Arquivo de 3 de Abril, 2012

03
Abr
12

Pare-se o país, bloqueio total

Preço da gasolina bate novo recorde fazendo com que Portugal tenha os mais elevados preços dos combustíveis antes e depois dos impostos, de acordo com um relatório da Comissão Europeia.

Quando na semana passada, após semanas e semanas de aumentos constantes dos combustiveis e perante o som dos protestos que se começavam a ouvir, como normalmente acontece anunciaram a queda de um cêntimo no preço. Sol de pouca dura e na semana seguinte já os aumentaram em mais dois cêntimos para compensar. O petróleo nos mercados internacionais sobe umas vezes e baixa outras mas por cá é sempre a subir como também não param de subir os lucros das gasolineiras.  Ainda me lembro desta cambada que está agora no governo criticar o governo do Sócrates por os preços da gasolina estarem em valores incomportáveis para a a economia portuguesa, questionar a entidade reguladora sobre os lobies das gasolineiras e apregoar um abaixamento dos impostos sobre os combustiveis como forma de minorar o problema. Agora, depois de mais aumentos nos impostos, desculpam-se com os mercados e nada fazem. Mas, se em nome da Troika e da Europa a economia parece não ser uma prioridade e o super-Ministro da pasta parece já não ter pasta nenhuma, o governo prefere arrecadar mais uns milhões em impostos. Ganham as gasolineiras, ganha o Ministro das finanças, ganham os especuladores financeiros, pagamos nós.

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03
Abr
12

Quem quer esta ajuda?

Vítor Constâncio, o número dois do Banco Central Europeu, decidiu furar este fim-de-semana a linha de comunicação definida entre Lisboa e Bruxelas, ao admitir que o País poderá precisar de um reforço da assistência financeira, em função da evolução dos mercados e do seu próprio desempenho. “É uma questão que tem de estar sempre em avaliação” e “debaixo de análise”, disse à margem do Ecofin informal de Copenhaga.

O ex-Governador do Banco de Portugal e actual vice-presidente do Banco Central Europeu, ganhou 318.132 euros em 2011, mais 73% do que no ano anterior.

Há gente que vive numa espécie de paraíso económico a quem as dificuldades , muitas vezes criadas por eles, que obrigam os outros a passar passam ao lado. Esse paraíso chamado Bancos Centrais, seja ele o de Portugal ou Europeu passam ao lado de qualquer austeridade, permitem-se a viver rodeados de mordomias que nem nababos, erram previsões atrás de previsões, deixam escapar por entre os dedos ilegalidades que lhes passam à frente da cara, (BCP, BPN,…) e ainda vêm aconselhar mais austeridade e pobreza.
Neste caso o Vítor Constâncio, que durante o reinado do Sócrates foi também conhecido pelo ceguinho hipócrita do BdP antes de ser “premiado” pelo seu mau desempenho com um lugar de Vice-presidente no BCE, veio desmentir os nossos governantes ao assumir a possibilidade de mais um empréstimo que como sempre virá acompanhado de mais austeridade e miséria.
Este é o futuro que inevitavelmente nos está destinado se continuamos a acreditar no discurso da inevitabilidade das politicas que nos querem impor. Politicas que estão a destruir a economia, a criar pobreza enquanto para os principais responsáveis pela crise e pela divida que nos atribuem, os bancos, continuam a ser beneficiados com empréstimos a 1% (mais de 37 mil milhões nos últimos três meses) com que depois compram divida publica a taxas de cinco ou seis por cento. Para alguns esta crise é mais que uma oportunidade é um autentico maná, para outros é a condenação à miséria. De que estamos à espera para correr com a canalhada e criar um novo futuro?




Indignados Lisboa

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