Arquivo de 17 de Maio, 2012

17
Maio
12

O êxito de um governo


Durante muito tempo tenho chamado a este governo de incompetente mas hoje tenho de dar a mão à palmatória e dizer que estou errado. Quando vi os números do desemprego atingem novos recordes todos os dias e os desempregados já vão em mais de um milhão e para os jovens atinge os 36,2% e revi as declarações do Passos Coelho tenho de concluir que está a atingir todos os seus objectivos. O primeiro foi o de tornar os portugueses mais pobres, o segundo o de possibilitar às pessoas a oportunidade para mudarem de vida e se tornarem mais móveis e finalmente o de promover a emigração dos nossos jovens mais qualificados. Os meus parabéns ao Passos Coelho e sua trupe pelo êxito das suas politicas.

17
Maio
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Do parque à triste realidade

Depois de quatro dias de ocupação do Parque Eduardo VII de novo em casa e de novo na vida  chamada de “real”. Li alguns comentários que por aqui foram colocados desvalorizando aquilo que aconteceu, mas para quem lá esteve foram momentos enriquecedores e a demonstração que é possível outro mundo e outra forma de relacionamento sem o peso da propriedade privada e da posse. Ver gente que vive com quase nada a partilhar o pouco que tem e a trabalhar em conjunto para o bem de todos é uma lição de vida e que juntamente com os debates, workshops e assembleias fez daquele espaço um laboratório de alternativas e uma demonstração de que a inevitabilidade da miséria e pobreza não é real. Real são as pessoas e real é a possibilidade de todos vivermos com dignidade respeitando-nos uns aos outros.

Foram quatro dias em que não li jornais, não vi televisão e não fui bombardeado pelas noticias e comentadores do regime. Hoje já sei que o desemprego bateu novos recordes e que o novo Presidente Francês ia levando com um raio em cima quando viajava de avião para se encontrar com a Fuhrer Merkel. 

O desemprego só mostra o falhanço desta sociedade e mais não é que o reflexo do mercantilismo em que transformaram a politica e as nossas vidas e o “raio que quase partiu” o Hollande só me fez lembrar tanto líder, sobretudo Sul-americanos, que morreram em “trágicos acidentes” que hoje todos sabem terem sido perpetrados pelos “chacais” CIA. Claro que neste caso não me parece que o Hollande seja um caso semelhante até porque é farinha do mesmo saco do poder estabelecido, mas era uma boa oportunidade para fazer um boneco.




Indignados Lisboa
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