Arquivo de 13 de Abril, 2012

13
Abr
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As novas ditaduras na Europa do Sec.XXI

José Durão Barroso, antigo primeiro-ministro de Portugal e actual presidente da Comissão Europeia alertou os sindicatos e movimentos populares na Europa que, se não aceitarem os pacotes de austeridade, se podem instalar ditaduras militares em Espanha, Grécia e Portugal.

Quero acreditar que o “Cherne” nos está a avisar e não a ameaçar. Quero mas tenho dificuldade porque o que nos pede é que aceitemos abdicar dos nossos direitos e da nossa liberdade para evitarmos que nos tirem esses direitos e essas liberdades e a razão para termos de fazer esta escolha vem da politica económica e neo-liberal que ele próprio defende. O que nos está a dizer é que aceitemos bovinamente a pobreza, o fim dos direitos laborais e sociais ou então nos põem a bota cardada em cima. Se isto não é uma declaração de guerra e o desrespeito total pela já minimalista democracia que temos então não sei o que será. Sinais não faltam, desde a nova lei que em Espanha pretende criminalizar e até associar ao terrorismo quem faça desobediência civil pacifica ou em Portugal quando se procura diabolizar e provocar os movimentos sociais que se recusam empacotar-se na “contestação bem comportada” e inócua dos partidos mais è esquerda da nossa Democracia Par(a)lamentar. Já vivi no tempo de uma bota, a salazarenta, e não tenho vontade nenhuma de viver debaixo de outra pelo que não me vou calar nem deixar de lutar por todos os meios à minha disposição pelo fim deste sistema e destas politicas.
De tudo isto há pelo menos uma coisa positiva, é a demonstração de que os movimentos sociais, pacíficos, apartidários e que defendem uma nova forma de democracia mais verdadeira os começa a assustar. Como sempre o poder ameaçado responde com violência, mas não há força bruta que alguma vez vença a força da razão. Pode oprimi-la, mas um dia, mais cedo ou mais tarde, vence sempre.

13
Abr
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Um aborto laranja

A inseminação artificial segundo Passos Coelho
Passos Coelho descobriu um destino a dar aos serviços públicos de excelência, divide-os em bocados pequenos e usa estes para os inocular nos outros serviços que apresentem problemas de qualidade, isto é, usa-os num processo de inseminação artificial com vista à sua clonagem.
Esta é a teoria do Passos Coelho que entende que os portugueses são idiotas, a realidade é outra, ao desmembrar os serviços de excelência está a destruí-los e a promover a competitividade dos serviços privados. Ao encerrar a Maternidade Alfredo da Costa o governo está a promover o negócio das maternidades privadas que em tempos já floresceu em Lisboa. Só que a partir de determinada altura a classe média e os mais endinheirados percebeu que era melhor esquecer a criadagem dos hospitais privados e apostar na qualidade dos públicos, o negócio privado caiu.
Um serviço público de excelência não tem boas equipas por coincidência, é o resultado de um processo que demora anos, a qualidade atrai profissionais de qualidade mesmo quando a remuneração não é estimulante, as equipas de qualidade criam condições para investigar e promover novas técnicas e o uso de novas tecnologias. Ao distribuir as equipas da MAC o governo não está a destruir excelência, está a destruir o ambiente que favoreceu essa excelência e está a criar condições para que os hospitais privados contratem os excelentes médicos da MAC que não vão querer servir para “inseminação”.

O que Passos Coelho pretende não é melhorar o SNS ou poupar dinheiro, é destruir a concorrência que um serviço público de excelência faz ao sector privado, é isso que o irmão Macedo pretende, conseguir com o que não conseguiu como gestor da MEDIS; assegurar que o sector privado passa a ser competitivo e ter uma grande fonte de receitas num sector onde ficou sem clientela, a maternidade.

Texto “roubado” ao blog “O Jumento



Indignados Lisboa

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