Arquivo de 14 de Abril, 2012

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Desafinado

A disciplina de voto dos Deputados na Assembleia sempre foi algo que me causou alguma estranheza num regime que se apelidava de Democrático por ser limitativo da liberdade e da consciência de cada um. Pareceu-me por isso bem quando na altura da sua eleição o To-zé Seguro tivesse afirmado que iria libertar os deputados do PS dessa disciplina que só seria obrigatória para promessa eleitorais e para garantir a governabilidade do país. Mas, como todos os lideres fracos rapidamente as boas intenções se desvaneceram nessa fraqueza e emergiu a necessidade de se impor pela força do cargo.  Uma deputada já foi publicamente repreendida por ter votado contra as aberrantes leis do trabalho deste governo e agora vai impor a disciplina de voto a oito deputados que tinham afirmado ir votar contra o novo tratado europeu imposto pela Merkel e Cª.Lda. Infelizmente há, não só no governo, mas também por toda a oposição muito medo da liberdade individual e da democracia sem correntes e é por isso mesmo que a necessidade de uma democracia verdadeira e livre é essencial e urgente.
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Silencio e realidade

«Tenho que dizer muito claramente que lamento profundamente que tenha sido tornada pública uma carta que fornece informação a quem não devia, isso indica debilidades que podem ser aproveitadas, pondo em causa a segurança», sublinhou a ministra, garantindo que o Ministério da Justiça irá «apurar responsabilidades» nessa matéria. Paula Teixeira da Cruz falava aos jornalistas a propósito da divulgação de uma carta enviada ao director-geral dos serviços prisionais pelos chefes do corpo da guarda prisional em que se alerta para um cenário de ruptura nas cadeias, nomeadamente sobrelotação, torres de vigia desactivadas em cadeias, por falta de pessoal e carrinhas avariadas.

A Ministra parece preferir que a verdade seja calada e que ninguém saiba o estado em que se encontram os estabelecimentos prisionais utilizando o argumento da segurança. Quer-nos fazer acreditar que quem vive nas prisões, sejam eles presos ou guardas, não sabem as condições em que vivem nem aquilo que se passa por lá, quando na verdade o que pretende é esconder a realidade em que o sistema que tutela se encontra. Se existem funcionários das Finanças que já não podem sair para fazer avaliações ou penhoras por não haver dinheiro para a gasolina ou os policias que não fazem as rondas por os carros estarem avariados não podemos estranhar que neste recanto obscuro e que todos procuramos esquecer que existe que são as prisões também não haja dinheiro para nada. Quem só sabe fazer cortes e impor austeridade era bom que não se esquecesse que quem planta ventos colhe tempestades e elas, mais cedo ou mais tarde são vistas e sentidas por todos por mais que a tentes esconder ou silenciar.




Indignados Lisboa

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