Arquivo de Abril, 2012



23
Abr
12

Coelho pendurado

22
Abr
12

O Gaspar brinca com a cabra cega

21
Abr
12

Porque não te calas?

21
Abr
12

Justiça a gosto da Sebhora Ministra

A ministra da Justiça, em entrevista à Antena 1, admitiu que seria “uma catástrofe” se o Tribunal Constitucional chumbasse o Orçamento do Estado por causa dos cortes nos salários e nos subsídios.

Quem disse isto não foi nem a Dona Maria das hortaliças, nem o Sr. José do Talho, foi a Ministra da Justiça que defendeu que um Tribunal, e logo o Constitucional, não cumpra a sua obrigação de aplicar a lei inscrita na Constituição. Se é quem deve aplicar a justiça que defende o seu incumprimento então já não vivemos nem numa democracia nem num estado de direito, mas estamos entregues à vontade politica de gente sem escrúpulos nem moral.

21
Abr
12

Es.Col.A – Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha

Há 5 anos que existia uma escola abandonada e degradada no Bairro da Fontinha no Porto que já só era frequentada por ratos. Um grupo de cidadãos ocupou esse espaço, restaurou-o e fez dele uma zona de liberdade e democracia em perfeita colaboração e partilha com as populações desse bairro. Naquilo a que chamam de Es.Col.A, ajudam-se as crianças nos estudos, criam-se actividades para os jovens do bairro e apoio para os mais idosos de uma forma solidária e desprendida. Xadrez, Yoga, Capoeira, Musica, Dança, Bibliotecas, um sem número de actividades que deram vida e criaram esperança num espaço construído em democracia e liberdade. Num só ano o Es.Col.A passou a ser o centro daquele bairro e o único apoio de muitos que passam por dificuldades devido às desumanas políticas de austeridade e roubo a que este país tem sido sujeito. Aí se partilham refeições confeccionadas com produtos das hortas comunitárias que têm surgido na zona e se reforça a solidariedade e a cidadania. Não a solidariedade da esmola ou da caridadezinha, mas uma solidariedade feita da partilha e da união de todos. Isso parece assustar o sistema receoso que os cidadãos compreendam que existem alternativas possíveis ao mercantilismo e à subjugação aos grandes poderes económicos e que as leis só devem ser válidas e obedecidas quando forem justas. Ver nas televisões ministros a saírem sorridentes de carros de alta cilindrada pagos por todos nós, e depois policias a violentarem cidadãos para lhes retirar aquilo que construíram com as suas próprias mãos é uma imagem que só nos pode causar repulsa e indignação.

Exige-se por isso que o poder aceite a soberania dos cidadãos sobre as suas terras, bairros e cidades e que, se não são capazes ou não têm a vontade de os apoiar, pelo menos não envie os seus cães de guerra para impedir a sua auto-organização.

Exige-se que o Es.Col.A da Fontinha seja devolvida ao bairro e aos seus habitantes.
“O Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se pode despejar uma ideia”.

http://indignadoslisboa.net

20
Abr
12

Um Portugal exempl’ar

O ministro Vítor Gaspar defendeu que Portugal deve servir de exemplo para todos os que apoiam políticas expansionistas, baseadas no investimento público, concluindo que esse exemplo não deve ser repetido. O ministro português participou numa conferencia em Washington e foi lá que sustentou que os cortes na despesa são preferíveis ao aumento de impostos porque não afetam o crescimento económico.

Não me parece nada que prove a inviabilidade de politicas expansionistas baseadas no investimento público. Prova sim que os dinheiros que em certa altura, a troca da destruição do sistema produtivo, quer na industria como na agricultura, choveu em Portugal foi, bem investido em algumas coisas e muito mal em muitas mais. Se tivesse sido investido na industria, na agricultura, no ensino e na saúde e não em BPN’s, BPP’ e outros da mesma laia, se tivesse procurado melhorar os serviços e as empresas públicas em vez de as utilizarem como emprego para boys e corrupção para depois, sob o nome de privatizações, as oferecerem aos Bancos e aos grandes grupos financeiros, nada prova que esse investimento não seria bem sucedido. É que não sendo público, o investimento tinha de ser privado e não se vêm muitos com vontade de investir.

20
Abr
12

Uma Missa para o Macedo

Gestão de Paulo Macedo chumbada, diz estudo ‘Os Portugueses e a Saúde’. Inquérito ‘Os Portugueses e a Saúde’ dá nota negativa ao desempenho do ministro da Saúde, Paulo Macedo. Um em cada três entrevistados considera “mau ou muito mau” e cerca de 50 por cento considera que está a ser feito um trabalho “muito mau”, no ministério da Saúde.

Está na hora de lhe rezarmos uma missa de finados antes que seja ele a dar a extrema unção ao Serviço Nacional de Saúde.

19
Abr
12

Ir a espanha para libertar o gás.

