Arquivo de 3 de Junho, 2012

03
Jun
12

O plano individual de recuperação para estudantes…vai trabalhar


Em vez de a escola preparar planos individuais de trabalho para os estudantes que têm demasiadas faltas, o Ministério da Educação e Ciência defende que essas crianças e jovens façam trabalho a favor da comunidade, entre outras iniciativas, anunciou Nuno Crato. Quanto à responsabilização anunciada dos encarregados de educação pela falta de assiduidade dos filhos esta passará pela promoção de uma “forte censura social”. Esta “censura” pode levar “à redução de apoios sociais à família ou à aplicação de multas”.

Sou mesmo ingénuo. Vejam lá que pensava que, há uns anos, quando foi anunciado um plano individual de trabalho para os alunos que tivessem dado muitas faltas isso se tratava de tentar fazer o aluno recuperar nos estudos e não aplicar um castigo. Afinal parece que não e este ministro na sua postura de “maior exigência” transforma o estudo em trabalho. Não explicou ainda se vai promover a reintrodução da régua de cinco olhos, a chibata ou o pau de marmeleiro na vertente disciplinar.
Esta gente está-se absolutamente nas tintas para a educação e tudo o que parece desejar é reduzir os custos da escola pública, mesmo que isso a sua qualidade do ensino, e criar mais rapidamente mão de obra barata. Ainda me lembro dos tempos em que o analfabetismo atingia os 70% em Portugal, de mesmo depois de um primeiro esforço de alfabetização da lamuria que o grande problema de Portugal estava na baixa qualificação dos trabalhadores para agora, quando existe a mais qualificada geração de sempre, se mandar os jovens emigrar e se regride nas politicas educativas para modelos que nos relembram os velhos tempos em que saber ler não era para todos.

03
Jun
12

A Troika portuguesa

Trabalhar por menos dinheiro, ser menos generoso no subsídio de desemprego e acelerar as reformas estruturais. Estas são as principais recomendações de política económica feitas pela Comissão Europeia a Portugal. A troika já tinha dado a entender que existe uma ligação entre o crescimento do desemprego e a rigidez dos salários. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, revelou ter assumido, numa reunião com a ‘troika’, a prioridade de acelerar “o ritmo de execução das reformas estruturais”.

Vítor Gaspar, ministro das Finanças, justifica o aumento do desemprego (15,5 por cento este ano e para 16 por cento no próximo ano) com um problema estrutural da economia e recusa que a causa para a perda de postos de trabalho se deva às políticas do Governo e à austeridade da troika.

O Governo está a preparar uma descida da TSU suportada pelas empresas com trabalhadores jovens e salários baixos, portanto, que aufiram o salário mínimo nacional.

Um aprendeu o liberalismo na JSD e como não tem capacidade para pensar pela sua cabeça aplica a receita sem entender as consequências. O outro está-se nas tintas para as pessoas, olha para os números sem assumir as culpas quer nas falhas nas previsões quer nas consequências. Já o outro não sabe o que diz ou o que faz porque não passou de um erro de casting que lê o texto sem entender o que diz.
Com uma “troika” destas às ordens da outra “troika”, se nada fizermos, tudo o que podemos esperar é mais pobreza e miséria. Correr com esta canalha não só é necessário como sobretudo urgente.




Indignados Lisboa

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