Arquivo de 6 de Março, 2012

06
Mar
12

Vidas penhoradas

Segundo a Câmara dos Solicitadores, há mais de 100 mil pessoas com vencimentos penhorados, devido às dificuldades financeiras.

Existem três principais razões para a falta de pagamento de dividas e a respectiva penhora. O endividamento excessivo e os mais de 30% dos usurários juros cobrados por algumas instituições de crédito o que faz com que muitas famílias tenham um divida eterna pois a penhora do máximo de salário autorizado é de um terço do mesmo o que muitas vezes não chega para pagar só os juros. Mas há também aqueles que fizeram bem as suas contas e que vêm os cortes nos seus salários e subsídios bem como o aumento de impostos a retirarem-lhes a possibilidade de cumprirem com as suas obrigações. Aqui é a falta de cumprimento do Estado do acordo que tinha com os cidadãos que cria as situações mais preocupantes. Os que menos culpa têm são os que perderam os empregos pelas politicas erradas deste e de outros governos e que, não tendo salários para penhorar, vêm os seus bens móveis a serem retirados de suas casas agravando ainda mais a sua situação de miséria.
Já ouvi por aí muita gente atirar com as culpas desta situação para cima das costas dos cidadãos acusando-os de terem gasto acima das suas possibilidades. Há certamente casos desses, mas muitos que fizeram sacrifícios para poderem ter uma casa para viverem com as suas famílias, que sempre pagaram os seus créditos, são agora confrontados com a impossibilidade de o continuarem a fazer quer devido aos cortes nos salários quer pela situação de desemprego. Esses, os desempregados ainda vão ver as suas casas violadas e os seus bens, seja uma televisão, um fogão ou uma mesa, confiscados agravando ainda mais o seu desespero.
Uma outra situação de desgraça social aproxima-se e quando começarem a chegar a casa dos contribuintes as cartas das finanças com o valor do IMI para pagar, não terão possibilidade de o fazer e vão ver a sua casa penhorada. Grave é que essa situação é criada pelo próprio Estado que depois o vai penhorar. Aumento do IMI, cortes nos salários e dos subsídios de férias e Natal, tantas vezes utilizados para pagar estas despesas extraordinárias, impostos pelo Estado, o mesmo Estado que depois vai “roubar” a casa a quem não a possa pagar. Se isto não é desonesto e miserável de um Estado que devia ser de direito não sei o que será.
A pobreza, a miséria e o desespero cada vez alastram mais na sociedade portuguesa e o Passos Coelho continua com o seu discurso do “custe o que custar”. Eu digo que temos de mudar isto rapidamente custe o que custar.

06
Mar
12

Presunção não lhe falta

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, frisou que cabe ao seu partido e ao Governo a tarefa “histórica” de recuperar Portugal e considerou que o futuro do país está ligado ao sucesso da governação e da sua liderança.

Já a minha avó dizia que “presunção e água benta cada um toma a que quer”. Esta incompetente personagem acredita que vai ficar na história por bons motivos mas tudo o que deixará como legado será um país mais pobre, com menos capacidade para se desenvolver e com a sua soberania a valer menos que nada. A miséria que já criou e a destruição da economia que já produziu já custou o emprego e a miséria a muitos e cada dia que o deixarmos continuar a governar só agravará o que já está muito mau. Está mais que na hora de sair pela porta ou pela janela, mas de sair rapidamente.




Indignados Lisboa

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