Arquivo de 2 de Abril, 2012

02
Abr
12

A morte lenta de um poder

Este foi para o governo e, com um Primeiro Ministro como o Passos Coelho que tudo o que fazia era recitar receitas neo-liberais sem saber o que dizia, durante algum tempo parecia o dono daquilo tudo. Era ele quem puxava os cordelinhos, que distribuía os tachos e pagava com favores os favores da campanha. Tudo lhe corria bem não fosse a obrigação, devido ao acordo da Troika, de reduzir Municípios e Freguesias. Aí o problema era que aquilo está pejado de gente do partido e é uma força muito importante nas eleições internas. Meter-se com eles é mexer num ninho de víboras e interesses instalados, desde os cargos “eleitos”, aos assessores, às empresas municipais e às negociatas. A solução foi, como fazem os mais cobardes, não mexer com os mais poderosos, os municípios, e atacar a arraia mais miúda, as freguesias. Esqueceu-se é que a união faz a força e todas as freguesias do país são milhares e com o poder de proximidade com as populações. Mais de 200 mil a desfilar por Lisboa são um aviso sério ao seu poder e às suas politicas e pode representar problemas locais a acontecerem simultaneamente por todo o país. Com a Troika a pressionar para que também os municípios sejam reduzidos e o Vitor Gaspar (uma espécie de novo Salazar) a assaltar tudo quanto são poderes no governo u um Passos os problemas começam a ser muitos. A perda de força no Partido e no governo começa a ser evidente e falta saber como vai reagir ou o que Conselho de administração vai exigir para, mais cedo ou mais tarde, se afastar. Do mais poderoso ministro deste governo já pouco parece restar e não me surpreenderia que na próxima remodelação do governo fosse fazer companhia ao Álavarinho da Economia. Quanto mais super são os ministros mais depressa parecem cair.
02
Abr
12

Abstenção violenta sobre quem trabalha

Quando da votação do orçamento para 2012 o António José Seguro informou-nos que iria aplicar um novo conceito de oposição, a “abstenção violenta”. Na altura estranhei a ideia e muito provavelmente entendi mal o que ele queria dizer. A abstenção do PS no caso da nova lei laboral que este governo nos quer impor esclareceu-me. A “abstenção violenta” refere-se não ao governo mas, neste caso, a quem trabalha. A abstenção do PS nesta lei que retira direitos, facilita os despedimentos sem justa causa e escraviza os trabalhadores é realmente uma violência sobre todos nós e uma vergonha para um Partido que insiste em ter o nome de Socialista. Necessário mesmo é que, quando nos pedirem de novo que votemos neles não nos esqueçamos de fazer uma violenta abstenção no voto a estes partidos que promoveram esta lei e aqueles que, hipocritamente, não a recusaram linearmente. Vamos todos abster-nos violentamente de votar nesta cambada de aldrabões vendidos aos interesses dos mercados e dos grandes grupos económicos.



Indignados Lisboa

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