Arquivo de 12 de Junho, 2012

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A gula bancária

Os bancos portugueses nunca pediram tanto dinheiro emprestado ao Banco Central Europeu como no mês passado com o financiamento junto do BCE a atingir já os 58,7 mil milhões de euros, mais 3,3 mil milhões de euros que no mês anterior.

Não entendo mesmo nada de finanças, mas faz-me confusão que a solução para um país cujo problema é a divida externa  seja uma ajuda de 78 mil milhões, continue a ir aos mercados pedir mais milhares de milhões emprestados e os seus bancos, que acabaram de ser capitalizados com mais 6 mil milhões, aumentem constantemente  a sua divida. Mais grave ainda quando se sabe que o crédito mal parado não pára de crescer a grande velocidade e todo este dinheiro que entra na banca acaba para não ser utilizado em empréstimos às empresas e ao desenvolvimento da economia e do emprego.
Como é possível resolver os problemas do país se o endividamento aumenta, os juros a pagar aumentam e a economia em recessão encolhe?

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Cinderela e o sapainho da austeridade

A União Europeia fez um empréstimo a Portugal de 12 mil milhões a juros superiores a 5%. A mesma UE empresta 100 mil milhões a Espanha sem exigir contrapartidas no plano da política económica e em vez de se tratar de um empréstimo ao Estado é uma linha de crédito a juros de 3%. «O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou neste domingo que Portugal não vai pedir uma renegociação das condições do empréstimo financeiro concedido pelas instituições internacionais. “Não vejo razão para pedir uma renegociação das condições”, disse .

Como se não bastasse que estejamos todos a pagar com os nossos impostos, sacrifícios e crescimento da pobreza, a má gestão e gula dos nossos banqueiros dinheiro para os financiarmos a juros usurários, vemos agora a Espanha a receber 100 mil milhões a um juro muito mais baixo e o Passos Coelho a dizer que não vê razões para exigirmos que nos tratem da mesma maneira. Parece que o sapatinho da austeridade que nos calçaram não serve no pé dos espanhóis. Imagino que esteja à espera de se aproveitar dos protestos da Irlanda e assim não ter de questionar a Frau Merkel. A cobardia destas posições aceitando tudo sem se importar com aquilo a que sujeita o país e a vida de todos nós e ficando à espera de se aproveitar daquilo que os outros consigam renegociar já é marca deste governo e vergonha para todos nós.




Indignados Lisboa

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