Arquivo de Dezembro, 2011



28
Dez
11

O cheiro podre da impunidade independente


Quase 100 mil euros para o Hotel da Praia. Parece incrível, mas foi quanto o Banco de Portugal pagou para realizar um evento junto ao mar. Assim vai o Banco de Portugal, que tem uma sede gigante na avenida Almirante Reis (Lisboa) que parece não ter espaço suficiente para realizar eventos. Esta não é a primeira vez que a instituição aparece no radar da Má Despesa.

Este é o mesmo Senhor que não se cansa de apelar à austeridade, ao empobrecimento e aos sacrifícios. Claro que nunca refere que o Banco de Portugal é totalmente independente do Estado pelo que não sofre dos cortes de salários e subsídios pelo que todos os outros portugueses têm de passar e decidem do valor dos seus salários, (Este ganha mais que o Presidente da Reserva Federal Norte Americana). É fácil apelar aos sacrifícios dos outros quando podemos viver na abastança e de mordomias. Correr com esta canalhada toda é urgente.

27
Dez
11

MMXII Um ano agoirado

Ainda não entrámos no novo ano, mas este já vai nascer torto. Não sou de acreditar em profecias nem em destinos traçados. Acredito mais em ciclos, em que causas idênticas possam gerar problemas idênticos e muitas vezes soluções também idênticas repetidamente. A verdade é que quem disse que 2012 seria o ano das desgraças parece ter acertado. Vem aí um ano com muito mau aspecto.

27
Dez
11

Informação e democracia

Recentemente participei numa conversa sobre novas alternativas para uma nova democracia, no Regueirão dos Anjos, organizada pelos Indignados de Lisboa. Se em comum a todos há um desejo evidente de uma democracia mais participativa  e todos sabem qual o objectivo final, existe também a urgência de escolher o caminho e a melhor forma de o alcançar. Não vou aqui relatar as alternativas apontadas, as opiniões e as ideias debatidas, até porque foram muitas. Prefiro falar um pouco das razões que nos levam a essa urgência que penso serem principalmente duas. A primeira e mais lógica, as razões económicas criadas pela globalização capitalista, a subserviência do poder politico aos mercados especulativos e a sua voracidade e ganancia, sem respeito pela dignidade das pessoas nem remorsos pela pobreza, miséria e morte que causem. Um retrocesso civilizacional, nas condições de vida, dos direitos e da própria liberdade. A segunda vem das do surgimento dos computadores, da era da comunicação global e nas consequências que isso teve, não só do ponto de vista técnico e da possibilidade da comunicação e partilha da informação, como na nossa própria forma de pensar e raciocinar. Hoje temos uma forma diferente de apreender a realidade, de aceder ao conhecimento que faz com que a democracia que serviu aos nossos avós hoje e insuficiente. Hoje temos o desejo e a possibilidade de conseguir um avanço no conceito de democracia e de participação nas decisões e escolhas para a nossa vida. Por todo o mundo esta vontade surge e manifesta-se, com indignação pelas injustiças e roubos, exigindo a mudança. O mundo mudou, mas também nós mudámos e é isso que o poder teme. É esse medo que a cada grito por mais democracia eles reagem com menos liberdade e mais autoritarismo. A própria democracia que os serviu e de que se serviram para serem hoje poder, começa a ser incomoda porque não cala o protesto e a indignação, cada vez mais global e forte. Novas ditaduras ou uma ditadura global são um dos perigos que temos pela frente, mas também novas democracias, um mundo ligado nas preocupações e nas soluções, na solidariedade entre todos também está à nossa frente. Não podemos por isso ter medo e não exigir essa nova democracia, mais participativa, justa e livre.
26
Dez
11

Prendas de Natal que ninguém merecia ter recebido

Se há personagem na política portuguesa que se pareça mais com o companheiro da Barbie, o Ken, é o Passos Coelho. Personagem que nunca fez nada a não ser pertencer aos jotinhas do PSD, só conseguiu concluir um curso numa privada aos 37 anos e se teve vida profissional deve-o ao seu mentor político, Ângelo Correia, que lhe arranjou uns tachos como administrador nas suas empresas de lixo. Chegou a primeiro-ministro através da raiva dos portugueses para com o Sócrates e com mentiras e mais mentiras. Ultra-liberal, pouco inteligente e sem muito jeito está a conduzir o país para uma pobreza extrema e sem futuro. Uma prenda que ninguém desejava receber neste Natal.
26
Dez
11

Porque é Natal

«O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje que gostaria que em 2012 todos os portugueses tivessem acesso a um Serviço Nacional de Saúde universal e com qualidade. O desejo foi assumido na cerimónia, esta manhã, em que o presidente do grupo Controlinveste Media, Joaquim Oliveira, ofereceu aos hospitais públicos portugueses a possibilidade de passarem a ver gratuitamente a SportTV.»

Com o governo já de “tolerância de ponto”, deixaram ao Paulo Macedo a responsabilidade de “abrir a porta” e lá foi ele numa acção de promoção a uma empresa privada, fingir que se defende o SNS universal e de qualidade, quando todos sabemos que a sua missão passa pelo seu desmembramento e pela entrega dos serviços de saúde aos interesses privados e às seguradoras. Quem fecha urgências, serviços de saúde, hospitais, reduz médicos e enfermeiros, aumenta as taxas moderadoras em mais de 100%, vir falar de qualidade e universalidade não passa de uma triste campanha de propaganda carregada de hipocrisia. Quem deixa de ira a consultas ou não compra todos os medicamentos que necessita por não ter dinheiro sabe que é a sua saúde, ou seja a vida, que é colocada em causa.

25
Dez
11

O Gaspar odeia o Natal


Já me convenci que o Vitor Gaspar não gosta do Natal. Este ano, à revelia da Troika resolveu cortar metade do subsidio e já nos disse que para os próximos anos nem o de férias nem o de Natal. Acaba-se com isso de dar dinheiro às pessoas para gastarem além do mínimo essencial para sobreviverem. Descanso, prendas, festas, família, lazer são benefícios que devem acabar. Bom mesmo é trabalhar, trabalhar, trabalhar. Acredita certamente que esse é o segredo da vida, a razão pelo qual Deus nos criou. Trabalho, tudo o resto é acessório e desejavelmente dispensável. Os patrões aplaudem, mas parecem esquecer que na sua ânsia de tudo ganharem, muitos deles acabarão falidos por uma austeridade criadora de recessão que levará a mais austeridade, com mais desemprego, mais falências e menos dinheiro agravando a recessão que voltará a a criar a mais austeridade. Quando vai isto parar? Ou melhor, até quando estamos dispostos a deixar?

25
Dez
11

Um Presépio para 2011

Com tanta coisa a acontecer ainda nem tinha feito um presépio para animar o Natal de 2011. Pouco há a dizer sobre a escolha das personagens, tendo o papel da vaca ficado entregue ao sorriso das vaquinhas que o Cavaco tanto parece apreciar e o do Burro ao Seguro que não aparece na imagem porque anda por aí a fazer abstenção violenta.
Bom Natal a todos.



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