Arquivo de 17 de Junho, 2012

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Os namoros de costume

O Governo quer chegar ao próximo Conselho Europeu “com uma posição conjunta sobre os instrumentos que Portugal deve usar para enfrentar a crise”, pelo que vai fazer “uma aproximação” ao PS.  O líder do PS, António José Seguro já garantiu a “disponibilidade total” para tentar chegar a um acordo com o Governo.

Fazem-se as malfeitorias,  aquilo a que chamam de “reformas estruturais”, acabando com direitos laborais, direitos sociais, privatizando tudo, da electricidade às águas e depois, quando estão mais aflitos, vendem a ideia da inevitabilidade, depois dos acordos, (entre falsas zangas de namorados), da concertação e dos largos consensos. Disto tudo o que acaba sempre por acontecer é mais austeridade para muitos e mais riqueza para alguns com as injustiças sociais a agravarem-se e a fome a bater à porta de muitas casas (quando ainda há casa). Infelizmente, se há muito PS e PSD são duas faces da mesma moeda agora cada vez mais são as faces da vergonha de uma politica que esquece os povos em nome dos mercados e da ganancia de alguns.
A busca de alternativas há muito que deixou de ser uma necessidade e se tornou uma urgência que não pode ser adiada. Uma alternativa nova, que não seja uma reciclagem deste modelo falido mas que repense conceitos e objectivos, que não aceite direitos “inalienáveis” quando se trate do grande capital e a inevitabilidade para todos os outros. Uma alternativa que não fique estagnada no poder vigente que a controla com as suas leis feitas à medida para o servir. Uma alternativa em que as politicas sirvam as pessoas e não uma classe dirigente de vendidos e dos seus lacaios. Isto é possível se houver a vontade e sobretudo a determinação de construir essa nova sociedade, esquecendo os egoísmos, as invejas e os medos.

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Jun
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Eleições na Grécia

Esta Europa que temos está em pânico porque hoje é dia de eleições na Grécia e se tudo pode ficar na mesma se a Nova Democracia vencer, também tudo pode ter de mudar se o Sirisa conseguir uma maioria e formar governo. Não sei se isso será a solução, mas uma coisa é certa será uma pedrada no charco em que está transformada esta politica europeia e algo terá de mudar. Há que dizer à Merkle e aos sabujos como o Passos Coelho que lhe andam a lamber os “tomates” que condenar os povos à pobreza e miséria, que acabar com direitos laborais e sociais não é uma alternativa. Daqui a 24 horas já saberemos e poderemos ver que futuro terá a Europa e o capitalismo mercantilista e selvagem que a governa.




Indignados Lisboa

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