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, está em Madrid para analisar com o ministro espanhol da Indústria, Energia e Turismo, o dossier da energia. O encontro com José Manuel Soria, marcado para as 17 horas, pretende, analisar «todo o dossier» relativo ao sector da energia. O Governo comprometeu-se a criar condições para o aumento da concorrência no sector do gás, com o objectivo de reduzir o preço, no dia em que de manhã o regulador propôs um aumento das tarifas de 6,9 por cento.

Ainda me lembro quando se falava do Mercado Ibérico da Electricidade e de como isso iria produzir concorrência e a baixa dos preços. Uma concorrência tão útil que o preço da electricidade aumenta exponencialmente. Ou a famosa concorrência na gasolina que não pára de subir. Agora é a vez do gás ser libertado nas mãos dos mercados pelo nosso Super-Álvaro.
Enquanto não se entender que existem bens essenciais, bens que não podem estar sujeito ao livre arbítrio, à ganancia e à avidez, que têm de servir as pessoas e não os mercados esta espiral de loucura só tende a aumentar. Perceber isto é perceber que o discurso do inevitável deixa de o ser para se tornar no discurso do assim não pode ser para a inevitabilidade passar a ser a busca de outras alternativas e a prática de outras soluções.

19
Abr
12

A “Madame” do bordel

O secretário-geral da UGT, João Proença, ameaçou hoje denunciar o acordo de concertação social se o Governo continuar a não o cumprir, adiando as medidas para o crescimento e o emprego. «Deixo um aviso claro ao Governo e aos empregadores: ou respeitam na íntegra o acordo tripartido ou a UGT denuncia o acordo», disse Proença em Conferência de imprensa. “O desemprego aumentou num ano cerca de 20 por cento mas parece que a única preocupação do Governo é a desregulação laboral e a redução das prestações sociais”. Embora garanta que não denunciará o acordo no curto prazo, também diz que tudo depende do clima social. Se o desemprego continuar a aumentar ao ritmo dos últimos meses tudo se pode “precipitar”.

Isto é o que se chama cuspir no prato onde se andou a lambuzar. Este odioso personagem que serviu de moleta e propaganda a este neo-liberalismo  vampiro de promover o despedimento, a precariedade e o trabalho sem direitos vem agora armar-se em defensor não se sabe muito bem do quê. Será medo que o “Clima social” lhe caia em cima, o governo está a demorar a garantir-lhe um abastado futuro ou tem medo que os trabalhadores não compareçam no seu 1º de Maio? Calem a boca a esta coisa que quase me apetece vomitar quando ele abre a boca.

18
Abr
12

Um palhaço real no Botswana

Enquanto a Espanha está sob pressão dos mercados, aproximando-se de uma quase inevitável ajuda externa e os Espanhóis sofrem um violento aumento da austeridade e onde o desemprego já ultrapassa os 24%, a viagem do rei Juan Carlos de Espanha ao Botswana, para caçar elefantes, durante a qual sofreu uma queda e fracturou a anca, continua a suscitar uma imensa indignação.

Pode ser rei ou o raio que o parta, se caiu e partiu a anca enquanto se divertia a matar por simples prazer um animal majestoso como é um elefante. então devia era ter partido os cornos de vez.

18
Abr
12

Se ainda escutas a alegria de viver ouvirás o sinal para ficar (ES.COL.A)

Declaração Conjunta de Apoio
Lá do Alto da Fontinha dá vontade de planar. Vê-se outra cidade a ser construída. Tijolo a tijolo, dia-a-dia, mão a mão, sorriso por sorriso. Aquilo que parecia um abismo – uma escola vazia, abandonada e arruinada – tornou-se o próprio espaço do sonho.
Com os pés assentes na terra, constrói-se a solidariedade, o espiríto comunitário, uma ideia de utilidade pública alicerçada na ajuda mútua e na partilha livre do conhecimento. Ali faz-se ainda a democracia directa e participativa que falta. Ali aprende-se a estar vivo. Ali vê-se que a crise que nos quer amedrontados e pieguinhas, foge a sete pés. Não, nem a crise, nem um rio seco e sequioso, nem as cajadadas dos falsos democratas, vão estancar o fluxo desta Fontinha…
Neste momento decisivo, por uma exigência recíproca, cada um deve colocar ao outro as questões humanas e colectivas essenciais.
Esta declaração conjunta de apoio ao Es.Col.A já foi abraçada por dez colectivos e associações, e está aberta a mais adesões de quem quiser e quando quiser. Escreve-nos!
Lá do alto, diremos à cidade que rejeitamos o despejo decretado pela actual gestão do Município do Porto e estenderemos a mão a quem veio por bem e para ficar.

Abaixo reproduzimos a última CARTA ABERTA do Es.Col.A. que fala por si e por todos nós.

