Este Nuno Crato, que vai ficar conhecido no futuro como o Ministro que promoveu o maior despedimento colectivo da história ao deixar de fora no próximo ano mais de 10 mil professores, gosta muito de falar da necessidade de haver um maior rigor e exigência no ensino, com mais avaliações e menos facilitismo. Mas, como sempre é pela boca que morre o peixe a acaba por ser um seu colega de governo que mostra que todo esse discurso é só da boca para fora. Questionado sobre a licenciatura do Dr. Relvas começou por nada dizer, depois que a Universidade em causa seria avaliada dentro do programa de auditorias existente e na data prevista para agora nomear uma comissão que faça essa avaliação com a máxima urgência. Até poderia parecer que estava a tentar esclarecer o que se tinha passado, mas afinal a avaliação pedida é para ver se a universidade acatou as recomendações feitas na auditoria de 2009 quando a licenciatura em causa é de 2006/2007. O que parece que se pretende restaurar é a credibilidade da Universidade Lusófona, (com um bom relatório a mostrar que agora está tudo bem), e não esclarecer o caso da licenciatura. É que isto de rigor e exigência é bom para a escola pública mas pode-se fechar os olhos quando estão em causa interesses privados de amigos e colegas.
16
Jul
12
Rigor e exigência
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