao país. É aceitar que Portugal tem de ser um país miserável, de baixos salários e baixas qualificações, de rédea curta nos direitos laborais, não soberano e subalterno aos poderes dos mais ricos. É aceitar o que que é inaceitável e, como pelos vistos eles não o conseguem entender então também não têm condições para governar.

22
Dez
11

A vida fácil do Sr. Silva

O Presidente Cavaco Silva destacou o erro de Portugal ter investido excessivamente na produção de bens não-transacionáveis. Segundo ele, os portugueses beneficiaram do Euro e tiveram “uma vida fácil”.

Tem toda a razão, mas um dos principais responsáveis pela destruição da agricultura, pescas e industria foi ele próprio assim como a aposta nos tais bem não-transacionáveis, para não falar no sistema financeiro submisso aos interesses dos mercados. Foi a era dos amigos, dos novos bancos e dos Dias Loureiros, Oliveiras e Costas e Duartes Limas. E, realmente, para alguns o Euro foi uma mina de ouro, fizeram-se muitas fortunas, e houve quem tenha tido a tal vida fácil. O Sr. Silva só se esquece que nem todos tinham dinheiro e a”conselheiros” para poderem comprar e vender acções do BPN, não puderam comprar uma Casa na Coelha, nem têm amigos com Propriedades em Cabo-Verde e contas em Off-shore. Esquece-se que já então os salários dos portugueses eram dos mais baixos da Europa, havia pensões eram de miséria e a fome e a pobreza de uns já coexistia com a abastança e ostentação de outros. Nem para todos a vida era um Cabaret.

22
Dez
11

A Divina Troika para nos salvar

Chamar-lhes filhos da puta é pouco porque esta gente é aldrabona, mentirosa, esclavagista e subserviente. Passaram todo o tempo a garantir-nos que as medidas de austeridade e os sacrifícios eram parte do acordo com a Troika assinado pelo anterior governo. Todos já tinhamos visto que este governo era mais troikista que a própria troika e onde ela dizia mata o Gasparzinho dizia esfola. Mas com grandes sorrisos o Passos Coelho não se cansava de dizer que estávamos a cumprir todas as exigências. Cortaram nos direitos e salários, taparam “buracos” que nunca ninguém soube quais eram e espalharam a fome e a miséria. Isto antes de o pior que estava previsto nos cair em cima em 2012.  Mas, surpresa das surpresas, o governo continua a negociar com a Troika e ao que parece a adequar o acordo àquilo que faz e ainda lhes pede para carregarem mais no lápis vermelho dos direitos. Cumprimos tudo o que exigiam, até fizemos mais, mas agora passamos a ter de cortar nas indemnizações por despedimento  (foi de 30 para 20 e agora vai para 10 dias por ano de trabalho), facilitar o despedimento (ao ponto de bastar o patrão pensar que há alguém de quem ele goste mais para o lugar), baixar os ordenados da função pública, cortar mais nos serviços de saúde, aumentar as taxas moderadoras, despedir professores e eu sei lá que mais. Podia aqui perguntar se o PS foi consultado nestas alterações assim como o PSD exigiu ser parte no acordo com a Troika, mas prefiro perguntar-me se já não merecemos a sorte de um balde de bosta, com balde e tudo, lhes cair em cima?

PS: Esta é a mesma gente que já fez com que na Grécia haja crianças que desmaiam nas salas de aula por fome e desnutrição.

21
Dez
11

O Polvo

21
Dez
11

O Fim da Festa

O Governo antevê «sérias dificuldades» para atingir a meta de um défice de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, uma vez que não poderá recorrer a medidas extraordinárias semelhantes às utilizadas este ano, cujos casos mais evidentes foram a transferência do fundo de pensões da banca e o imposto extraordinário aplicado sobre os subsídios de Natal.»

