Arquivo de Junho, 2012



27
Jun
12

Um Eixo para o Iraque


“Portugal não representa meramente um mercado de cerca de 10 milhões de consumidores. Tem um conjunto de relações privilegiadas a nível cultural, linguístico, económico e empresarial com várias regiões do globo, passando pelos países de expressão oficial portuguesa, pelo norte de África e o continente americano, pelo que nos devemos posicionar como eixo geoeconómico estratégico entre o Iraque e estes espaços regionais”, afirmou o ministro Álvaro Santo Pereira.
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Oh homem, vai vender pasteis de nata para o Canadá e cala-te. É que de uma personagem cómica já está a atingir o ridículo. «Portugal pode posicionar-se como um “eixo geoeconómico estratégico” para o Iraque, através da geografias com as quais tem “relações privilegiadas”. Interne-se o Ministro ou melhor enviem-no como delegado comercial permanente para o Iraque. Só fico com pena é dos Iraquianos que depois de uma invasão dos Americanos teriam de sofrer uma provação ainda maior, aturar o Álvaro.

 

 

26
Jun
12

Ai a inevitabilidade

O PCP apresentou a sia moção de censura e confesso que há muito que já não tenho paciência, nem para ouvir os argumentos de uns nem as respostas dos outros. Só no caminho de casa ouvi na rádio alguns dos argumentos e se de um lado era a critica ao estado a que chegámos  do outro era a inevitabilidade das medidas perante o estado em que estamos.Não ouvi no entanto aquilo que me parece mais importante.
Primeiro que não existem inevitabilidades e que há sempre outro caminho, que terá outras dificuldades, outros problemas mas que existe. Depois que se estamos nesta crise isso se deve ao caminho escolhido antes que nos trouxe aqui e querer resolver o problema continuando pelo mesmo caminho, o da globalização capitalista neo-liberal, só nos pode levar a mais crise, mais dificuldades, fome e miséria. E é a inevitabilidade de seguirmos por este caminho que nos querem impingir, assim como o fizeram com a chantagem que fizeram com os Gregos e que continuam a fazer com todos os povos da Europa, apregoando austeridade para uns para financiar o mesmo sistema financeiro que foi o principal responsavel pela dita cuja crise.
Seja as soluções deste governo em cumprir o memorando e até ultrapassá-lo quer seja a solução do PCP de renegociar a dívida, ambos acabam por incorrer no mesmo erro, o de deixar o sistema continuar a funcionar baseado nos mesmos princípios capitalistas. O mal está no sistema e não só na forma de como ele é gerido. Só um sistema que coloque como centro as pessoas e não o capital e os mercados, só um sistema baseado na justiça ao serviço dos homens e não em leis criadas pelo próprio capital para dele se servir pode permitir uma mudança que realmente crie a mudança e transforme os homens, não em meros executantes dos desígnios de alguns, mas em seres completos capazes de criar e partilhar. Teremos nós coragem e determinação para o exigir ou vamos continuar a aceitar a inevitabilidade que nos impõem?

26
Jun
12

Reunião de um ano de governo

 

25
Jun
12

Uma Rede de tachos

O PS contestou hoje a nomeação de José Luís Arnaut para o cargo de membro não executivo do conselho de administração da REN – Redes Energéticas Nacionais e exige ao Governo que explique no Parlamento o processo de privatização da empresa. O PS acusa o Executivo de fomentar “um dos maiores exercícios de promiscuidade entre a política e os negócios, conformando a negociação em si uma ilegalidade”.
“A privatização da REN, tal como da EDP, funciona como uma espécie de espólio que o Governo distribui para personalidades ou dirigentes topo de gama do PSD e do CDS. Depois de Eduardo Catroga ou de Celeste Cardona, vem agora José Luís Arnault, sobretudo na sua qualidade de administrador da REN e simultaneamente presidente da comissão de auditoria financeira do PSD”.
O PS contesta igualmente a nomeação de Miguel Moreira da Silva, do CDS, que irá ocupar um lugar de direcção na REN. “Miguel Moreira da Silva que sai do Governo, que acompanha esta privatização, e sendo ele irmão do próprio vice do PSD, Jorge Moreira da Silva, vem ocupar um lugar de direcção e isto não é nenhuma coincidência”.

Qual é a surpresa? Mais uma vergonha a juntar a tantas outras de e que infelizmente não é uma excepção. Vendem aquilo que é património de todos nós e pagam os favores aos seus boys. Os sacrifícios, esses ficam para os outros.

25
Jun
12

Caçador de Impostos

O ministro das Finanças admite que os dados disponíveis sobre a execução orçamental traduzem «um aumento significativo nos riscos e incertezas» e que o cumprimento da meta fixada para o défice orçamental deste ano poderá estar em risco devido às receitas fiscais inferiores ao previsto. Disse ainda que “o governo está determinado a cumprir tecto de 4,5%” mas acrescenta de imediato que “estamos totalmente conscientes que este esforço é muito importante”.

Traduzindo isto para linguagem mais corriqueira quer dizer que mais dia menos dias temos aí um novo PEC com novos impostos e mais austeridade. Afinal esta é a única solução que este ministro encontra para acertar as suas contas, mas pena é que só tenha a coragem para atacar os mais fracos deixando os grandes vampiros imunes e a continuarem a sugar o sangue do Estado.

24
Jun
12

Só Deus sabe o que gostam um do outro

O presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, recebeu hoje manifestações de apoio de militantes do PSD para ser candidato a Lisboa. Miguel Relvas afirmou então que «Só Deus sabe o que eu gosto dele, não posso dizer mais do que isto, não posso e não devo dizer mais do que isto, mas só Deus sabe o que eu gosto dele». Fernando Seara retribuiu o cumprimento afirmando que “Eu também gosto muito do senhor ministro, mas gosto particularmente do Miguel, sabem que a política é feita de afectos pessoais e entre mim e o Miguel há uma amizade de muitos anos e portanto eu estou com ele sempre”

Só Deus sabe o que eles gostam do poder e só Deus sabe o que fazem para o conseguir.

24
Jun
12

Subornos sem subornados?

Na Alemanha já há acusados, julgados e condenados no processo de subornos relacionada com a venda dos dois submarinos a Portugal. Estranhamente os subornos alemães foram feitos mas não se encontram subornados. Ou se calhar não se querem encontrar.




Indignados Lisboa

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