A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel.
Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.
Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si – seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha.
Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.
Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.
Que a moda pegue! ai, ai

17
Abr
12

Impostos e a curva de não sei quem

Há uns tempos ouvi um daqueles economistas que as televisões gostam de por a debater para no fim todos chegarem à mesma conclusão, o inevitável sacrifício dos nossos direitos, falou da Curva de um outro economista qualquer que nem tenho paciência para ir procurar o nome, que demonstrava que existe um ponto a partir do qual o aumento de imposto não produz mais receita, pelo contrário a reduz. Com muitos impostos a economia estagna, cresce o desemprego, as famílias têm menos rendimento disponível para gastar, reduz-se o consumo e baixam as receitas dos impostos. Isto é, há um ponto a partir do qual não se pode espremer mais a vida das pessoas porque já não deita sumo. Não me parece que seja necessário ser economista, ou esperar que venha um inventar uma curva num gráfico para nos dizer isso pois é uma evidência. Só para este Gaspar e este governo parecem acreditar que não existe lógica no pensamento económico e que a mesma causa nas mesmas situações podem dar resultados diferentes. Pagamos nós hoje e ainda vamos ter de pagar muito mais quando esta politica criminosa estourar.

17
Abr
12

Discurso mal cheiroso

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou em entrevista à revista brasileira “Veja” que a actual situação da economia portuguesa foi gerada por “más decisões internas”, que nada têm a ver com a política europeia. “Os desequilíbrios existentes em Portugal são resultado de más decisões tomadas por nós mesmos. Usámos mal o dinheiro, seleccionámos mal os projectos de obras públicas, aumentámos os impostos, não abrimos a economia. Os líderes europeus não agravaram os nossos problemas, pelo contrário, ajudaram-nos”.
O primeiro-ministro defendeu ainda que a crise deve ser encarada como uma “oportunidade” para corrigir, entre outros erros, os “desvios existentes nos serviços sociais”.

Para quem disse que nunca recorreria ao discurso de culpar o passado para desculpar a sua governação não está mal. Já não culpa só o governo do Sócrates, vai até ao próprio Cavaco e as suas politicas quando chovia dinheiro da Europa. Tem razão, aí há muitas culpas, mas não espere que nos esqueçamos que foi líder da JSD, deputado e sempre defendeu as politicas do seu partido quando este foi governo. Mudam-se os tempos, mudam-se os sapatos para engraxar. Agora são os da Merkosy e do grande poder financeiro. Mas, mesmo vivendo uma crise que só é culpa dos outros ele vai transformar esse fardo que lhe atiraram para cima numa oportunidade para acabar com as politicas que arruinaram este país. Não a merda que fizeram a banca e os mercados, não a destruição do sistema produtivo imposto pela Europa, mas as politicas sociais. A culpa é dos mais pobres, dos desempregados, dos pensionistas, dos doentes. Para ele foram estes que esbanjaram o dinheiro do país e o conduziram à bancarrota. Cheira mal quando esta personagem fala.

16
Abr
12

Cavalo de Pau do Poder

 

16
Abr
12

Uma Segurança Social para ricos e outra para pobres

A Segurança Social pode evoluir para um sistema misto público/privado, disse neste sábado o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares. «É importante podermos introduzir mudanças que garantam uma base pública do sistema de Segurança Social, que a base essencial seja pública, mas que ao mesmo tempo seja dada liberdade de escolha, nomeadamente às novas gerações». Liberdade de poder descontar-se para o sistema público ou para outros sistemas como mutualistas ou privados, explicou. E isso, para Pedro Mota Soares, significa «introduzir limites nas contribuições mas, acima de tudo, introduzir limites nas pensões que são pagas pelo Estado».

Este governo continua a por em prática a sua agenda neo-liberal de destruição da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde e agora da Segurança social. Há muito que os grandes grupos económicos se babam pelos dinheiros da Segurança Social e há muito que a desculpa da insustentabilidade do sistema é utilizado para promover a sua destruição. Em todos os governos este assunto é levantado, aumenta-se a idade da reforma, diminuem-se as prestações sociais e todos garantem que dessa forma a sustentabilidade está garantida para as próximas décadas, até chegar o governo seguinte e tudo voltar ao principio. Agora é a solução é criar um limite máximo para as pensões pagas pelo estado para reduzir a despesas. como se isso não faça reduzir também as contribuições e com isso as receitas dessa mesma Segurança Social. Esse dinheiro passa a ir para os Privados que podem garantir o pagamento daquilo que o estado não pode. Ninguém questiona que os mesmos descontos no Estado não cheguem para pagar as pensões mas nas mãos dos privados dêem enormes lucros. É que, mesmo nas mãos do Estado a Segurança Social acaba sempre com lucros o que para o neo-liberalismo é um horror. Milhares de milhões que podiam colocar nos seus bolsos a serem utilizados para o bem comum.




Indignados Lisboa

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