A festa está a acabar para este governo. Já meteu a mão em todos os impostos possíveis e imaginários e sabe que o país não aguenta muito mais. Com a pobreza criada, as falências que se anunciam, o desemprego a disparar tudo o que se pode esperar de 2012 é diminuição das receitas e aumento das despesas. O Gaspar fez previsões em que nem ele próprio acredita, a recessão vai ser muito maior que o número que atirou para o ar. Já mandou reforçar a sua segurança porque sabe que a corda está quase a rebentar. Sabe que isto está mau e os mercados não vão parar e que quando decidirem que está na hora de forçar um ataque ao Euro atiram-nos para o lixo. Isto se não forem os portugueses a atirá-los a eles todos primeiro.

20
Dez
11

Salvem os “bifes”


Os britânicos que vivem em Espanha e em Portugal «podem ter ajuda do Governo para deixarem os países se a crise na zona euro arrastar» e deixarem de «ter acesso às suas contas bancárias». A imprensa inglesa avança este domingo que o Governo inglês tem um plano para retirar os seus cidadãos de Portugal e Espanha se o euro colapsar. Navios, aviões e autocarros serão usados para repatriar ingleses que queiram sair.

Que mais falta saber, que mais sinais se vai esperar para todos decidirmos que isto tem de mudar, que é, agora sim,  inevitável correr com esta gente e seguir outro caminho. O capitalismo desenfreado, os Mercados, os Bancos, não são a solução, são sim o problema. Eles sabem e continuam e nós não fazemos nada?

20
Dez
11

O futuro vai emigrar?

Passos Coelho, apresentou aos professores a emigrarem como forma de resolver o problema do desemprego. Já os jovens licenciados tinham sido aconselhados a “saírem de Portugal” como solução de vida.
Que raio de governo é este que atira fora  a massa cinzenta que temos. Que país restará desta austeridade, desta destruição da economia, destes baixos salários, sem direitos laborais e sociais, de toda esta sangria do futuro. Um país arrasado, pobre, miserável é o que nos prometem. E que raio de país é este que ouve isto e não diz basta, não vai para a rua revoltado e exige a mudança, exige a esperança, exige um futuro. Correr com esta corja, “emigrá-los” de vez é necessário e urgente. A única forma de o fazer é demonstrar nas ruas essa vontade.
19
Dez
11

A Privatização da EDP vai dar à luz

«No caso da E.ON, além de contactos directos entre as administrações das empresas – dos quais terá surgido a ‘promessa’ dos alemães a Mexia da sua continuidade como CEO e de um lugar de administrador não-executivo na eléctrica germânica –, houve um envolvimento directo dos líderes políticos. Numa conversa recente com Passos Coelho, noticiada pelo Financial Times, a chanceler Merkel enfatizou os benefícios para Portugal da proposta da E.ON.»
Lá se vai mais um anel, e já não há muitos. Segundo parece, quem oferece mais por ele, por cima da mesa, são os chineses, mas tudo indica que no fim o alemão acabará por ser a língua oficial da EDP. A Merkel já perguntou, “não nos faz uma atençãozinha?”, o Mexia já vê os milhões que ganha por ano a poderem aumentar com mais um cargo de administrador-não-executivo e quem sabe se para outros não ficará guardado um “bom emprego” para garantir o “futuro”. Isto é um negócio para nos venderem a luz, mas como sempre tudo acaba por me parecer muito escuro.
Certo é que as águas já rebentaram e, se a ecografia não enganar, a criança vai-se chamar E.ON.
19
Dez
11

Os pobres de amanhã ainda mais pobres que os de hoje

O primeiro-ministro, actualmente com 47 anos, foi questionado sobre que pensão espera receber quando chegar à idade de se aposentar e respondeu: “Sensivelmente metade daquela que existia antes de 2007. Talvez um pouco mais para todos aqueles que entraram na vida activa nos últimos dez anos, o que não é o meu caso, que entrei há bastante mais”.
Sobre o futuro do sistema de Segurança Social, de acordo com o líder do executivo, “qualquer que tenha sido a carreira contributiva, os pensionistas sabem que não obterão da Segurança Social uma pensão superior a um determinado valor e que, portanto, devem fazer aplicações (geridas ou não pelo Estado), de forma a terem uma pensão mais generosa do que está estabelecida”.

