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De volta ao passado

O comissário do Conselho da Europa para os direitos humanos alertou hoje que há crianças portuguesas a emigrar para trabalhar por causa da crise e famílias a retirar idosos das instituições para beneficiar das suas reformas. Os alertas do comissário Nils Muiznieks surgem num relatório que resulta de uma visita a Portugal, entre 7 e 9 de Maio, durante a qual se debruçou sobre o impacto da crise e das medidas de austeridade sobre os direitos humanos. [AQUI]

Enquanto a Comissão Europeia nos impõe a austeridade o Conselho da Europa vem-nos alertar para as suas consequências. Duas Europas, duas visões e nós fomos logo escolher a pior. A pior para nós, porque para os grandes especuladores e para os mercados que controlam a politica europeia estamos no bom caminho. O do seu enriquecimento que  tudo o resto não lhes interessa assim tanto. Ou aceitamos voltar a um passado que tanto queríamos deixar para trás ou então temos de tomar uma atitude e mudar.

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1 Response to “De volta ao passado”


  1. Julho 12, 2012 às 17:40

    Já tinha alertado esta situação há muitos anos, ainda os blog’s e os facebook’s eram miragem. Exploração de mao-de-obra infantil já se pratica em Portugal há muitos anos, eu digo EXPLORAÇÃO pura e dura, e não, como é frequente, uma criança ou jovem ajudar os familiares a arrancar uma alface, dar uma ajuda na rega da hortaliça, a menina ajudar nas lides domésticas, etc.
    Na minha actividade profissional que me levava aos quatro cantos do burgo (anos setenta, oitenta e noventa ) , presenciei, nomeadamente a norte situações incríveis de exploração a roçar a escravatura. Na altura, para além de falar com as autoridades policiais, escrevi uma carta (os e-mails eram utopia), à Assembleia da Republica (era presidente Vasco da Gama Fernandes) até hoje ainda não recebi resposta.
    Na indústria do calçado então a coisa raia/raiava a escravatura, em alguns casos eram os próprios progenitores a fomentar a dita, onde uma criança ou várias da mesma família eram obrigadas a trabalhar arduamente em condições macabras para encher os bolsos aos pais, pois eram estes que recebiam o pecúlio do “trabalho” realizado, e na maioria das vezes nada faziam, vivendo à custa desse “trabalho” efectuado pelos filhos. E como é que isto acontecia: o dono da fábrica de calçado, em vez de ter por exemplo vinte trabalhadores, tinha só cinco, cujas tarefas eram só o corte dos materiais e embalamento do produto final. O trabalho de fabricação/montagem do calçado era feita por pessoas fora da fábrica, em suas casas, onde não havia lugar a qualquer tipo de regalia por parte destas, como se diz na gíria – trabalho à peça, quantas mais peças (sapatos) montar mais recebe. Estas pessoas para fabricarem o maior número de peças punham as suas crianças a trabalhar. Os grandes exportadores asiáticos (China, Tailândia, Vietnam, mas também na India) de calçado e têxteis, nomeadamente artigos desportivos, também assim procedem. Por isso, não é só por lá que se vêm e a internet está cheia de imagens dessas, exploração de mão-de-obra infantil, à nossa porta existe e de que maneira.
    A situação que retratas é fruto das políticas capitalistas/ultra-liberais dos vários governos desde 1976. Todos têm culpas no cartório.


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