Este é o futuro que nos prometem, a redução das pensões como se agora já fossem muito altas (mesmo pelas contas do governo, mais de 80 por cento são inferiores a 600 euros). Claro que nos oferecem uma alternativa, descontarmos ainda mais para “aplicações” ou seja seguros que nos garantam que as reformas chegam para podermos sobreviver. Este sempre foi o sonho do liberalismo em Portugal, transferir o dinheiro da segurança social do estado para os privados. Falam da insustentabilidade do sistema actual, mas são eles que tudo fazem para o destruir e tornar inevitável a sua falência. Um bom exemplo é a passagem dos 6 mil milhões do fundo de pensões da Banca para a segurança social, o que ajuda o governo a dizer que cumpriu p limite do défice, até ultrapassando as exigências, mas cria uma nova despesa à segurança social de 500 milhões de euros em cada ano.
A única forma de resolver este problema era fazendo com que o dinheiro das pensões fosse considerado num orçamento independente do orçamento de estado, impedindo assim que esse dinheiro, que é nosso pois vem dos nossos descontos e que nos devia garantir uma pensão digna, seja gasto sabe-se lá onde.

PS: Mais uma mentira do Passos Coelho, “…entraram na vida activa nos últimos dez anos, o que não é o meu caso, que entrei há bastante mais”. O homem nunca fez nada na vida, foi jotinha do PSD até aos 40 anos, tirou um curso à pressa na Lusíadas e, durante meia dúzia de anos foi ser gestor nas empresas de lixo do seu mentor “Ângelo Correia”.

18
Dez
11

Um triste filme

 

18
Dez
11

Obrigadinho, Oh Silva

Numa mensagem de boas-festas divulgada no site da presidência da República, o Presidente Cavaco Silva ao lado da mulher, desejou aos portugueses um ano de 2012 «tão bom quanto possível».

Se em vez de vir dizer banalidades e desejar uma ano tão bom quanto possível fazia melhor em fazer o possível por não o transformar num ano impossível de ser razoável quanto mais bom. Nem tem de fazer muito, vete as leis inconstitucionais que lhe caírem na secretária e corra com esta escumalha que assumiu o poder à custa da mentira e da aldrabice. Isto sim seria possível, mas sendo ele quem é e como é todos sabemos que é pedir-lhe o impossível. Podia ao menos, se nada vai fazer, deixar de ser hipócrita e calar-se. Já transformava o ano de 2012 um pouco melhor. Quanto é possível, claro.

17
Dez
11

Um negócio muito submarino

«O dois ex-executivos da Ferrostaal e a própria empresa julgados por suborno de funcionário públicos estrangeiros na venda de submarinos a Portugal e à Grécia aceitaram a proposta de conciliação do tribunal, foi hoje anunciado. Ao fazê-lo, admitiram pagar subornos à Grécia e a Portugal, neste caso na pessoa do ex-cônsul honorário em Munique, Jürgen Adolff.
O ex-administrador da Ferrostaal Johann-Friedrich Haun e o ex-procurador Hans-Peter Muehlenbeck terão assim de pagar uma coima de 36 mil euros e 18 mil, respectivamente, e serão condenados a uma pena suspensa que não excederá dois anos, como propôs o juiz do processo, Joachim Eckert, na abertura do julgamento, esta manhã, na capital da Baviera.»

Um negócio bem submarino onde se sabe que foram pagos subornos mas ninguém parece importar-se em saber a quem.

 

17
Dez
11

…ou então não pagamos.

“A primeira responsabilidade de um primeiro-ministro é tratar do seu povo. Na situação em nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema, enquanto político e deputado, de o dizer. Porque em primeiro lugar, antes dos banqueiros alemães ou franceses, estão os portugueses”, disse Pedro Nuno Santos no último fim-de-semana, durante um jantar de Natal socialista de Castelo de Paiva.
No mesmo discurso, disse estar-se “marimbando” para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que o fez, lembrando que o país tem um trunfo: “Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses – ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem”.

Quanto mais cedo o percebermos melhor e que haja quem o diga, mesmo sabendo que vai ser mandado calar pelos seus “pares” é bom porque há sempre quem o oiça e pense. A mentira da inevitabilidade cada vez faz menos sentido par cada vez mais gente.




Indignados Lisboa
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